Castro Alves (1847 – 1871), é considerado o primeiro poeta brasileiro. Nascido em Curralinho (BA), estudou direito em Recife e em São Paulo. A sua obra representa a evolução da poesia brasileira, exatamente num período em que esta, passava por um momento de maturidade e transição. A maturidade no caso, surge devido esse passo significativo que insere na poesia, já que antes, cultivava atitudes ingênuas de gerações anteriores. Um exemplo disso, a idealização amorosa.
Castro Alves aos poucos, soube aliar idéias a procedimentos específicos da poesia, isto, não deixando que seus trabalhos fosse algo superficial, ou seja, um mero panfleto político. Ah, devo ressaltar que, ele foi considerado a principal expressão candoreira. E politicamente, ele tinha esse compromisso de interferir no processo social. Qual foi o grande legado desse período? Não era a questão de assumir de denunciar as preocupações sociais? Muito bem, Castro Alves correu o risco, teve tal pretensão de assumir esse compromisso.
Comparado Álvares de Azevedo ( principal poeta da segunda geração), Castro Alves conseguiu uma coisa muito importante que foi a retomada de posição não só na própria poesia, como também em aos problemas humanos. A busca pela consciência, é o fato de querer solucionar era algo muito visível e, significativo para aquela época.
A linguagem de Castro Alves vinha carregada por ideais liberais, o gosto pelas hipérboles, espaços amplos, como o mar, deserto, infinito e outros. Tudo vindo dele voltavam-se a crítica e a objetividade ao Realismo ( movimento literário da década seguinte). Castro Alves, abraçou a causa, ou a luta, como queira não só pela abolição, mas também o próprio preconceito racial, já que o Brasil tem essa coisa muito forte da adversidade e desigualdade.
Em suma, Castro Alves foi um poeta que lutou pela liberdade. O Navio negreiro é um poema mostra a preocupação com a realidade.
” Quebraram-se as cadeias, é livre a terra inteira…”
Castro Alves ( Navio negreiro)
Literatura brasileira: William Cereja e Thereza Cochar, ano 2013
Todos nós sonhamos em viver um grande amor. Aliás, as mulheres, desde criança, já começam a viver uma espécie de ritual de preparação ao amor, ao relacionamento, sempre com a obrigação de fazer tudo para que esse acontecimento der certo.
Já na fase de criança, ela recebe uma bela boneca para brincar, é como se aquele boneca fosse criando no imaginário da criança a certeza de que ela é de fato, sua filha. Então, se você levar em consideração, isso é representa todo um preparado para a vida adulta, onde a mulher será capaz de ter condição de formar uma família. De repente, a menina cresce, torna-se mulher, conhece um rapaz e adorar esse desejo . Até aquele tudo bem, tudo está perfeito. Acontece que, nesse preparo durante a fase de criança, geralmente a menina não é preparada para saber lidar com a dor, o que é, até uma característica presente nos relacionamentos. Ela cresce, dentro daquela concepção que foi lhe passada durante todo o período de aprendizagem, que foi da fase criança a adulta, acreditando que a vida lhe sorria sempre. Mas sabemos que, há momentos em que ela irá se deparar com situações, ou relacionamentos muitas vezes, desprovidos de amor.
Há relacionamentos que não são normais, e outros, não. Mas, o que é um relacionamento normal? É um relação revestida de cuidado e respeito. Falo aqui, respeito de ambas as partes, porque amor é abrigo.
Quem ama, não bate. O amor não dói, e se doer, é bom ficar atento. A pessoa a qual estamos vivendo uma relacionamento, ela geralmente é cuidadosa com o parceiro (a), manifesta sempre uma gentileza natural, sabe se posicionar de maneira que não venha constranger a passa com quem se tem compromisso. Amor é um sentimento revestido de cuidado, de carinho de atenção. Além do mais, nota-se uma série de coisas dentro de um relacionamento através dos detalhes, são eles o termômetro natural de qualquer relação. Quem ama é atento. Por exemplo, se houver algum impedimento para que haja um desencontro, um atraso, ele (a), faz questão de justificar. Liga para comunicar que não pode se fazer presente, ou vai atrasar. É uma ação natural demonstrar essa troca de respeito a outra pessoa. É como se ela pudesse dizer” olha, estou com você. Confie em mim “. Então, mais do que uma construção saudável, o amor tem uma série de cuidados que lhes é próprio.
Todavia, ao se notar que, existe um comportamento diferente, onde há negligência, ou até mesmo ignorância, coisas que levam ao sofrimento de uma das partes, isso não é normal. Se o amor que você doar ao outro, ele não corresponde como deveria, e ainda por cima, vive trabalhando para a desconstrução dessa relação, digo criando situações que o faz agir com desculpas esfarrapadas, grosseria, desconstrói toda a sua autoestima, tenta manter o domínio, é bom você reconhecer que vive um relacionamento abuso.
É natural, sabe-se até que leva um tempo para se notar com clareza o que é bom ou não dentro da relação. Por isso, fique atento. Não entenda como normalidade coisas que lhe traga sofrimento. Não deixe que o seu parceiro (a), diga coisas que machucam e faça você se sentir menor diante dele. Isso é destrutivo, não há quem resista. Geralmente, a mulher leva até as últimas conseqüências, por medo de perder ou ficar sozinha.
[…]
Os amores difíceis, não têm que ser assim. Quando a relação caminha para esse sentido, ela perde o valor, porque surge a indiferença, os maltratos, o desrespeito e tudo mais. Notou que vive algo parece, tenha coragem de parar. Caso não tenha forças sozinha, procure ajuda profissional. Mas, ame-se primeiro. Para existir amor entre duas pessoas é preciso haver sensibilidade e não indiferença.
Ame, namore, encontre aquela pessoa especial, mas antes de tudo, goste de você primeiro. Não queira depender de pequenas regalias que o outro lhe proporciona. Amor tem que ser natural, um sentimento saudável, puro, verdadeiro. Amor dá abrigo, não esqueça.
” Os miseráveis “, baseado no texto de Victor Hugo.
As décadas de 60 e 70 do século XIX, representaram um período de transição na poesia brasileira. Enquanto alguns procedimentos da primeira e da segunda gerações se mantiveram, surgiu (também), nessa mesma época, algo novo que deu origem a terceira geração da poesia romântica. Essa agora, voltada aos problemas sociais.
Essa terceira geração da poesia romântica brasileira, foi formada por poetas ligados à corrente condoreira ou hugoana, por influência do escritor francês Victor Hugo. Dentre os escritores desse período, temos Castro Alves, Pedro Luís, Pedro Calasãs.
Uma das características principais do Condoreirismo, voltavam-se as causas abolicionistas e republicana. A poesia romântica também era uma marca presente desse período de transição, tanto que desenvolveu-se a poesia social. Os poemas, geralmente tinha um tom grandiloquente, próximo da oratória, e a idéia era de fato, convencer o leitor- ouvinte ( conquitar), para a causa defendida. O emissor, era ali de fato, o Centro da preocupação, por quê? Porque havia a necessidade de mudança, então o cuidado era profundo, já que esse detalhe representava a preocupação no sentido de convencer e trazer assim a liberdade que se propunha. O compromisso dos poetas condoreiros, era voltado para tal preocupação, ou seja, os problemas sociais. Ali havia uma realidade, porém a consciência que prevalecia era voltada ao desejo de transformação.
O nome Condoreirismo é devido a associação do Condor que representa a liberdade, Justiça, e etc. Assim, os poetas- genios, iluminados por Deus, orientação os homens aos seus próprios caminhos.
O Romantismo europeu preocupava-se com a causa dos oprimidos, os Operários da Indústria, Camponeses e outros. A obra Os miseráveis de Victor Hugo, é um exemplo disso.
No Brasil, a força de trabalho era escrava, e o Condoreirismo, surge com feições abolicionistas e republicanas. Castro Alves foi a expressão máxima da poesia condoreira. Veja o poema ” O vidente “
Quebraram-se as cadeias, é livre a terra inteira,
A humanidade marcha com a Bíblia por bandeira;
São livres os escravos,Quero empunhar a lira,
Quero que est’alma ardente um canto audaz desfira,
Quero enlaçar meu hino aos murmúrios dos ventos,
Às harpas das estrelas, ao mar, aos elementos!
( O navio negreiro e outros poemas. São Paulo: Saraiva, 2007)
Comentário:
Marii Freire Pereira
Literatura brasileira: William Cereja e Thereza Cochar, ano: 2013
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