Dentro desse cenário que diz respeito à violência doméstica, a culpa tem uma relação muito mais ligada com a questão da penalidade, do que o simples fato de você, confrontar certas situações. O confronto se faz necessário, porque muitas vezes, ele auxilia você descobrir algumas verdades, o que eviar que essa mulher passe por sofrimentos desnecessários. Porém, uma vez, ela passando, que a mesma seja capaz de acabar com ” crenças limitantes” o que cooperam ainda mais para esse resultado.
A violência começa de muitas maneiras. Por isso, é importante ficar atenta a alterações comportamentais, porque da insensibilidade, vem condições que cooperam muitas vezes, para a irritabilidade da pessoa, fazendo com que assim, ela use de meios que podem partir de pequenos atitudes, até humilhações; que são respostas drásticas, em geral, em alguns casos, acompanhadas até de violência. Um exemplo, é a pessoa pegar no braço da outra, com o tom de voz elevado, tentando intimidá-la.
Qualquer ação pode gerar violência. Às vezes, a insatisfação, o desagrado ou mesmo situações que evoluem para algo mais drástico. A alteração da conduta surge justamente, quando a pessoa tem essa dificuldade de se colocar no lugar do outro. Sem a falta de empatia, a pessoa não ouve; ou se ouve, passa a “minimizar “, a fazer deboche, de modo a negar a importância do que acontece. Quer dizer, tem uma maldade que se apresenta no comportamento, de modo, que para quem pratica é prazeroso. Mas para a pessoa que é vítima, torna-se angustiante.
Quanto mais repulsa, mais intolerância, mais ausência de empatia ou arrependimento a pessoa demonstra, mais isso faz dela ” fria”. Não é à toa que vemos crimes bárbaros. Isso é alterações de comportamentos. Tem indivíduos que matam com requinte de crueldade; digo mais, “um nível de perversidade absoluta”. Então, diante de situações como essa, pessoas que, no caso, têm parceiros que demonstram problemas com o comportamento desde cedo, fica o alerta: saiam o quanto antes de relacionamentos com essas características, porque eles sinalizam problemas futuros.
A partir do momento que o sujeito bateu uma vez, ali já demonstra qualquer falta de empatia, de respeito ou preocupação com você. Agrediu uma vez, isso irá evoluir para uma segunda. Comportamentos alterados disparam sinais de alerta. Fique atenta a qualquer reação emocional do seu parceiro/parceira, coisas como maus-tratos, dificuldades para conversar, olhar de desapropriação, ausência de preocupação. Sabe, tem pessoas que sao assim. Acontece algo, elas não demonstra qualquer preocupação. Isso é motivo de alerta. A violência não deve ser normalizada, nem romantizada em hipótese alguma.
” De sucessão em sucessão de desenvolvimentos, a vida acontece. Primeiro, partimos das ideias. Depois, os questionamentos e por último o uso da sabedoria. Do ponto onde a nossa consciência desperta, nasce o aprendizado. A consciência focada em propósito é capaz de alinhar os nossos desejos na direção de dias produtivos. O resto é somatória de sonhos, esforço, tempo e razões que nos direciona rumo a essa busca incessante que temos; fazendo valer assim, o movimento da vida para que nossos dias, não sejam desperdiçados.
Hoje, uma colega advogada aplaudiu o meu trabalho. Ah, que maravilha! Esse tipo de resposta é sempre maravilhosa; não que as colocações negativas, não tenham o seu valor, tem. Mas, quando essa manifestação a respeito da importância do que você faz, vem do meio de pessoas que entendem o quanto isso é valioso, e que “a jornada” não é fácil, você fica muito mais grata por esse reconhecimento. Ora, aqui, eu não falo só do trabalho, mas de você também, enquanto indivíduo. É preciso que a pessoa tenha personalidade própria, que mostre a sua capacidade, e entenda que isso, de fato, é um trabalho como qualquer outro. Tem as suas dificuldades? Lógico que tem. É bom ter isso em mente. Nem sempre, o que você faz, vai ter o fomoso ” tapinha nos ombros “, menos ainda, o reconhecimento rápido, como muita gente imagina. Não. Em primeiro lugar, todo trabalho ” é um compromisso seu com você” e com quem você acabou certificando que iria fazê-lo. Parece fácil falar, mas na vida, às vezes, você precisa tomar decisões de não ter medo. É isso que faço. Há situações em que, quanto mais as pessoas duvidam, mais eu me dedico, porque a diferença reside no pouco que você faz. ” Escrever é um ato prazeroso” como gosto de dizer. Eu sou uma autora, isso é importante pra mim, porque escrevendo, eu consigo motivar que as pessoas leiam o meu trabalho; consigo ser voz também para muitas mulheres que precisam de mim. Então, persistência e paciência, são palavras que me fazem superar obstáculos todos os dias. E ter o aplauso daqueles que reconhecem a importância disso.
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