Como identificar o comportamento do seu parceiro (a) para saber se você vive uma relação abusiva

Pessoas que têm comportamentos manipuladores, em geral, elas que têm necessidade de controle. Isso é algo bastante comum de se identificar nas relações abusivas, porque ou as pessoas são dominadoras demais ou elas se vitimizam com perguntas como: Por que ele fez isso comigo? Lembrando que estamos falando de condutas humanas. Homens e mulheres podem ter atitudes iguais quando se tratar de manipular, de serem explosivos diante de situações, onde perdem o controle. Isso inclui os relacionamentos amorosos.

Quem é abusivo, não vai trazer isso escrito na testa. Mas, com o passar do tempo, você vai saber identificar alguns sinais, tais como: críticas exageradas, julgamentos com alegações infundadas, drama para chamar atenção, fazer uso com frequência de mentiras para se livrar de responsabilidades que cabe somente a pessoas. Quer dizer, existem muitas situações que começam sempre com o desrespeito à outra pessoa. Quer um exemplo do que estou falando? Invadir a privacidade do outro. Pegar o aparelho celular e ir bisbilhotar sem a prévia ciência daquela pessoa, que você está fazendo isso, compreende? ” Ah, mas não tem segredo entre o casal”, tem. É preciso manter o respeito pela individualidade do parceiro ou da parceira. Se a pessoa que estar com você, cede o celular para que você veja, isso é uma decisão dela para que por meio desse gesto, se fortaleça a confiança entre o casal. O que é diferente de você pegar o aparelho sem o consentimento do outro e mexer. Neste caso, quem de espontânea vontade entrega o celular, age de boa-fé, mostrando que não tem nada a esconder. O que não pode é violar o direito da pessoa.

” Quem viola o direito do parceiro ou parceira, revela por meio dessa atitude, a falta de caráter, atrelada a pouquíssima confiança que deposita no outro. “

Como exemplo contrário ao que falo, há muitos namorados, maridos e companheiros que usam de manobras ardilosas para forçar a mulher a entregar o celular. Eles criam estratégias comportamentais para justificar esse ato como certo. Mas, o importante é afirmar que o direito de um, é o direito do outro. E que infringir regras, mostra a necessidade de poder que você deseja expressar em relação a quem diz que ama. Agora, se tudo o que acontece entre o casal, ocorre de forma amigável, melhor é, porque ambos prezam pela saúde da relação, pelo carinho, respeito e amor.

Motivadoras, as minhas palavras? Não, isso é direito na prática. O que mais vemos são relacionamentos doentios, por conta dessa falta de respeito que as pessoas mesmo estando juntas, têm pela outra. Como base de tudo que estou falando, precisamos compreender que, para um casal viver bem, é preciso que haja harmonia e, essa faceta, só se consegue se, houver admiração e respeito. O que é diferente do que acontece dentro de relacionamentos abusivos. A relação se torna abusiva não é só pelo excesso de poder; não. Isto, não se trata de uma disputa, de quem ” manda e ” obedece “. Mas de assumir um comportamento onde há o esforço mútuo do casal para conseguirem viver bem.

Quando se observa que há um esforço negativo, isso implica também numa resposta negativa. Alguém dessa relação vai condicionar a outra pessoa a fazer só o que é determinado por ela, o que é muito ruim. Para se alongar disso, é  preciso que os dois trabalhem mecanismos que possa fazer a relação fluir de maneira natural; do contrário, alguém dentro da relação vai ser sempre passivo. Vou usar aqui o exemplo da ” Caixa de Skinner”, que serve para os relacionamentos abusivos. A pessoa trabalha a questão do comportamento da outra, condicionado a pequenos regalias. Como geralmente, a figura feminina se presta a esse papel passivo, porque foi condicionada assim, a mulher vai fazer um esforço maior na relação para ter carinho, atenção e calor humano, que são mecanismos importantes para lhe proporcionar  algum prazer. Reafirmando que o esforço dela é capaz de manter vivo o estímulo responsável pelas respostas que ela quer do parceiro. Para isso, ela vai pagar um preço bastante caro, que é viver em parte, dentro desse papel submissão. Não há porque se falar aí, numa relação de igualdade de direitos.

A possessivdade é outro fator que pode vir ” mascarado” da palavra ” cuidado “. Que cuidado é esse? Excesso de zelo. O homem que vende a figura de protetor é um problema sério. Entenda, não é que a mulher não goste de alguém que cuide dela. Cuidado é sempre bem vindo, desde que não sufoque, invada ou silencie a sua voz. Ninguém tem o direito de falar ou decidir por você. Isso não se  delega a outra pessoa. É seu direito decidir o que entende como melhor perante as suas escolhas.

Para finalizar, afirma que desde criança somos condicionado a não desistir de nossos sonhos, mas encarar os nossos medos e de lutar sempre para obter o que é melhor para nós mesmas. Por isso, se você já identificou que é vítima de um relacionamento abusivo e deseja sair dele, porque já tentou de tudo e nada não deu certo, nem diante das desistências de si mesmas para caber nas regras e rédeas do outro, pense com carinho em você. Você pode escolher algo novo, um relacionamento novo. Pode, sim! Só não pode desistir do projeto maior de sua vida que é você. Procure um amor que lhe dê afeto, ao invés de migalhas. Posisione- se sem medo. Acredite: essa é a sua melhor escolha diária, escolher você todos os dias.

Marii Freire. Como identificar o comportamento do seu parceiro para saber se vive uma relação abusiva

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Material complementar:

Psicologias. Uma introdução ao estudo de psicologia. Ana. M. Bahia Bock. Odair Furtado.  Maria de Lurdes T. Teixeira. 10ª edição. Editora Saraiva. São Paulo, 1997

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Santarém, Pá 22 de maio de 2024

Marii Freire

Se ” despetalar ” é também uma forma de deixar para trás, parte de nós; parte do que a ferrugem do tempo, tornou irreconhecível.

Marii Freire.

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Santarém, Pá 22 de maio de 2024

O relacionamento abusivo é uma armadilha para muitas mulheres, pois elas se tornam reféns do medo

O que passa na cabeça de mulheres que são vítimas de relacionamentos abusivos, são situações que as distanciam da realidade. Por que afirmo isso? Porque parceiros abusivos são capazes de  distorcer a realidade dos fatos, de manipular ou ” maquiar” uma determinada situação para tirar vantagem dela. Por isso, é tão comum vermos por exemplo, homens, geralmente agindo dessa maneira. Claro, falo isso porque vivemos numa sociedade machista, onde homens agem assim com mais frequência com suas namoradas, esposas e companheiras. Veja, um parceiro manipulador, ele pode fazer o que quiser para despertar na mulher, gatilhos mentais que leve dúvidas sobre o real e o imaginário. É o controle compreende? Esse homem muda de comportamento e atitudes o tempo inteiro. É por meio de joguinhos de manipulação que ele alcança esse resultado desejado.

Deixe- me dar um exemplo do que estou falando. O namorado, o marido ou companheiro mente para a mulher dizendo que as trocas de mensagens que ela viu dele com outra mulher é coisa da mente dela; é o que acontece de mais comum em exemplos de relacionamentos abusivos. O homem trai e no auge da prepotência ( por se achar superior e esperto), vai precisar baixar a guarda da mulher. E aí, neste caso, ele vai provocar nela o sentimento de culpa. Primeiro, ele vai isolar essa vítima de qualquer contato que ela tenha com amigas ou pessoas da família e, que possa oferecer perigo dele ser desmascarado. Então, ele vai precisar afastar essa mulher desse meio e mexer bastante na lama interior desse isolamento que provoca. Como? Insinuando coisas, induzindo, rebaixando, adjetivando de forma pejorativa a melhor amiga da namorada ou esposa, dizendo que ela é ” isso ou ” aquilo” para desumanizar os sentimentos da sua companheira em relação a essa amizade e que, inclusive poderia ” abrir  olhos” dessa mulher em relação ao comportamento dele. Todavia, para poder ficar em segurança, usa de manobras ardilosas para conseguir o que quer.

Os grandes manipuladores usam de sua expertise, para ganhar tempo e preste atenção no que vou falar aqui: impulsionar na mente e  no emocional dessa mulher coisas como, dúvida, rejeição, angústia,  sentimento de culpa e medo. A mulher que ama o homem ( o homem que ela elege como seu) vai ter medo do que? De perdê- lo é claro. Mediante esse detalhe, o manipulador emocional tem vantagens sobre essa questão. Ele pensa: para diminuir essa agitação mental e emocional toda que estáacontecendo, vou produzir medo. Neste caso, ela vai chorar um pouquinho, ficar insegura e eu obviamente, tranquilo.

Muitos homens usam de trunfos como esse, ao invés de reconhecer seus erros, do que conversar; ter um diálogo saudável com a parceira, e procurar investir genuinamente na saúde da relação, ate para dos dois poderem viver melhor. Mas, a grande maioria, prefere viver da maneira em que a sociedade lhes deu liberdade para ser homem. Afinal, muitos relacionamentos vão à ruína, justamente por esse excesso de liberdade e confiança dada aos homens. E neste caso, digo que ” mulher nenhuma tem a obrigação de sofrer tanta privação e passar por louca ao contestar uma pessoa que de sua confiança, mas que quebra acordos, que não valida os seus princípios e valores, quando se trata de ser homem e mostrar isso para com ela, por meio de atitudes.

Há homens educados e que de fatos valorizam as suas companheiras? Há, mas são poucos, perto do que sustenta a questão atrelada aos relacionamentos doentios como vemos que isso não é de hoje, mas da forma como toda essa questão atrelada ao homem e a mulher (a mulher principalmente) por conta de uma negação de direitos que é uma dívida antiga e impagável que a sociedade tem com ela, acabou convergindo para muitos dos problemas em especial etico e até moral, que temos de forma escancarada na sociedade. Hoje, creio que difíceis até de serem transformados, não sei se pela falta de consciência, porque ciência se tem. Difícil é, –  respeitar o direito do outro, no caso, o direito da outra,  ou seja, da mulher.

O medo é uma armadilha poderosa

O medo paralisa as pessoas. Aliás, o medo é uma arma importante para criar a relação de dependência, isso no contexto geral. Nas relações interpessoais também. É um esporte preferido do conjuge decepado, o namorado (a) que se sentiu frustrado (a) por não ter as suas expectativas atendidas. Então essas pessoas vão usar o medo de diferentes formas para conseguir manter o controle sobre o outro. A realidade dessas mulheres não são diferentes. Todo parceiro manipulador, ele vai testar o seu poder. Ora, sendo agressivo. Ora, sendo a pessoa deprimida, incoerente com as palavras. Quer dizer, ele vai mostrar a faceta do egocentrismo. A pessoa quer uma relação de dependência, então ela vai trabalhar bem essa arte para ter a outra pessoa na palma da mão.

Quem não ente o que se passa, e geralmente é a figura feminina, vai correr riscos Como? Vai se humilhar, pedir perdão, acreditar nas mentiras que ouve, ou passar a duvidar de si própria, porque quem é abusivo vai implantar a dúvida, justamente por conta das limitações. Se essa mulher por exemplo, sofrer maus-tratos: ” Ah, ela foi punida porque insistiu numa conversa chata”, compreende? Ou esse homem causa problemas, onde deixa ela angustiada ou  oferece um tratamentode silêncio, a mulher sente culpa! E acredite: pensa ser responsável por ter provocado aquela atitude grotesca. Nao é. Compreenda uma coisa ” toda essa situação trata-se de manipulação”, de técnicas que muitas vezes muda o estilo de vida da mulher. Às vezes, era uma pessoa linda, alguém com um corpo bonito. De repente, a mulher emagrece de forma assustadora, porque nem as pessoas próximas a ela, reconhecem mais aquele ser encantador.

A mulher muda, sofre, chora, sente calada. Mas quanto mais ela tenta superar aquela se situação, mais se isola para vida, para o mundo. Fica deprimente, não encontra saída para aquele sofrimento. Afinal, vive uma sobrecarga de estresse significativa, e de descaso consigo mesmo. É preciso ressaltar que essas mulheres têm que aprender a voltar a acreditar nelas mesmas. A serem críticas severas, não com elas próprias, mas com quem provoca o pior nelas; é preciso voltar acreditar na vida e no amor, no amor que tem por elas.

Há pessoas que são educadas e verdadeiras com as outras, isso inclui também as relações amorosas. Quem é coerente com você, não vai ter coragem de fazer você sofrer. Não vai usar da sua fragilidade ou do medo para se sentir importante na sua vida. Entenda que, quem gosta de nós de verdade, também erra. Afinal de contas, somos humanos. Mas, não faz disso, a sua maior marca. Não vai dizer que você faz drama. Quando se ama uma pessoa, se dialoga com ela, se declara amigo ( a), porque o amor precisa da amizade; precisa sobretudo de almas puras e profundas naquilo que fazem. Se alguém precisar te desumanizar, duvidar da sua inteligência, te diminuir, ferir, te isolar, tentar diminuir a sua capacidade de percepção das coisas que acontecem ao seu redor, digo uma coisa: ” enfrentar os seus medos, os teus vales…busca a sua coragem! Você é forte, só precisa acreditar nisso.

Marii Freire. O relacionamento abusivo é uma armadilha para muitas mulheres, pois elas se tornam reféns do medo

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Santarém, Pá 22 de maio de 2024

Fiódor Dostoievski

” Detesto fingir e mentir. Vale mais a pena a gente se explicar francamente… ( Crime e Castigo)

Fiódor Dostoievski

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Santarém, Pá 21 de maio de 2024

José Saramago

” A vida é breve, mas cabe nela muito mais do que somos capazes de viver.”

José Saramago.

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Santarém, Pá 21 de maio de 2024

Parceiros abusivos destroem o psicológico de suas vítimas

Toda mulher que já viveu uma relação abusiva, ela conhece a sensação de fracasso. Mais, ela não se sente suficiente para si, porque o parceiro abusador destrói o seu psicológico e autoestima.

Quando se fala em relação abusiva, se costuma pensar nas formas de agressões verbais e atitudes de egoísmo que o abusador tem na maneira de lidar com a vítima. Assim como, as possíveis formas de desestabiliza o emocional da parceira, seja na maneira de coagir fisicamente ou psicologicamente.

Ainda que, essa mulher seja uma parceira 100% com ele em tudo ou seja, que ela feche com esse homem, que ela cumpra a sua parte nos acordos, que ela consiga concluir as tarefas do dia a dia, há homens que não conseguem ter uma forma sincera de lidar com essas mulheres. Há uma dificuldade de enxergar a mulher ( pelo menos) para alguns homens de maneira em que eles atuem de boa-fé com elas. Muitos não comunicam o que fazem, porque entendem que não devem ” obediência ” à mulher. Com isso, escondem tudo o que é de importante. Se fazem negócios, falam muito tempo depois, deixando a esposa ou companheira ” engolir a seco” o resultado de suas decisões. Sim, nós mulheres, ainda convivemos com essas feridas que ofende e incomoda a nossa maneira de ser. Há homens que usam de manobras desleais com suas namoradas, esposas e companheiras.

Nos casos em que essa relação de poder existe de forma exacerbada, muitas mulheres sentem os efeitos do machismo de maneira explícita. Muitas por estarem apaixonadas, ficam completamente sem noção do que está acontecendo. Isso é tão verdadeiro, que elas só descobrem que foram feridas em seus direitos, quando vão se divorciar. Geralmente, por ser uma descoberta tardia, isso gera à elas, uma sensação de desconforto, principalmente, por ter sido uma pessoa sem importância. Não que de fato sejam, mas é assim que acontece. por conta de uma vida de dedicação. A autoestima, assim como a autoconfiança dessa mulher, dão lugar a sensação de tristeza, fazendo com que elas se sintam um farrapo de gente.

” Qualquer mulher, se desestrutura diante da falta de humanidade, principalmente, da falta de clareza do homem que elas elegem como seus amores.”

Em outras situações, quando há a descoberta de traição, a relação de poder, novamente sobressai. Afinal, quando ela o conheceu, abdicou da vida, dos sonhos, da carreira para viver junto aquele homem e construir uma família, assim como, dedicar-se a isso, ou seja à família. Na verdade, o que chamo atenção aqui, é o fato dela nunca ter trabalhou fora, não construiu patrimônio, como acontece com muitas; uma vez que essas mulheres se dedicam única e exclusivamente aos filhos e ao marido. Passado, 20 anos depois, ao término daquela relação é algo previsível, onde essa mesma mulher, já sabia das escapadas do marido com outras, porque a essa altura do campeonato, essa mulher já não é tão bobinha, e se percebe sozinha, sem nada, sem apoio e a depender da situação, dentro de uma fragilidade financeira horrível.

Acontecido isso, esse homem sem nenhum tipo de culpa aparente, discrimina, oprime, justifica a falta de caráter com ela, pelas traições, como ela não sendo mulher suficiente para ele e, sai. Sai e vai viver outra relação deixando a mulher arrasada. Situação muito comum em exemplos relacionados a relacionamentos abusivos.

O curioso é que esse tipo de homem não assume as suas falhas, não pede desculpas, não se coloca na posição de quem também erra, como qualquer outro ser humano. E se a mulher reclama, ela é uma “histérica “, quando foi ele quem deu todos os motivos para que ela agisse daquela forma ou seja, querendo compreender o porquê  de ter sido usada a vida inteira para que muito tempo depois, esse homem estivesse bem, com uma vida financeira estável, usufruindo de recursos que facilitam a vida dele. Ela por sua vez, vai aprender a se reinventar, porque não resta outra alternativa.

Muitos relacionamentos abusivos acabam acarretando na  vida da vítima, a sensação de culpa. Há mulheres que desenvolvem doenças emocionais como ansiedade e depressão, porque elas não consegue lidar com o peso da realidade. É importante ressaltar que nesse caso, a mulher deve atribuir importância quem ela foi e quem é. Não adianta alimentar sentimentos ruins, porque isso não trará nada de positivo à ela.  E que o quadro de fragilidade que essa mulher se encontra, deve ser trabalhado para que no tempo possível ( cada mulher tem o seu tempo) consiga se reerguer. É necessário nesse momento, a mulher cuidar de si e, daquilo que dá sossego à alma.

Marii Freire. Parceiros abusivos destroem o psicológico de suas vítimas

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Santarém, Pá 21 de maio de 2024

Martha Medeiros

” Só é possível valorizar aquilo que foi estudado e percebido em sua grandeza. “

Martha Medeiros. O violinista no metrô

MEDEIROS, Martha. O meu melhor: 100 crônicas de sucesso + 4 inéditas/ Martha  Medeiros.  São Paulo: Planeta do Brasil, 2019

Marii Freire

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Santarém, Pá 21 de maio de 2024

Marii Freire

” Eu leio com os olhos atentos, não exatamente as palavras. Mas, procurando compreender o que o autor sentia ao expressar suas ideias. É mágica essa conexão. “

Marii Freire.

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Santarém, Pá 21 de maio de 2024

Quando você se ama, aprende a impor limites

Quando uma mulher se ama; quando ela se conhece verdadeiramente, sabe o seu valor, a importância que tem como ser humano e pessoa que é, certamente, ela sabe impor limites.

A primeira regra da vida, assim como uma das nossas necessidades essenciais é o amor; o amor próprio. E o amor começa sempre pelo respeito que temos a nós mesmos. É impossível uma pessoa amar outra, se dentro dela, não houver reservas genuínas de sentimentos bons. Isso, atrelado ao conjunto de princípios e valores que todos nos temos.

A princípio, quando se fala com clareza a respeito de nossos sentimentos, as pessoas acham ” bonito”, principalmente, se construímos essa fala voltado ao lado filosófico. Mas, é regra. Afinal, posso eu dar amor a alguém, sem realmente tê- lo? Não. Neste caso, eu vou mentir para segurar por algum tempo, aquela pessoa comigo, como é de praxe. Vou entre outras coisas, enganar, brincar com os sentimentos dela; viver numa indecisão sem saber se quero ela na minha vida ou não, inventar desculpas corriqueiras. É fácil conhecer alguém que enrola a outra. Ela nunca vai ser uma pessoa exata ou que procure ter atitudes claras com você. E por que? Porque quem mente, usas as outras outras pessoas para atingir seus objetivos. É uma atitude de pessoas vazias e que só pensam em si próprias, mas o mundo tem muita gente assim. Por isso, é importante ficar atento ( a) para não entrar em conoa furada ou relacionamento que de fato, consome a nossa saúde mental e emocional.

Por que vemos tantos relacionamentos ruins? Alguém já parou para pensar? por que tem tantas relações abusivas? Por que há relacionamentos doentios? A base do relacionamento abusivo é construído na mente do ser humano. É o que o outro diz, mas não é só a fala, deve ser levado em consideração também, às reais intenções das pessoas que escolhemos para estarem conosco. Porém, como não temos a capacidade para lê o pensamento de todos, avaliemos as suas ações, seu comportamento e atitudes, porque esse detalhe sim, faz com que se compreenda muita coisa.

Todo abusador ou manipulador emocional, é uma pessoa de caráter duvidoso. “

Todo manipulador emocional é uma pessoa pragmática. Ele ou ela, agem detalhadamente. Além de inteligente, é considerado ( a) persuasiva e adora ser o centro das atenções. Aliás,  o manipulador emocional é o centro das atenções aonde quer que chegue. Às vezes é um indivíduo sedutor ou abusivo e, que gosta de contar piadas sem graça, justamente para chamar atenção.

Quando se fala que quem se ama, aprende a impor limites, se chama atenção para casos como esse. Ora, imagine que você conhece alguém assim, se sente atraída por essa pessoa, o que é comum, porque aparentemente, elas são adoráveis. Mas no decorrer do tempo, descobre que há algo de errado no seu jeito de ser. É justamente, essa questão que faz você dizer ” tem algo estranho aqui”. Esse olhar atento é o que pode ajudar você a sair das garras de um parceiro abusador. Lembrando que homens e mulheres, podem ser abusivos em suas suas condutas. Portanto, identificou que o seu parceiro é abusivo, é o momento de impor limites.

” O seu limites diz a maneira de como quer ser tratada. “

Evidente que essa não é uma tarefa tão fácil. Mas, não resta outra alternativa, senão você dizer: ” Pare, esse é o meu limite. Se ultrapassar a linha do respeito que estabeleço, você pode ir embora da minha vida”. Acabou! Relação é construída a dois. Para que seja possível convivermos bem, é preciso que andemos em acordo, concorda? Diante disso, você irá avaliar como a outra pessoa se comporta. Geralmente, quem passa por essa experiência, não gosta muito. Todavia, quem tem que saber quem quer e que, tipo de  amor deseja ter, vai se expressar sem muitas dificuldades.

O amor que queremos, não começa através do outro, ele nasce em nós, em especial na forma em que nos tratamos. Se trate bem, se respeite aponta de não aceitar qualquer coisa em sua vida. Com isso, saberá exatamente o tipo de pessoa que deseja ter ao lado. Amor é bom, mas o amor que soma; não o que nos adoece. Tenha sempre essa certeza em mente ao se relacionar com alguém. Quando você encontrar a pessoa que corresponda as suas experiências, saberá que fez uma boa escolha, porque sentirá paz.

Marii Freire. Quando você se ama, aprende a impor limites.

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Santarém, Pá 20 de maio de 2024

Violência Doméstica

Eu discordo da máxima em que ” quanto menos formação acadêmica e cultural, mais ocorre crimes na nossa sociedade, como a violência doméstica por exemplo. Eu acredito sim, que em algum grau de comprometimento, isso possa influenciar entre os muitos fatores que coopera para o problema. Mas, não podemos negar que em todas as áreas, temos pessoas “letradas” e que inclusive, praticam esses crimes contra as suas esposas, namoradas companheiras. Talvez, a diferença é que pelo status social, o silêncio se torne maior em relação a esse grupo seleto de pessoas. Evidente que, quanto mais evoluída é uma sociedade, todos ganham. Todavia, a violência contra a mulher, ultrapassa a barreira da ignorância e alcança lugares, onde menos se imagina.

Marii Freire. Violência Doméstica/ Via Facebook

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Santarém, Pá 20 de maio de 2024


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