Voar

” Os homens dizem amar a liberdade, mas de posse dela são tomados por grande medo e fogem para abrigos seguros…”

Dostoiévski.

Voar é o sonho do homem, mas a liberdade quando não bem administrada, causa medo. O medo por sua vez, acaba impedindo esse homem de voar. E o que eles fazem? Optam por um lugar seguro, ou seja, a prisão.

A prisão é um lugar de segurança e certeza. Então, por não conhecer o seus próprios limites, passa a vida inteira vivendo em prol da tão sonhada liberdade. No dia dia, é até capaz de lança pequenos vôos, mas sempre em volta a gaiola por entender que é melhor ter água e comida, se movimentar até onde é possível saber o grau de perigo que corre do que ir mais longe e não encontrar nada disso, ou seja, são “homens engaiolado “. São esses mesmos homens que, sonham a própria liberdade, mas não abrem as suas asas o suficiente para ir além das inúmeras tentativas frustradas.

O homem vive enclausurado na prisão dos seus pensamentos, faz planos, porém prefere a redoma que lhe protege lhe serve de abrigo. Mas vive alimenta por um ideal que é a liberdade da qual abre mão. A “gaiola dourada”, não dura mais que uma noite, prque o lugar de abrigo, também é o lugar onde morrem os nossos sonhos.

[…]

Às vezes, passamos uma vida inteira desejando o alcançar a liberdade, os sonhos, o amor, o emprego idealizado, mas não temos a capacidade de oferecer os mecanismo necessários para que se possa conquistar de fato, possam se concretizar.

Idealize, trece metas…” sonhe com o vôo “… mas tenha coragem e ousadia para voar.

Marii Freire Pereira

Imagem: Google

Santarém, Pá 28 de abril de 2020

Pablo Neruda

” Meu amor tem dias vidas para amar-te.

Por isso te amo quando não te amo

e por isso te amo quando te amo”.

Pablo Neruda, Presente de um poeta. São Paulo, 2003

Marii Freire Pereira

VEM comigo!

Santarém, Pá 28 de abril de 2020

Literatura

No mundo pós- moderno, a literatura é um convite irrecuperável ao conhecimento. Principalmente numa era onde a velocidade do conhecimento, informação e imagem anda com uma rapidez incrível. Através da Literatura, nós podemos conhecer o passado, as histórias que pertenciam a datas culturalmente com costumes que guardavam a sua particularidade, portanto, diferente dos concebidos hoje. Evidente que, nesse caso é preciso estudar para compreender o que essas mudanças, algumas profundas , outras não, trouxeram de positivo para o momento atual. Digo, o valor que isso representa para nós acerca de informações.

É notório que a literatura tem o poder de transformar o homem. Então, quanto mais íntimo ele for com a leitura, mas ele alarga o nivel de conhecimento. Ler aguçar a men

te, cria as condições necessárias para o leitor alcançar um espaço muito maior no seu senso crítico, por exemplo. Cada vez que, lemos ou escrevemos , de certa forma, estamos construindo um diálogo conosco e com o mundo. Portanto, é essa ação que permite fazermos essa viagem.

[…]

” Leia, seja um agente transformador”.

” Queira, crie possibilidade que lhe permita conhecer mais”

O papel da literatura esse, é permitir que a pessoa possa viajar sozinha. Ela oferece a base que é a palavra, o diálogo em si, mas a sensibilidade é minha, é sua, é nossa. É um privilégio estudar literatura nos dias de hoje, onde tudo se mostra mais fácil a todos.

Vale a pena ter essa experiência tão produtiva e ao mesmo tempo verdadeira que nos aproxima cada vez mais da liberdade.

Marii Freire Pereira

Imagem: gestão educacional.com.br

Santarém, Pá 28de abril de 2020

Florbela Espanca

Longe de ti são ermos os meus caminhos

Longe de ti não há lua nem rosas

Longe de ti há noites silenciosas

Há dias sem calor, beirais sem ninhos

Meus olhos são dois velhos pobrezinhos

Perdidos pelas noites invernosas

Abertos sonham mãos doces, plenas de carinho

Os dias são outonos: choram, choram

Há crisântemos roxos que descoram

Há murmúrios dolentes de segredo

Invoco o nosso sonho, entendo os braços

e é ele oh meu amor, pelos espaços

fumo leve que foge entre os meus dedos.

Florbela Espanca, Poema do livro de Sóror Saudade, 1923.

Marii Freire Pereira

VEM comigo!

Santarém, Pá 28 de abril de 2020

Tim Maia

Ah! Se o mundo inteiro me pudesse ouvir

Tenho muito pra contar, dizer que aprendi

E na vida a gente tem que entender

Que um nasce pra sofrer enquanto o outro ri

Mas quem sofre sempre tem que procurar

Pelo menos vir achar razão para viver

Ver na vida algum motivo pra sonhar

Ter um sonho tido azul

Azul da cor do mar

Mas quem sofre sempre tem que procurar

Pelo menos vir achar razão para viver

Ver na vida algum motivo pra sonhar

Ter um sonho todo azul

Azul da cor do mar

Tim Maia, Azul da Cor do Mar.

https:// m.letras.mus. com.br

Imagem pública: Mar da Grécia

Marii Freire Pereira

Santarém, Pá 28 de abril de 2020

Augusto dos Anjos

Vês?! Ninguém assistiu ao formidável

Enterro de tua última quimera.

Somente a Ingratidão _ esta pantera

Foi tua companheira inseparável!

Acostuma- te à lama que te espera!

O Homem, que, nesta terra miserável,

Mora, entre feras, sente inevitável

Necessidade de também ser fera.

Tomara um fósforo. Acende teu cigarro!

O beijo, amigo, é a véspera do escarro.

A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga,

Apedreja essa mão vil que te afaga,

Escarra nessa boca que te beija!

Augusto dos Anjos, Versos íntimos ( Eu e os outros poemas.30.escarra. Rio de Janeiro, 1965)

VEM comigo!

Marii Freire Pereira

Santarém, Pá 28 de abril de 2020

Mário de Andrade

” É noite. E tudo é noite. E o meu coração devastado

É um rumor de germes insalubres pela noite…”

Mário de Andrade, A Meditação sobre o Tietê. Textos Selecionados, São Paulo: Nova Cultural, 1990.

VEM comigo!

Marii Freire Pereira

Santarém, Pá 27 de abril de 2020

Frank Sinatra

And now, the end is near

And so I face the final curtain

My friend, I’II make it clear

I’II state my case, of which I am certain

I’ve lived a life a that’s full

I traveled each and every highway

And more, much more

I did it, I did it interessante way “

Frank Sinatra, My Way

Fonte: LyricFind.

Compositores: Claude Francis, Jacques Revaux, Paul Anka

Marii Freire Pereira

VEM comigo!

Santarém, Pá 27 de abril de 2020

Carlos Drummond de Andrade

” Não morrerei agora. Um dia

inteiro se desata à minha frente.

Um dia como é longo. Quantos passos

Na rua, que atravesso. É quantas coisas no tempo, acumuladas. Sem reparar,

sigo meu caminho. Muitas faces

comprimem- se no caderno de notas…”

Carlos Drummond de Andrade, Morte no avião. Edição integral, São Paulo.

A Rosa Do Povo, 1945. Esse livro não teve mais nenhuma edição autonoma.

Marii Freire Pereira

VEM comigo!

Santarém, Pá 27 de abril de 2020

Todo recomeço é um bônus

Toda vez que a vida transforma uma realidade, é porque de uma maneira criativa ela quer nos aconselhar, mostrar que podemos fazer melhor. Melhor do que tudo aquilo que nos pertenceu um dia. Com isso, ela recolhe os cacos, e faz com que, olhando para eles, tenhamos a coragem de recomeçar.

Na nossa vida, todo recomeço representa uma espécie de bônus que faz com que não paremos diante do insucesso. Aliás, os fracassos de modo geral, eles representam ” parte” daqui que justifica as npssas conquistas. Então, que não tenhamos medo de olhar para eles e ficar presos em justificativas infundadas. De repente, até pensando que a vida terminou ali. Não, Somos muito mais fortes que os nossos medos. É só uma questão de organizar a manifestação de nossos pensamentos. E procurar deixar de lado a desconfiança que se tem vez ou outra, melhor: deixar de ser inimigo de si mesmo, e ir a luta.

Acredite, todos os dias nos são dadas essas oportunidades, e por mais que seja difícil acreditar, por mais wue seja desafiador esses recomeços, ninsista. Inicie, reinicie, conquiste pouco a pouco. Você tem duas pernas não tem? Corra atrás dos seus sonhos. Aproveite esse bônus que a vida está te dando, combinado!? Boa sorte!

Marii Freire Pereira

Imagem Depostphotos

Santarém, Pá 27 de abril de 2020