Quando eu escrevo a respeito de amor próprio, gosto de citar uma frase da Coco Chanel que diz: ” Não é a aparência, é a essência. Não é o dinheiro, é a educação..”. Quer dizer, olhe para os valores que têm de fato importância. Estes, são valiosas mais do que ” os adereços ” que muitas vezes, são vendidos para nós e, que dão a vaga impressão que tem valor que transcende o olhar para o que está sendo tratado ao que é referente a esse aspecto. Não, o amor próprio tem relação com a nossa essência, especialmente, com aquilo somos, o que oferecemos de bom para nós e para os outros. É o que transborda no ser humano.
A busca incessante pelo essencial é o que nos permite olhar para o simples com o olhar de espanto. Todas às vezes que, temos essa capacidade, digo ” que a gente consegue reunir esforços ” para chegar a essa construção tão profunda de nós mesmos, naturalmente, se sustenta o olhar sobre qualquer coisa. Quem mergulha na parte mais profunda de si, se sente confortável com as maravilhas que descobre. Mais do que, quem se movimenta no raso e acha que encontrou água límpida.
Falar de amor próprio é um processo longo, porque junto a ele, vem a necessidade da compreensão sobre o autoconhecimento, sobre fatores que evidência as nossas qualidades, assim como também a questão dos defeitos que se apresentam de forma consistente em nossas crises. A ideia de amor próprio vem acompanhada sobretudo dos nossos ganhos, da forma como vemos a vida e nos tornamos protagonista da nossa história. Poucas vezes se ouve pessoas falando de amor próprio nesse sentido: acolhimento, algo que faz com que ” encontremos a nós mesmos “, tenhamos segurança quanto a vida, as nossas escolhas, a aceitação pessoal de nossas coisas, do nosso corpo, dos nossos questionamentos. É uma somatória de coisas, sem dúvida. Amor ao quê? Amor ao que eu suporto diante de um mundo complexo, sobretudo quando tenho que lidar com o trágico e após isso, ainda conseguir ” ser feliz “. Veja, ser feliz desprezando muitas coisas, como por exemplo ” fórmulas prontas”. Não, retire do limite o que é importante pra você; reconheça os pequenos detalhes que agregam valor. Respeite- se, ame a pessoa que você se tornar dia após dia.
O silêncio nunca colocou a mulher diante de uma situação favorável. O que vemos em relação a ele, é crescer a impunidade no tange os casos de violência. Esta, não escolhe classe social. Independente da cor ou se essa mulher é escolarizada ou não, isso não a isenta de ter que passa por violência. Aliás, é bom falar sobre isso porque, o que muda muito esse cenário, é ajudar essas mulheres a conhecer seus direitos e incentivá- las a denunciar. A medida que você trabalha isso no sentido preparar essas vítimas para lidar melhor com essa situação, automaticamente criar mecanismos que auxilia em suas defesas perante essa realidade que infelizmente, coopera para que muitas ainda morram pelas mãos de seus algozes.
Como autora, inspire pessoas. Mais, faça com que as histórias que você escreva, consigam ser visualizadas de modo, a construir algo bom. Não importa o gênero que você escreve, concentre-se em fazer algo de fácil compreensão. Eu escrevo para mulheres que passaram/ passam por situação de violência. Eu as encorajo a falar ( quebra o silêncio), terem coragem para seguirem ir em frente e poder contas as suas próprias histórias. É sabido que a violência contra a mulher é um problema secular, a história deixa de maneira clara como muitas sofreram e sofrem com esse problema. Claro que é um desafio falar. Mas, é necessário ter um pouco de ousadia e ajudar muitas terem compreensão sobre aquilo que vivem.
Encorajamento
Encorajar essas mulheres começa sempre por um trabalho minucioso. Você acaba ajudando muitas a se reconhecerem como vítimas. Ao longo da história, a mulher foi silenciada. Todavia, hoje ela tem voz. E se você pensar, quantas e quantas estão ao redor do mundo fazendo um trabalho tão importante como esse? Como eu disse anteriormente, escreva. Persista, faça algo que traga a sensação de esperança, conforto e que surpreenda mesmo. Toda mulher que é crítica, ela chama atenção de muitas pessoas. Algumas compreendem a dimensão do que ela faz, outras as chamam de ” maluca”, mas elas não param; pelo contrário, estão ali, trabalhando, expandindo suas ideias “encorajando”. Já outras, cuidando de pessoas doentes, pintando ou lutando por igualdade, você entende? E as que escrevem, estas, usam a escrita para provocar, para ” fazer barulho ” em meio ao silêncio. É preciso ter coragem para sairmos da ignorância, dos desdobramentos que tentam justificar o injustificável. Claro, é necessário ter sensibilidade para conseguir alcançar a necessidade do outro ser humano. Mas é mediante ao conhecimento que elevamos a nossa voz, ainda que por meio da escrita. E para isso, é preciso ” se apaixonar por dentro” para por isso para fora, digo ” para alinhar” os seus objetivos ao que a outra pessoa precisa “. Escrever é um ato prazeroso ” e quando bem organizado, planejamento e executado com dedicação, isso ” inspira” pessoas.
Falar sobre violência é uma forma de levar informação e ajudar àquelas que, infelizmente, são vítimas desse problema. Como mulher, eu não poderia ser indiferente a essa realidade. Então, o meu trabalho é voltado a essa causa sempre no intuito de ajudar, de fazer com que a mulher tenha facilidade por exemplo, em saber o que é abuso, violência entre outros, para que isso a ajude muitas vezes a pedir ajuda. Sabemos que os números em relação a violência em nosso país são estarrecedores. Portanto, quando mais pessoas falando, mais consciente se torna a mulher, juntamente a população que deve ajudar a reduzir esses números. Como? Denunciando!
Cada passo é importante para transformar o mundo que você almeja. Acredite: ” Todo caminho, só se faz, quando você acredita que tem capacidade para sobreviver os desafios que precisa enfrentar ao passar por ele”. E isso não acontece de qualquer maneira. Primeiro, você ” abre” ousadamente, essa vereda na mente. Depois, bota o seu pezinho rumo à direção que deseja trilhar. É somente através de ” um passo após o outro ” que você nota como o que antes, – nada tinha, agora há uma estrada que possibilita você chegar aonde você deseja.
Escrever é uma forma de revelar aquilo que não se pode perder ou manter- se diante da ignorância. A medida que você escreve, você também fala, – conta algo importante ao leitor. Mas conclui isso, por meio dos próprios olhos, com profundidade e consciência.
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