” A justiça atrasada não é justiça; senão injustiça qualificada e manifesta.”
Rui Barbosa
BARBOSA, R. Oração aos Moços, 1921
Marii Freire
https://Pensamentos.me/ VEM comigo!
Imagem: pinterest/ Elayne Meirelles
Santarém, Pá 21 de setembro de 2024

” A justiça atrasada não é justiça; senão injustiça qualificada e manifesta.”
Rui Barbosa
BARBOSA, R. Oração aos Moços, 1921
Marii Freire
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Santarém, Pá 21 de setembro de 2024

“Escrever é algo prazeroso” como gosto de dizer. Eu acho que, a escrita precisa ser exercitada de forma plena. Mas, ser trabalhada sem forçar nada. O primeiro passo para escrever bem, é você conseguir dialogar naturalmente com o fruto da sua criação. Claro que, há situações em que o autor ou a autora no caso, precisa ter domínio de temas importantes como o direito por exemplo. Se você se dedica a um ramo e quer trabalhar isso de forma promissora, ótimo, trabalhe. Todavia, em temas livres; a melhor coisa a ser feita é deixar- se envolver com o que quer repassar ao leitor. Mas a pergunta é: ” De que forma, você quer que ele se interesse por isso?” O que é importante o autor fazer para prender a atenção, curiosidade e o interesse da pessoa para quem escreve? compreende o que estou falando e ao mesmo tempo, retendo a sua atenção? A boa escrita é aquela que, o leitor se transportar para dentro da história.
Eu quando era criança, não sabia ler. Evidente que as crianças, aprendem isso algo dos primeiros anos. Mas eu não sabia mesmo. Só comecei estudar aos 12 anos de idade por questões de dificuldade, morava no interior, não havia transporte na época para levar e trazer os alunos como hoje tem no lugar onde morei. Em casa, minha mãe e avó, me ensinava o alfabeto. Eu recordo de pegar um livro do meu tio e “ler as histórias sozinha”. Sim, eu passava a ponta do dedo sobre os desenhos do livro e ia imaginando como seria aquelas histórias. Na verdade, eu construía cada etapa, as aventuras, as coisas que achava bonito. Tinha um Poema do Gonçalves Dias ( Minha Terra Tem Palmeiras) que sabia, porque pedia para alguém declamar o que estava escrito. Eu gostava de ficar entre páginas, muitas vezes sozinha, porque a curiosidade era maior, imaginando o que acontecia entre uma imagem e outra. Anos mais tarde, vim morar na cidade e comecei estudar.
” Quando criança, lia sozinha e me perdia no meio daquelas histórias. “
A conexão com os livros sempre existiu, desde muito nova, como disse anteriormente. Talvez por uma questão atrelada ao fato de não ter dinheiro para comprar meus próprios livros e, a necessidade de ir para as bibliotecas, tenha sido um caminho que me conduziu a fazer o que faço hoje que é escrever. Quando digo que amo o que faço, soa um pouco estranho para algumas pessoas, mas é verdade, porque eu tenho facilidade para escrever. Isso me reconecta com a criança que fui um dia. Na minha casa tem muitos livros e em varios ambientes, porque a verdade é que eles estão sempre comigo. Na adolescência, eu escrevia bastante. Minha mãe, acabava guardando parte das coisas que eu escrevia em cadernos. Então, essa “facilidade” que cito hoje, ela é real. Ao encontrar uma imagem no pinterest e achar interessante, eu crio um texto ou uma frase sobre ela, rapidamente sobre o que imagino ali.
Quando se fala em escrever não há uma regra geral. Há técnicas que podem ajudar você melhorar o que faz. Mas a escrita traduz o que a pessoa sente. Ora, imagine, como você acha que os poetas se tornaram tão assertivos em suas criações fantásticas? O que realmente inspiraram essas pessoas? A noite, a boêmia, as prostitutas entre outras coisas. Você compreende? Cada pessoa tem a sua forma de tecer os próprios pensamentos. Você deseja escrever? “Escreva devagar, faça no seu tempo”. Não se preocupe com regras, deixe aflorar os sentimentos, as emoções, o senso crítico. Se você escreve sobre ficção, deixa acontecer naturalmente. Não force nada, crie.
Ser escritora no Brasil é uma tarefa nobre. Você pode gostar muito do que faz, assim como criar coisas incríveis e que ajudam melhorar a das pessoas. A criação tem esse intuito, servir ao outro, sobretudo, servir para aqueles que vem depois de nós, refiro-me à posteridade. Tem desafios? Muitos. Você não escreve um livro e ganha fama e reconhecimento de imediato. Mas, não escreva pensando somente nisso. Faça algo que realmente gosta, que sirva, como disse antes, para “abrir caminhos para outras pessoas”. Acredite, persista. Faça da sua profissão, algo que também gere resultados positivos para você.
Escreva. Inspire pessoas!
Marii Freire. Ser Escritora no Brasil
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Imagem: Autoral
Santarém, Pá 20 de setembro de 2024

” Faça pelo outro, faça para o outro. Assim, terá a sensação de que faz por você também.”
Marii Freire. Faça pelo outro
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Imagem: pinterest/ Dilia Fontalvo
Santarém, Pá 20 de setembro de 2024

Pessoas resilientes são capazes de fazer coisas que, àquelas que as observam se questionam : ” Como?” Força, constância e comprometimento com um propósito que desejam, faz com esse detalhe, acabe enchendo os olhos de quem, muitas vezes não entende nada. Talvez, por isso, os “disfarces” ou “questionamentos” a respeito do que elas querem saber.
Bem, a resiliência sugere essa coisa atrelada ao processo, – desafios árduos e, só funciona para pessoas que realmente, sabem lidar com as muitas exigências da vida.
Pessoas resilientes não desistem perante seus objetivos. Elas são capazes de fazer coisas que vêm por exemplo, consumir grande parte de seu tempo. Mas isso, não é visto como desperdício, e sim, investtimento. Quando querem muito algo, elas “repetem, repetem, repetem …” quantas vezes forem necessário para convencer a si mesmas que, conseguem obter sucesso perante o que almejam, até que de fato, consigam atingir seus resultados.
Ser resiliente tem um preço caro, como tudo na vida. Todavia, isso diferente muito de indivíduo para indivíduo. Raramente, você verá uma pessoa com essas características desistindo de algo ou alguma coisa. “Ah, mas tem um momento em que, a pessoa desiste?” Todos nós, sempre podemos desistir. Mas, o conselho que deixo é:
” Façamos das inúmeras tentativas, oportunidades memoráveis. “
Desistir não é fácil para ninguém. E para que isso aconteça, muita coisa deve ser considerada, justamente para não incorrer erros ou possíveis formas de arrependimento. O primeiro passo, é compreender o porquê de ” abrir mão ” de algo que você queria muito. Depois, pensar ” em outros planos para construir novos propósitos. A vida é sempre direta diante daquilo que ordena. Cabe somente a nós, fazer surgir um horizonte novo à nossa frente. O resto é lutar, e viver com prazer tudo o que é possível. Isso também é uma forma de resiliência.
Marii Freire. Resiliência
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Imagem: Autoral
Santarém, Pá 19 de setembro de 2024

Quando se fala de violência sexual, em algumas situações, se percebe o silêncio da sociedade. Isso de fato, soa como uma espécie de ” permissão “, porque a depender do local onde esse crime venha ocorrer, se faz barulho; enquanto em outros, não. É como se as pessoas dissem: tudo bem!”. Não, esse é o pior tipo de reação que existe, porque é como se as pessoas não desse importância ao que acontece.
” Nenhum homem pode tocar numa mulher, sem o seu devido consentimento.”
Nenhum homem. Mesmo que ele seja o seu marido. Pois, todas às vezes que isso ocorre, estamos concordando com a violência sexual. Há casos como o da Giséle que é ” inumano”. Não há outra forma de classificar algo dessa natureza. Ela fica com sequelas para o resto da vida. É um trauma que nunca poderá ser superado.
É constrangedor para mulher passar por esse tipo de situação e, ainda ter que “ouvir insinuações ” que dão a entender que ela ” facilitou” o ocorrido. É um processo doloroso porque atinge a saúde mental e emocional da vítima. A pergunta é: ” Quantas mulheres não passam por isso?”, não digo a mesma situação vivida pela francesa, o que é ” indegesto” para uma sociedade. É uma cena de horror. Mas, falo da violência nossa de cada dia, onde muitas mulheres são ” forçadas” por seus maridos e companheiros, às vezes, ex- companheiros a transar porque são coagidas? Claro que não são todos os homens que agem dessa forma. Eu chamo atenção para os casos que se enquadram dentro do que vem sendo colocado aqui. O estupro não ocorre somente numa esquina escura, tarde da noite; ocorre em grande parte, dentro de casa.
Essa violência, quase sempre também não tem testemunhas. Em alguns casos, sim. É até absurdo dizer mas, acontece na frente dos filhos, acompanhado quase sempre por arma branca ( faca), a vítima fragilizada, é obrigada ceder. E as que “cedem” sem perceber? Um exemplo, ao serem embriagadas, ou como o caso da Gisèle?
O caso Gisèle é um exemplo que fica para todos nós refletirmos, até que ponto vai a monstruosidade de um homem. Eu falo dessa forma porque ” o homem que é homem ” ele também questiona o que aconteceu com ela. O homem que ama e respeita a sua esposa, a trata com com dignidade. O exemplo da Gisèle, deixa a indignação e ao mesmo tempo, a admiração pela coragem dela expor o que ela viveu.
Hoje, Gisèle Pelicot, tornou-se símbolo na luta contra a violência sexual que sofreu por parte de seu ex- companheiro. Ao mesmo tempo, por meio de sua conduta diz a todas as mulheres: ” não se calem!”.
” Quando uma mulher é violentada, todas somos, pois os abusos, ainda reflete a clara violação de nossos direitos. “
Marii Freire. Gisèle Pelicot
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Imagem: BBC NEWS/ FACEBOOK
Santarém, Pá 19 de setembro de 2024

” Os livros fazem nascer em nós, a mais perfeita sensação de completude. Livros dão vozes às nossas necessidades. Mais do que uma herança cultural, eles eternizam as nossas ideias. “
Marii Freire. Livros
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Imagem: pinterest/ Clauflorwers
Santarém, Pá 19 de setembro de 2024

” O machismo estrutural torna evidente a desigualdade entre o direito dos homens e das mulheres ” ( MULHER Do ostracismo à luta pelos direitos nos dias atuais). Veja, quando se fala a respeito de machismo, isso ocorre não só em relação à violência contra à mulher, a questão do assédio, mas entre outros aspectos. Um detalhe importante que observamos sobre essa questão é que, “querendo ou não”, ela faz uma diferença enorme quando se olha para todo um contexto, e compreende que tudo isso tem ligação com o passado. A hierarquização lá de trás, ainda reflete nesse pensamento atual, onde “a mulher deve ganhar menos” que o homem. A verdade é que, o direito muito avançou, assim como também os nossos anseios intelectuais sobre essa questão. Todavia, pode-se dizer que são “desejos”. É vergonhoso? Não deixa de ser. Afinal, é uma questão escancarada diante de nossa face.
Marii Freire. Machismo Estrutural
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Santarém, Pá 19 de setembro de 2024
#mariifreireescritora
#machismoestrutural
” Quem a Contemplará?”
Mostramos aos outros a beleza que temos – e nos cercam de todos os lados -, falando sobre qualidades equívocas a nosso respeito. Defendem inclusive, àquilo que não tem nenhuma relação conosco, porque no fundo, elas não sabem distinguir ” o joio do trigo “. Essas pessoas lançam o seu olhar sob a mesma linha de comparação que tem em relação a si próprias. No entanto, nunca olham para você de forma digna. E não há razão para cobrá- las a respeito daquilo que não podem oferecer, porque “só enxergam o que lhes convém” ; visto que, é tudo o que podem oferecer.
Marii Freire. Beleza
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Imagem: pinterest/ Sullyoon
Santarém, Pá 18 de setembro de 2024

A beleza do mundo é bem maior do que tudo aquilo que a consciência desperta. Na prática, o que muitos atingem é a sabedoria máxima; isso se tiver sorte em alguns anos de vida e uma mente focada em algum propósito. Mas a beleza que refiro-me, é aquela que vai além das palavras, do relógio, do tempo e da lógica. Há um universo muito maior, e que ninguém tranca essa beleza num baú de ilusões, assim como, ninguém rouba um único capítulo do mistério que existe nela.”
Marii Freire. Mundo Fantástico
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Imagem: pinterest/ Seam Madridista
Santarém, Pá 18 de setembro de 2024

Violência Doméstica
A Lei Maria da Penha veio para descortinanar uma realidade cruel em relação à mulher que, durante séculos sofreu calada. Hoje, apesar dos inúmeros desafios, essa lei tem sentido importante no combate à violência. Por isso, é imprescindível que a mulher que passa por esse problema ” denuncie ” para que seus agressores, respondam por seus atos.
Marii Freire. Violência Doméstica
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Imagem: Autoral
Santarém, Pá 18 de setembro de 2024
#mariifreireescritora
#violenciadomestica
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#denuncie
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