Não há justificativa plausível para violência contra a mulher. O que existe é um padrão de comportamento masculino violento que não respeita a mulher, e faz com que o homem se veja como superior, inclusive, superior a própria lei.
Via de regra, a mulher romantiza o relacionamento, inclusive o relacionamento abusivo. Por que isso acontece? Porque faz parte de um conjunto de crenças que faz com que ela “ justifique ” situações de violência, de sofrimento como as nossas avós sofreram e suportaram caladas.
Eu vou deixar uma pequena reflexão sobre violência contra a mulher; não em forma de artigo, algo menor. Porém, com uma importância muito grande para pensarmos em formas, complexas, perversas e que nem sempre vem acompanhadas de agressão.
Quanto menor é o grau de instrução de uma mulher, mais ela se deixa ser manipulada. E por quê isso acontece? Porque uma pessoa sem conhecimento e amor próprio, costuma “ romantizar “ a violência.
A informação é um mecanismo importante no combate a violência, pois facilita a conscientização sobre os tipos e a maneira de denunciar o problema. Além disso, sabemos que a denúncia, ajuda a evitar que o agressor fique impune perante seus atos.
O combate a violência doméstica é uma luta constante. E sabemos que hoje, especialmente em por conta da promoção de debates, de falas; discussões sobre o tema tanto por parte de profissionais como pessoas comuns que procuram compreender e identificar os primeiros sinais de violência, esse assunto tem ganhado muito mais visibilidade tanto na mídia, como em rodas de conversa; reuniões familiares entre outros. É claro que, não podemos deixar de dizer que isso é um avanço importante para conhecer e combater o problema que é comum entre nós.
Quando se fala em violência doméstica não podemos esquecer que o primeiro passo é nomear os abusos e toda falta de respeito que se vive. A falta de respeito por si só, ela leva a violência. Pois, a pessoa que usa da boa fé da outra, para cometer pequenas atitudes que ferem os valores e a dignidade, e posteriormente, se sente confortável em humilhar, menosprezar e bater, certamente é alguém que tem caráter um duvidoso. Ora, quem ama não machuca.
Se você perceber que o amor dói; desconfie”
O amor não diminui, não inferioriza, não trata com indiferença. Se o que você vive é justamente dor, vigilância, situações humilhantes, controle e manipulação; entenda: isso não é uma relação saudável. O amor não nos adoece; pelo contrário, quando existe, ele nos torna seres humanos melhores.
Essa ideia de que “ o amor tudo suporta” é controversa. Por isso, existe a necessidade de falar, e não aceitar certas colocações de pessoas que tem uma fala de cunho machista e, inclusive, faz uso de manobras ardilosas para impor limites que estão em acordo com o próprio conceito pessoal de alinhar os interesses particular ao outro. Veja, é preciso respeitar a individualidade de cada pessoa. Relacionamento não é imposição. É sim, conseguir “ acordar “ pontos de vista em comum; é ter propósito, sonhos e objetivos que faça a relação ter equilíbrio. É o mais importante: saber se relacionar. Quando uma mulher e um homem compreendem isso, não há a necessidade de imposição, de gritar ou agredir para fazer valer a vontade do outro. Quanto mais se fala; quanto mais se conscientizar, mais as pessoas procuram respeitar uma as outras. Pois, se falta respeito, sobra violência e atos de selvageria de toda natureza.
O tema é extenso, mas é preciso abordar de forma profunda. Pois, não é possível aceitar conviver com violência. Hoje, mais do que nunca se faz necessário dizer que quanto mais informação, menos a mulher se deixa maltratar. Pois:
“ Conscientização e denúncia “ são mecanismos importantes no combate a violência.
Você sofre ou sabe de alguma mulher que esteja sofrendo, denuncie.
Hoje, a informação mais do que nunca, é uma grande aliada da mulher. Por isso, quanto mais ela fala sobre o assunto; quanto mais se informa e denuncia ( porque sabe como fazer isso), mais essa atitude dela encoraja as outras, a fazer o mesmo.
O homem que não entende que a violência contra a mulher é um problema ( um problema muito mais dos homens do que das mulheres) é uma pessoa que não se importa; não tem consciência e menos ainda, condições de redescobrir-se homem ou seja, um sujeito que é parte de um processo histórico da cultura; um ser que pensa, fala e escreve. Por que estou colocando isso? Porque o sujeito quando se coloca diante dessa realidade, digo “ que se redescobre “ tendo todas essas capacidades, ele é capaz de mudar de ideia, de se refazer e corrigir os próprios erros. A violência dizima vidas diariamente – através dessa forma em que, muitos homens “abraçam” a ideia de disseminar ódio, misoginia entre outros. Isso é reflexo de uma cultura que expressa, incita a violência contra a mulher intencionalmente. A violência é legitimada há séculos, e tem a sua própria dinâmica, movimento e forma de reproduzir tamanha “ selvageria” por meio de seus próprios estímulos. Ignorar a violência é não assumir o seu papel, especialmente o papel de homem que, mesmo divergindo em ideias, sabe comunicar, tem consciência e enfrenta seus problemas por meio da fala e todos seus movimentos como autor de sua história, e não como assassino. Esses homens são educado não para liberdade, respeito e proteção, mas para castrar esta, assim como, aprisionar e se tornar juíz do próprio aprendizado.
Eu vejo mulheres esperando “ consideração “ e “ um pedido de desculpas “ de homens que foram seus parceiros e ao mesmo tempo, extremamente abusivos com elas. E observando o comportamento, a expressão facial, vejo o quanto isso é perturbador para essas vítimas.
“ Perturbador pelas palavras; pela frieza e vocabulário constituído para desestabilizar essas mulheres emocionalmente.”
Ao observar o próprio comportamento delas, digo o seguinte: coloquem uma coisa na cabeça de vocês: “ esse pedido de desculpas é nulo”. Pois, ele não virá. Se você viveu uma vida inteira com uma pessoa que não respeitava você, que falava coisas que feriam o seu psicológico e, você “ ignorava” para “ amenizar “ o sofrimento ( negligenciava) a realidade como muitas mulheres fizeram ao longo da história/ fazem, – a maioria, pelo menos para conseguir manter uma comunicação, o diálogo que não cicatriza, mas promove um tempo prolongado dessa relação, e não a reciprocidade de consciência. Isso não muda. Portanto, não há exemplo maior de que não há nada o que extrair desse tipo de situação, digo “ desse lugar “ ao qual a mulher é colocada. Resultado: adoecem mental e psicologicamente. O grande desafio é você conseguir se reconstruir e não esperar nada do outro. As intenções da outra pessoa estavam todas lá, desde o início. Não crie perspectivas em prol de um pedido de desculpas, porque essa é uma espera que vai promover ainda mais sofrimento. Ter lucidez sobre esse fato é uma forma de encarar a vida como ela é, e não como gostaria que ela fosse.
O problema em relação a violência contra a mulher não é termos regras mais rígidas. Se a solução fosse essa; nós tivemos agora, o aumento de pena. E se você observar, nem por isso, “ o homem se sentiu intimidado “
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