Hoje é uma data especial! Especial porque guardamos em silêncio, no mais absoluto silêncio – uma espécie de sofrimento e ao mesmo tempo uma saudade gostosa, dolorida pela busca do olhar de quem procuramos e já não temos mais por perto. E aí, tudo o que a consciência nos diz é para que guardemos as certezas das coisas boas que quando fechamos os olhos sentimos saudades!… É como se pudéssemos abrir uma janela, olhar até aonde os olhos podem alcançar e guardar ali por alguns segundos um tempo que permanece vivo (…). Às vezes dias, meses, anos, ou uma vida inteira. Não é engraçado? Mas eu entendo que saudade é uma ” busca pelo inicial”, um sentimento inspirado pelas lembranças que nos fazem editar esses momentos, na verdade, fragmentos daquilo que fomos ou tivemos de alguma forma (…) Do abraço na pele macia, porém enrugada, da mão no cabelo, da expressão ” vá tomar banho!”, do olhar de reprovação, da comida gostosa, do sorriso, das conversas intermináveis!…do que, ou de quem você sente saudade hoje? Do abraço de mãe que é confortável que nem cheiro de roupa lavada? Do pai que foi um exemplo de homem pra você? De um irmão, amigo?…quanta gente! Se “a gente soubesse” a data que iria ficar sem eles, talvez…pudessemos aproveitar alguns segundos que agora nos incomoda, e faz com que, nos apeguemos as ‘cascas das lembranças’ para agradecer claro!…por essas pessoas de alguma forma, conseguir ter sido tão especial nessa pressa com que a vida é feita. E hoje, não pela pela perda da morte, mas que nesse esforço maior de revelar beleza, acredito que por em primeiro lugar ter também conseguido ser pessoas generosas e nos mostrar o significado de grandeza. […]
” Por muitos anos procurei-me a mim mesmo. Achei. Agora não me digam que ando à procura da originalidade, porque já descobri onde ela estava, pertence-me, é minha.”
Mário de Andrade. Literatura Comentada. Editora: Nova Cultural. Textos publicados sob licença de Carlos Augusto de Andrade Camargo. São Paulo, 1990
Se todo homem que batesse em mulher fosse preso, não teria cadeia nesse país capaz de comportar tantos agressores. Não sou a favor de quem bate, agride ou mata uma mulher. Todavia, não basta trabalhar o problema da ” metade para o fim”. Mas, é interessante “observar a base”. É no início que se pode ensinar a criança a respeitar as meninas, colegas e irmãs. Pois é só a partir desse entendimento que ao crescer, esse jovem, e depois um homem, consequentemente, ele vai saber interpretar direito o que pode e o que não. Se ele crescer dentro de um ambiente, onde tudo lhe é permitido, certamente a falta de respeito não será só em relação às mulheres, mas em relação a todos. Agora, bateu ” vamos prender”. Bem, nesse caso, o problema caminha em outra direção. Penso que não é por aí, viu!? Não defendo esse tipo de atitude, mas é bom que se tenha um certo esclarecimento sobre essa questão. O número de agressões registradas por mulheres, nem de longe chega perto das que sofrem caladas. A agressão ocorre na maioria das vezes, “da porta pra dentro…”. Não basta prender, tem que ensinar o seu filho a não bater.
Tem beleza que importa por fora […] Que importa porque dependendo do que se queira mostrar, se atraí…
Materialismo, atraí inveja. Se você tem muita necessidade de mostrar bens como, carros, propriedades e outros, irá chamar atenção de um monte de gente que só vai querer ficar perto de você, pelo o que tem.
Se você quer chamar atenção para o sagrado, ensinará o valor silencioso da persistência, do entusiasmo, perseverança, do andar pelos caminhos internos […] pelo o que religiosamente abriga um sorriso daquela que pouco sabem gritar.
Se optar pelo silêncio, ensinará o caminho do conforto. Mas, também o da renúncia. É uma vida com poucos fundamentos, transformação.
Quer ver uma coisa bonita?
Ensine os caminhos da sabedoria. Esse tem uma beleza que não desbota […], nem ilude ninguém. É um caminho que nunca esgota qualquer crédito, busca ou necessidade.
As grandes companhias, digo, as extraordinárias, são aquelas que as pessoas olham para você e desejam ter o milagre da memória que você tem. Essa nunca nos provoca a necessidade de anulação de absolutamente nada.
O melhor legado que podemos deixar, é aquele que as pessoas podem enxergar e constatar que os nossos esforços serviram para a transformação daqueles vêm após nós (…). Que ao olhar para o que foi concebido, seja capaz de construir experiências extraordinárias, diferente da visão de muita gente iludida. Afinal, qual beleza você quer que as pessoas vejam refletida em você?
” Dor não tem nada a ver com amargura. Acho que tudo que acontece é feito pra gente aprender cada vez mais, e pra ensinar a gente a viver. Dobrável. Cada dia mais rica de humanidade. “
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