O amor é uma coisa maravilhosa. Quando se ama uma pessoa de verdade, se costuma pesar as nossas atitudes antes de fazer qualquer coisa. Claro, o amor é um sentimento de entrega, de doação mesmo. Quem ama compreende que o amor é uma completude. E a condição principal para ele existir é “doar-se”, ou seja, Eu me entrego, a medida que recebo o sentimento que é dado ao outro. A primeira razão da existência humana, é dada pelo o amor. Ele é quem nos humaniza.
O amor nos reveste dessa coisa boa que conseguimos expressar com tamanha autenticidade. Na prática, o amor é algo que nasce de dentro para fora, é a exteriorização do ser humano de maneira espontânea e genuína.
Os relacionamentos amorosos estão cheios dessa espontaneidade. Basta observar um casal apaixonado para compreender o significado de doação. A troca é mútua, quanto mais amor se tem, mais se deseja.
No primeiro momento é até comum se notar um certo exagero entre os parceiros. Claro, estão vivendo aquilo que se chama “deleite” do amor. Sinal de que há equilíbrio na relação. E quando nota-se por exemplo, que o amor é uma condição? Quando para amar alguém é preciso que Eu deixe de ser quem sou para agradar o parceiro? Aí é um problema! O amor não é exigência. Embora, deva se falar em determinadas situações que tem que haver um compartilhamento de idéias rntre duas pessoas para que haja a saúde da relação.
O amor torna-se uma condição para outro, a partir do momento em que deixo de ser eu, e passo a fazer tudo o que a outra pessoa manda, ou seja, não tem mais vida própria. As exigências são tantas que virá uma relacionamento abusivo. Você não Pode fazer isso ou aquilo, não usa essa roupa e uma série de limitações. A pessoa começa se desfazer tanto da própria que vira um pé de couve, arranca tanto o que lhe própria que fica só um talo. É normal isso? Não é. Quando a situação chega a esse ponto, é bom ficar atento (a). Alguma coisa está errada.
Amar não é criar condições para que alguém se enquadre ao seu padrão de comportamento. O amor quando criando nessas condições, ele sufoca. Claro, liberdade é preciso também dentro de um relacionamento, porque do contrário, caminha rumo a separação
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É sempre bom ficar atento para detalhes que se percebe que não é uma coisa saudável no amor. Portanto, se compreender que a sua relação vive tal realidade, é hora de pensar, porque não é interessante viver oprimido numa relação.
Se precisar sair de um relacionamento que machuca, que fere os seus direitos, tenha coragem. Confie mais em você. Nós devemos amar e sermos amados. O amor é bom, mas quando há o reconhecimento de que para ser verdadeiro, não precisa impor. Mas compartilhar sentimentos.
Ame-se. Só somos capaz de amar alguém, quando nós amamos em primeiro lugar.
Marii Freire Pereira
Imagem pública
Santarém, Pá 19 de março de 2020

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