Diante de situações tensas, a vivência entre duas pessoas se torna insuportável por conta do estado emocional, onde elas não têm controle a respeito do que dizem umas as outras. As reações negativas, são respostas do descontrole sobre os sentimentos e emoções que cooperam para aquela tensão que se transforma em choro, o que é natural; uma vez que trata de uma expressão de vida afetiva” carregada de ódio, sofrimento e muito mais coisas nessa bagagem. Enfim, algo resultante da maneira de se relacionarem de forma errada. Claro, é doentio e tem muitas razões pelas quais acontecem. Infelizmente, isso deixam marcas profundas, de modo a fazer com que as pessoas não se reconheçam mais.
“Quando a sociedade não reconhece as suas mazelas, naturalmente, acaba criando momentos de tesão sobre aqueles que estão desprotegidos. Não se pode aprender com quem fala de dor. Sim, com aqueles que a sentem.”
Quando se fala em amor próprio, a primeira ideia que vem a mente é todo um arcabouço que se volta à beleza, à estética, desejos, o cuidado com o corpo e outras constantes necessidades humanas. O curioso é que, parece que a vida se resume nisso. Não é. O corpo precisa de “alma”, de “consciência”, de uma somatória de valores que traga a sabedoria necessária para que ” a vida faça sentido “. Aqui, falo de valores e virtudes que ajudam você trabalhar uma dinâmica diante dessa sabedoria; coisas que faça o ser humano refletir sobre ele e suas prioridades. Aliás, sobre o que agrega. Afinal, ninguém vive de superficialidade. Isso pode fazer sentido para alguns, necessariamente, não faz para todos. Claro, temos pessoas de todos os tipos. Porém, nenhum amor, inclusive o amor próprio é capaz de sobreviver quando te roubam essa ilusão ( mundo de representações). Se isso acontece, não sobra nada. Acaso, os ” adereços ” no mundo de ” faz de conta” geram algum valor? Certamente não. O que permite o indivíduo criar alguma expectativa, mesmo diante das circunstâncias negativas por exemplo, é encontrar um novo propósito que o faça sentir prazer; que o faça continuar acreditando nas coisas boas. E para que isso aconteça, ele vai fazer esse ” mergulho” olhando para dentro de si, justamente, para resgatar um pouco das coisas que considera como importantes. Para isso, irá olhar para si e dar ouvidos ao que precisa. Você entende como da fragilidade; como das próprias ruínas, o ser humano volta a superfície novamente? Volta, desde que deseje e saiba dar atenção o que importa. Seria supérfluo dizer a gente sustenta tudo com ” maquiagem “, com coisas caras ou com aquelas que nos fazem felizes por algum momento. A verdade é que, a vida não é feita de postura, nem sustenta somente pelos nossos personagens. Evidente que muitos deles são importantes, mas não é o suficiente. O que você sustenta todos nós, é algo que vai além disso. “O alicerce principal” nesse caso, é bem maior do que ” a casca”, do que o ser humano representa em termos de sentimentos e palavras para o mundo. O que o sustenta é a essência. Esta, tem uma estreita ligação com os nossos valores. O conceito de amor próprio parte da ideia de que o maior valor ligado ao indivíduo, são aqueles, onde as respostas são inegociáveis. Toda e qualquer necessidade pode ser suprida, a medida em que se reverte o caminho. O grande problema é o tempo que isso leva. Mas, nada é tão demorado, se no final, há aplausos de sua consciência.
Quando se fala de amor próprio, este é, um convite para você ” olhar para dentro de si”, porque não se encontra isso numa roupa de grife, na maquiagem, na compra de uma bolsa cara. Nada disso, Veja ( embora todas essas coisas, ajude elevar a sua autoestima), ao falar sobre amor próprio, a verdade é que esse convite que trata de você se amar, se aceitar, compreender que tem os mesmos direitos que as outras pessoas; direito de deixar claro o seu posicionamento, de dizer com firmeza sobre o que te agrada ou não. Ser respeitada em relação às suas escolhas. Se amar é ” mergulhar ” dando esse salto de importância para o que você tem de melhor que são os valores; coisas que você não negocia perante ” qualquer situação que é colocada”. E sobre se aceitar, é falar ” eu sou dessa forma, e não poderia ser diferente para ” agradar “a ninguém. Eu me amo, ponto.
A violência contra a mulher é um problema de todos. Quando falo ” todos “, estou me referindo a cultura. Portanto, a mudança que se deseja em relação ao problema, vem também pela mudança da maneira de se pensar. Embora, tenhamos uma lei avançada, o Brasil é um país, onde mais se mata mulheres. Então, a maneira tanto das pessoas pensarem, bem como “agir” , ajuda alavancar muito a repetição por exemplo, de comportamentos que acabam, refletindo o machismo.Veja, quando cito a palavra “machismo”, não estou me dirigindo somemte aos homens. A mulher ao ouvir, ela reproduz isso também na fala, o que demonstra a clara, necessidade de deixar para trás ” velhos moldes”. Pois, do contrário pouco se avança. A violência não é só um problema da mulher, mas de todos nós.
Riqueza mesmo é ” você morar numa casa simples “, tendo o básico dentro dela. De modo que, o que contém ali, atenda as suas necessidades, não de busca, mas de perfeição. Isso é o que gera o prazer de viver.
Que a vida é uma brevidade, isso nós sabemos. Por isso, independente das circunstâncias, precisamos olhar para ela de modo fascinante. Claro, é preciso saber que durante o tempo que estivermos aqui, não viveremos somente situações confortáveis. Por vezes, a sensação de fracasso, a doença, as coisas que surgem ao longo da jornada para nos desestruturar, inclusive o cansaço da vida, faz parte. O sofrimento é natural. Não é um projeto de vida obviamente, mas parte dela. E todo aquele que já experimentou a dor, sai da superficialidade. E por que? Porque começa compreender a importância de enfrentar as suas crises e desvendar como elas surgem.
A vida tem situações imprevisíveis. Isso é inevitável. Há momentos em ela acaricia, assim como, em outros, se torna madrasta e, tudo bem. Depois da proteção do útero, não existem muitas garantias que de fato, acabe nos deixando “confiantes” o tempo inteiro. A regra é que, se o indivíduo se faz de “coitado” ele é derrotado pelas frustrações ou pela fragilidade que deixa transparecer. Talvez por isso, ” a casca ” seja uma armadura perfeita para cada personagem que se veste. Eles são importantes para enfrentar os riscos diários.
Todos nós nos dirigimos com cuidado nessa corrida de pensamento, de tempo, sobretudo de encontrar o lado alegre depois do trágico, e de tentar apaziguar a sensação de dor que se sente, em meio as injustiças, porque muitos de nós, acaba ficando um pouco largado – “Querendo se reiveitar no momento seguinte”. É importante ressaltar que, situações difíceis existem. Mas o importante é não se deixar abater, não se autoabandonar, porque por mais que elas nos exija; temos que passar – sorrindo” ou ” chorando ” é preciso dialogar com a coragem para abraçar a vida com paixão. Se o ser humano soubesse distinguir isso sem fazer tumultos, digo ” se ele soubesse que tudo é passageiro, inclusive, as dificuldades que tem que enfrentar, não entraría em desespero com facilidade; pelo contrário, estaria melhor preparado para ser modificador da própria história. Não é que não seja. “Cada pessoa se torna”. A medida em que descobrimos o fascínio pelo voo, temos atitudes nos fazemos assumir o controle de nossas vidas, medos e limitações.
O tempo não é difícil. Talvez para algumas pessoas, o que digo cause estranheza. Mas o tempo é o mesmo diante de nossas loucuras, defeitos que não assumimos, realidades que não conseguimos lidar com elas ou de repente, tenhamos que “lidar” e algumas são extremamente dolorosas. O tempo é o mesmo, o que muda é o comportamento, os hábitos, a busca pela perfeição, os disfarces que não se convertem em resultados positivos quando se tenta estancar ” o sangue de velhas feridas”. Muita coisa amedronta, certamente. Assim como muitas outras, nos fazem viver num casulo. É preciso dizer que em tudo há risco, e diante do monstro da cobiça, o ser humano se perde ou passa a enxergar as fatalidades como de fato, são. Só não se pode ” culpar ” o tempo por falhas que são nossas, pelo menos, na maioria das vezes. Quando nos convencemos disso, o fim se torna aceitável. Muitas pessoas procuram encontrar “desculpas” para achar que tem controle sobre algo, alguém ou algumas fantasia. As pessoas mais ” racionais” que conheço, “vou usar essa expressão”, elas reconhecem as suas mazelas, as perdas de modo geral; os fatos que não se consegue modificar, inclusive os históricos. Enfim, sabem lidar com o excesso de distorções que temos, sem achar que têm ganhar alguma espécie de recompensa por isso. Um dos grandes problemas do ser humano é não ” olhar para dentro “, é ter justamente, essa falta de sensibilidade de ter que lidar com a verdade, com tolerância e outras coisas que o decepciona. Toda decepção gera inconformismo. Daí, se diz ” tempos difíceis…” difícil para se próprio, para quem comete seus excessos, e muitas vezes, para quem paga por eles. Se tivermos a capacidade de suportar “o peso da realidade de dentro e de fora”, somos capazes de lidar com qualquer coisa, inclusive com as armadilhas da mente, começando pela própria estupidez. Às vezes, nem tudo é desespero, mas uma questão de “arrumar a própria bagunça”, e compreender que o tempo passa em silêncio.
Os livros são referência de uma amizade que construí ainda na adolescência. Entre os corredores da biblioteca pública e ( algumas particulares), encontrei em muitos livros, o prazer de criar não só boas lembranças desse tempo ( momento dedicado aos trabalhos escolares), mas também de construir diálogos memoráveis nesses lugares. Hoje, olhando para o passado, posso dizer que ” fiz grandes amigos.”
Você precisa fazer login para comentar.