” Mulheres evoluídas ” são mulheres que têm uma capacidade ” natural” de decidir, interpretar experiências e gerir a própria vida, assim como ter ( prazer, desprazer ) , sensibilidade e meios próprios para efetivar suas escolhas. É a mulher atualizada, ou seja, ela ” pensa” . Diferente, do modelo do passado, – e foram muitas – tiveram grandes dificuldades de alcançar seus objetivos. É importante ressaltar que, a maioria nem tentou. Isso por conta das próprias condições que não lhes era permitido. A mulher era mais subjugada, maltrata e recriminada. Na prática, sofria mais prejuízos, como cita a própria história. Hoje, ela tem poder não só de aspirar motivos que a leve às suas conquistas, como mudar as coisas que sempre serviram para a colocar diante uma visão deformada no mundo.
Quem tem problemas de ordem emocional e financeira, nunca sai por aí se vitimizando, dizendo que é ” coitado (a), que precisa de ajuda. A pessoa que realmente passa por esse tipo de situação, ela mastiga esse problema silenciosamente, se isola, passa o tempo que for, até consegue superar todas as adversidades, porque é algo que diz respeito à ela. Não tem porque fazer gestos mirabolantes para “se tornar o centro das atenções “, como a maioria das pessoas fazem.
Você observa que diante de situações limitadoras, muitas pessoas buscam por em dia a sua fé, purificar o espírito e lutar mediante ao que ainda acreditam. Elas costumam ser mais cautelosas, reflexivas e viver no seu ” mundo interno “. É uma maneira de recontro consigo mesmo. Em geral, essas pessoas se alimentam muito da própria fé para conseguir ir diante, e “ficarem bem” mesmo tendo que lidar com os desafios diários. ” Fé é uma coisa que não se explica, se sente” e algumas pessoas se apegam verdadeiramente a Deus, ao universo, a ter mais contato com a natureza para busca o próprio equilíbrio; renovar as energias. Enfim, elas se conectam afetivamente com coisas que lhes trazem paz.
” Diante de problemas, as pessoas buscam se isolar, ter mais contato com Deus, com a natureza e tudo aquilo que traz equilíbrio. “
Milagres acontecem todos os dias e, a gente precisa confiar que o período conturbado, vai passar, – porque passa como tudo na vida. É claro que tem dias que se chega a exaustão. Afinal, tanto esforço para mudar àquilo que consome tanta energia também consome muito força, especialmente a força mental. Por isso, quando você perceber que ao redor há pessoas ausentes ou estressadas, isso não significa que elas criam ” uma barreira entre vocês”. Mas alguns gestos, é próprio daquela situação específica. Não esqueça que há um ser humano que vem lidando com situações adversas e não consegue ser aquela pessoa graciosa, educada, com uma energia radiante, quando se é por conta da ausência de problemas.
Seja qual for a experiência que você se depare, procure não julgar. Às vezes, a pessoa se movimenta de todas as formas para sair daquela situação, para encontrar leveza, mas a verdade é que ela passa por uma espécie de esgotamento físico e mental. Como disse anteriormente, quem passa por problemas como esse, não fica falando; querendo chamar atenção. Quem passa por adversidades em geral, tem o semblante cansado, tomado por preocupações. Na verdade, a pessoa se sente cansada, triste. É natural que você não entenda o grau de seu sofrimento e desânimo que nota . Claro, a pessoa não tem suporte emocional. Logo é difícil lidar com o sofrimento. O indivíduo que passa por dificuldades é cabisbaixo ; ele não é sarcástico, que é quando, muitas vezes somos, por acreditar que temos o domínio da situação.
Pessoas excessivamente cansadas, elas ” andam por vilarejos tortuosos” de suas mentes. Por isso, não estranhe um certo ar de negatividade no descarregamento de suas respostas. Não critique, não teca coisas como: ” Ah, o fulano ou a fulano é chato”. Lembre-se: todos nós passamos por momentos difíceis, e o esforço mais importante é sair disso. Não exite em ser simpático, dizer algo positivo, perguntar se precisa de ajuda. Sim, porque tem pessoas que mesmo passando por problemas, elas dispensam a sua ajuda. Não por orgulho, mas porque querem encontrar uma resposta confortável para tudo o que acontece sozinhas. Essa característica é própria de alguns indivíduos e devemos respeitar isso. Mas não esqueça de dizer: “Se precisa, eu estou aqui!” Esse detalhe por si só, faz muita diferença.
Segundo uma pesquisa realizada pela Universidade Harvard, o que determina se os relacionamentos interpessoais “são saudáveis e felizes é a força e a qualidade da relação”. Isso reforça tudo o que é trabalhado nesse espaço no que tange à relacionamentos, incluindo os relacionamentos doentios ( violência doméstica) porque, quando se observa a questão de relacionamentos conturbados, nota-se o quanto isso é prejudicial à saúde das pessoas. E na prática, é preciso enxergar que os momentos difíceis, quando o casal não tem a capacidade de encontrar a direção correta para resolver os próprios problemas, isso vai acabando com a saúde mental e física pessoas que estão envolvidas nesse contexto.
Não é difícil perceber o quanto vemos pessoas vivendo de qualquer maneira dentro de relações disfuncionais. É interessante citar a questão da violência doméstica, em especial, a violência psicológica, porque isso enriquece cada vez mais essa discussão. Quanto mais falar sobre o problema, mais informação valiosa se agrega nesse sentido. Ora, um relacionamento conturbado ele traz muito borrecimento. E a situação fica muito mais fragilizada, quando não há o compromisso para querer resolver essa situação. Quando as pessoas discutem, no caso, os casais brigam e fazem acusações sérias, algumas “contendo verdades” principalmente, por conta de outras relações que a pessoa vive escondido. Na verdade, relacionamentos fugazes, e isso é descoberto, esse detalhe modifica a forma drasticamente de um casal se relacionar. Estar com alguém sem compromisso, e que se mostra ” disponível ” para outras pessoas, sem ” zelar” pelo bem- estar e saúde dessa relação é difícil. Primeiro, porque esse detalhe afasta o casal, acaba com a ideia de felicidade. Enfim, zera qualquer tipo de conexão. Não há respeito, nem consideração por quem estar a seu lado.
Essa pesquisa é interessante porque, ela acaba aborda alguns pontos como por exemplo, essa questão que na nossa cultura, há uma espécie de ” perseguição a uma suposta felicidade” e que na prática isso seria uma ” miragem”, algo que você luta para alcançar, e em muitos casos, faz de tudo, até se submeter a condições humilhantes como vemos tanto nos relacionamentos abusivos como também na violência doméstica. Há situações que, para uma mulher se sentir ” amada”, ela passa por tanta coisa. No caso, eu que trabalho a violência doméstica, vejo muito essa questão, justamente, fazendo umparalelo dessa situação, é o que essas mulheres fazem ou seja, vão ate o último limite; nem que ” esse limite” lhes custe a própria vida. Muitas querendo viver essa tal felicidade, recebem migalhas em meio a esse processo doloroso, no qual, nunca tiveram amor.
” Muitas mulheres vão até o último limite, para viver o que elas chamam de amor.”
Em relacionamentos abusivos, pelo fato da mulher, não identificar nesse espaço informações desconectadas, elas não Identificam com facilidade que são mais manipuladas do que amadas, até porque a cultura que temos também reforça essa coisa de que a mulher é responsável pelo sucesso da relação. O que dificulta enxergar ainda mais o problema. A mulher luta pelo amor, pela família, filhos e outros. Mas, ela precisa ter consciência do seu valor dentro dessa ideia de amor que recebe. Um bom relacionamento vai depender muito da forma desse casal se relacionar. Se há o interesse mútuo do amor, do cuidado, do respeito, se os acordos cumpridos, principalmente, se as manifestações românticas são verdadeiras, a relação acontece naturalmente. Mas, se há muitos problemas, é importante o casal ficar atento.
Todo relacionamento pode ter seus problemas, mas a forma de lidar com eles é um dos maiores desafios ao longo da vida desse casal. Sofrimentos oriundos de pequenas mentiras, geram conflitos e a diminuição da admiração que uma pessoa nutre pela outra. Quando há brigas, quem é verdadeiro naquilo que diz, isso não só determina muita coisa, como também gera sofrimento que traz complicações a saúde mental emocional da pessoa. Conflitos geram bloqueios, interferem diretamente na qualidade da relação. É importante ressaltar que enxergar todas essas coisas negativas que interferem na vida do casal e enfrentar tudo no sentido de não se repetir, pode trazer satisfação e criar condições para as pessoas viverem melhor. Quanto mais houver a preocupação desse “olhar interno”, bem como, desse cuidado, mais chances desses relacionamentos se fortalecerem e criar laços afetivos genuínos, mais as pessoas conseguem entender o que fortalece àquilo que verdadeiramente, elas buscam umas nas outras, assim como o que agrega sentido na relação.
A violência doméstica é uma realidade dolorosa. Por isso, não “arrume desculpas” para perdoar quem te fere. Tem muita mulher que por amar muito o seu companheiro, quando ele a agride, ela ” desculpa ” isso achando que não vai mais se repetir. Ledo engano! Quem bate uma vez, bate sempre. Portanto, não isente ciúmes acompanhado de comportamento grosseiro. Gritos, tapas e humilhações não fazem parte do comportamento de quem diz amar você.
A vida é uma linha contínua. Às, vezes a depender da resposta, o seu sentido comporta um ‘ s ‘ de saudade. Mas em todas as suas vestes, a vida é contemplativa. Não importa a fase, o sonho e a imaginação faz com que, o desejo por conhecer o que há além do horizonte, se tenha em cada reinício, a força necessária para ir até o fim.
A imagem do direito que temos no nosso Ordenamento Jurídico é perfeita. Mas esse direito na prática, nem de perto chega a ” perfeição ” devido a complexidade de nossa realidade, dos casos que os nossos operadores de direito, por mais bem preparados que sejam, não conseguem resolver. E por quê não conseguem resolver? Primeiro, porque falamos de pessoas, seres humanos, de um país com realidades distintas entre si, com leis que têm muitas lacunas. A propria legislação que também traz muitas interrogações, sem falar no ” distanciamento ” de alguns direitos para o proprio cidadão. Portanto, temos uma Justiça excelente, mas que enfrenta muitos problemas entre o cidadão que precisa ser conhecido pelo Estado e ter seu direito assistido, e si o resultado deste, faz jus de fato, a intenção que a pessoa tinha ao ingressa com uma ação. Eu sei que muitas pessoas podem procurar justificar essa questão. Mas, a verdade é que o direito na prática, acaba sendo insatisfatório para grande maioria de seus cidadãos. E os próprios ” operadores do direito” que, por mais qualificados que sejam, em muitos casos, deixam a desejar. Às vezes, não pela forma de atuar, mas por conta da realidade, dos valores que são bastantes questionáveis em nossa sociedade, bem como, a complexidade de muitos casos.
A princípio, pode parecer grandiosa toda essa compreensão acerca do direito. Mas, a nossa sociedade tem problemas gigantescos, e a grande preocupação é se temos um preparo descente para lidar com eles; quer dizer ” Com àquilo que produz esses problemas “. Afinal, como eu disse anteriormente: ” A nossa realidade é complexa “, portanto, só de pensar nisso, naturalmente, surgem os questionamentos que vão de encontro com o nosso grau de informação. Mais, não só isso, mas se ” as grandes preocupações do direito são atendidas ” como deveriam” ser na maioria dos casos.
Nos ensinamentos que temos nas universidades, há um desencontro que temos com a realidade. Ora, a realidade muitas vezes é outra, principalmente no que tange o ensinamento dos livros. E aí é que, surgem os muitos obstáculos. Claro que, aliado a isso, nós temos muitos outros fatores que podem ser somados a esse problema, trazendo inclusive, ainda mais dificuldades nesse sentido ou no caso, eu poderia dizer ” respostas negativas ” dentro de processos que naturalmente, deveria ser aprimorado.
Aqui cabe ressaltar que, por faltas de respostas jurídicas aos nossos muitos problemas, enquanto sociedade, nós perdemos muita coisa. Às vezes, pelo mínimo ou por situações que não nos adequamos, não toleramos, não falamos. Isso causa sofrimento e revolta nas pessoas; pelo menos, aquelas pessoas que não têm as suas causas vistas. Então, a resposta nesse caso, é sempre negativa, o que acaba sendo uma espécie de violência. E essa violência se transforma em motivo para que as pessoas lutem por seus direitos. Nesses casos, onde se observa que há um certo grau de negligência, costumo dizer que:
” Às vezes, da própria violência nasce o direito. “
Nasce especialmente a consciência; nasce a força e o desejo pela luta para que se tenha o entendimento necessário, bem como a aceitação dentro desse processo de evoluçãoque temos para lidar com o direito. Ainda que tenhamos uma sociedade conservadora, muitos direitos estão aí, simplesmente, como se diz: ” batendo na porta da nossa Justiça ” para serem vistos com decência.
Pensar no direito é viver constantemente, buscando soluções. Soluções que sabemos que nem sempre é fácil. Mas podem ser humanas, se [ assim as acolhermos] e se a gente tiver a capacidade de enxergar nos casos, a dor do outro. Para que isso aconteça, devemos não criar obstáculos, gerando assim um distanciamento maior entre o direito e as muitas realidades que temos.
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