A minha cama é um veleiro;
nela me sinto seguro;
com minha roupa de marinheiro,
Vou navegando no escuro.
De noite embarco e sacudir a mão
para os amigos no cais;
fecho os olhos e pego o timão:
não ouço nem vejo mais.
Cauto marujo, levo em segredo
para a cama uma fatia
De bolo e também algum briquedo,
poisé longa a travessia.
Corremos de noite o mundo inteiro;
mas quando chegar a alvorada,
eis-me a salvo em meu quarto e o veleiro
De proa bem amarrada.
Robert Louis Stevenson. ( In: José Paulo Paes)
Imagem: O veleiro ( 1895), de Claude Monet.
Literatura brasileira: William Cereja e Thereza Cochar. Ano: 2013
Marii Freire Pereira
Santarém, 8 de março de 2020

Segurança em casa,no aconchego de si e na paz do simples..
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É lindo esse trabalho!
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Muito lindo esse trabalho!
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Obrigada Lu. Te confesso que também adoro, por isso, trouxe ele para cá. As figuras de linguagem descritas nesse poema é uma coisa linda.
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