Violencia Sexual

A mulher sempre foi relegada a submissão há séculos. E e uma forma fria, é possível dizer que essa mulher nunca foi vista como um sujeito de direito. Mas, por viver a sombra do homem, a mesma tinha obedecer e satisfazer os seus desejos em todas as situações, inclusive naquela que era vista como principal ligada a família, a prole, no melhor sentido da palavra, no sexo.

Quem nunca ouviu expressões como : ” seja uma boa esposa ” ou ” faça tudo que puder para agradar o seu marido”. Muitas de nós ouvimos da boca de nossas mães e avós. Talvez, as nossas filhas e netas não ouçam esse tipo de coisa com a mesma frequência que muitas de nós ouvimos. Hoje, provavelmente, não. Mas, antes sim, e isso se dava por conta de vivermos num modelo de sociedade, aonde o patriarcado impunha as regras, e a mulher não tinha vez, nem voz. Todavia, o que chama atenção no Pós moderno, é que o diálogo, tem aberto caminhos para substituir essa visão antiga, na verdade, para quebrar todo um ciclo de silêncio sobre diversas questões, dentre elas, a violência contra a mulher que atravessa séculos. No modelo patriarca, não tão diferente de hoje, se sabia por exemplo, que o homem assumia o controle de tudo, inclusive, o controle para forçar o sexo, de fazer deste, uma obrigação. Claro, o casamento obrigava isso, que o sexo fosse um dever a ser cumprido.

A mulher ao se casar, ela tinha a obrigação de servir o marido, não só no dia a dia, no comum, nos afazeres do lar e principalmente, na vida conjugal. Havia aquilo que se chamava de ‘Débito Conjugal’, ou seja, o ” direito-dever” de servir ao marido. Acontece que quando a lei recepcionou esse direito, ela não observou o que poderia surgir a partir dessa questão, digo os problemas vindo com ela, que era justamente os excessos do marido. Os possíveis abusos sobre essa mulher. No caso, os abusos sexuais que geravam uma experiência traumática para a mulher.

Veja, a questão do débito conjugal ao ser amparada por lei, durante muito tempo nao era vista com as reais necessidades que ela exigia. Então, o marido se valia da lei, e como na própria cultura, isso era visto como comum, não se percebia situações fato das que hoje se enxerga.

A mulher, ela não tinha os seus direitos respeitados. Ela estava ali para servir, não importa se ela queria manter relação sexual com o marido ou não. Ele tamb5nao se importa com esse detalhe. Se era uma obrigação, ele não iria ter a sensibilidade de olhar para aquela mulher e tratá -la com carinho e compreender que ela não estava disposta ao sexo. Ele fazia valer o seguinte: ” é o meu direito “, você tem que me satisfazer como marido. Voce casou pra isto, portanto, faça! E muitos casamentos sobreviveram dessa maneira.

Ora, a mulher sofria calada, os maus-tratos, os abusos, as agressões físicas. Porém, a que mais pesava era psicológica. E ela tinha que suportar, por causa dos filhos, da questão financeira, que a maioria não queriam se separa porque culturamente, uma separação não eram algo bem visto. Era preferível suportar calada. Um detalhe interessante é que muita gente bateu nessa tecla de forma errada. No entendimento de pessoas importantes daquela época, a famosa desculpa para o não consentimento do sexo era conhecida como ” dor de cabeca”, virou motivo para séculos de sarcasmo. Só que nem todas as situações relativas a esse problema, dava para fazer brincadeiras, porque por trás de tudo isso, havia “o estupro “. Exatamente, o débito conjugal, ele cooperava para o estupro marital.

Dentre vários autores que falam sobre o débito conjugal, eu escolhi uma para falar a respeito dele, que foi a Maria Helena Diniz.

Segundo Diniz, no débito conjugal ” se houvesse a recusa injustiçada à satisfação do debito conjugal, constituía uma ofensa a honra do outro consorte”. Ou seja, se os motivos não fossem convincentes, isso poderia desencadear o fracasso daquele casamento. Se você casou foi pra quê? Para constituir família, para resolver essa sua vontade de transar só que de maneira legal. Claro, tudo programado dentro de um modelo que estava de acordo com a lei. Caso, não fosse cumprido, por uma das partes, isso era uma afronta a outra pessoa. Era motivo inclusive, para o marido insatisfeito, anular o casamento. Muitos foram anulados por conta de alegações como essa.

O que se observa com tudo isso hoje, para não incorrer nos erros do passado? Bem, dentro de um casamento, o sexo não têm que ser visto como uma obrigação. Ele tem que acontecer através de um acordo entre ambas as partes. Se é bom para um, tem que ser também para o outro, o que não pode é forçar. Mas, você acha que homem respeita isso? Os homens evangélicos usam muito de estratégias descabidas para forçar as suas esposas a fazer sexo através da bíblia. É com base versículos que elas têm a obrigação de manter relação. Mas, essa é uma questão que não vou adentrar. São práticas sórdidas que prevaleceram durante muito tempo, e que na prática, a gente sabe que ainda acontece. Veja, não estou criticando ninguém. Muito pelo contrário, estou falando de uma questão de violência que envolve todas as mulheres. Eu comento um contexto aqui, outro ali, mas a idéia que prevalece é somente para um alerta. Na verdade é chamar atenção para um problema silencioso.

Violência Sexual acontece quando há a coerção ou investidas sexuais contra a outra pessoa. Então, às vezes a mulher não quer transar porque não está se sentido bem, e o marido começa a dizer que ela é frígida na cama, ou se ela não fizer o que ele quer, vai procurar outra na rua. E a mulher por medo de perder esse homem acaba cedendo a pressão que ele impõe sobre ela. Só que, isso gera outro tipo de violência que é a violência psicológica.

A partir do momento que a pressão é tanta, a mulher sente uma tristeza real. Ela vai ficando doente porque o psicológico fica abalado. Ela começa a criar coisas na mente, as vezes culpa que não têm. E outro detalhe, aos poucos, vai perdendo o desejo sexual, deixando de se achar bonita, porque não encontra prazer naquilo que faz, porque acaba sendo uma prática que se submete para ” agradar” o marido. E sabemos que sexo nessas condições não é saudável.

Sexo é bom quando há consentimento dos dois. O seu corpo é algo muito íntimo, e se a pessoa que você ama, violar isso, é muito constrangedor. Algo é importante para acrescentar sobre esse tema é que de 2009 pra cá, não se fala mais em débito conjugal. A mulher não tem a obrigação de nada. E assim como o homem ela pode dizer o que prefere ou não no sexo.

A violência sexual é algo que acontece com frequência. Claro, não se pode generalizar a situação. Existem muitos homens que amam as suas esposas e se preocupam com o prazer destas. Agora, nem todos são assim. Se numa situação, onde os dois estão num clima bom, e um pede para fazer algo diferente, e o outro não consente, mas mesmo assim, o marido continua ( mesmo quando ficou claro que a mulher não queria), se o homem não parou no momento em que ela disse não, é estupro. Então, cuidado. Não é porque a coisa acontece de um jeito gostoso que não possa caminhar para um crime. Se a mulher silencia, ela diz aquele homem que concorda com ele no que faz.

O que tem que ficar claro é o seguinte: nesta questão: se vocês querem incrementar essa relação transando de várias formas, ótimo. Variem nas maneiras, se os dois se sentem confortáveis, muito bom. O que não pode é ocorrer abusos, nem tão pouco, o estupro. Quando for possível, converse com o seu marido sobre o que é prazeroso a dois, assim ele pode compreender melhor p que você gosta ou não. E assim, vocês podem desfrutar do sexo de um jeito que seja bom para ambas as partes.

Marii Freire Pereira

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Imagem: Pinterest. horizonte. mx

Fonte: Maria Helena Diniz. Conjur.com.br/ 2006

Santarém, Pá 12 de janeiro de 2021

Fernando Pessoa

” O próprio viver é morrer, porque não temos um dia a mais na nossa vida que não tenhamos, nisso, um dia a menos nela”.

Fernando Pessoa.

Pensador.com

Marii Freire Pereira

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Imagem (Arquivo pessoal)

Santarém, Pá 12 de fevereiro de 2021

Arte: por que ela é necessária a humanidade?

“A arte é necessária, porque ela é parte de um processo que complementa a vida”.

Marii Freire.

A arte é necessária para a humanidade, como a sua linguagem para cada geração. Ela é necessária porque guarda informações que nos permite fazer uma leitura de cada realidade. Claro, sabemos que em cada período histórico, há uma divisão entre a realidade vivida na sua maneira grotesca, bem como, ali num plano mais leve. Em outras palavras, esses momentos são marcados por suas transições. Em um século você pode inovar, e no outro renovar o que deseja produzir.

Você tem uma geração diferente da outra, óbvio, e cada uma vive os seus problemas com padrões vigentes, com regras, com a própria visão de que os seres são distintos entre si. Um entende liberdade de uma forma, o outro não, então ele quer negociar isso. Num segundo momento, digo as pessoas não pensam da mesma maneira, e a realidade vai ganhando contrastes diferentes. Numa você pode notar que acarreta mais peso histórico, o outro nem tanto. E aí, essas coisas tornam-se importantes para a questão do que? Do conhecimento, claro. Cada cultura, tem a sua forma, cada povo, a sua maneira de se expressar.

Só que a arte funciona como um resgate cultural histórico, melhor, como uma ‘espécie de memória’ que destaca algo em particular. Na verdade, o que se tem são vestígios, porque apesar dessas diferenças, muita coisa se ganha, porém, muita se perde também. Nem todas as informações de um povo, se consegue catalogar, vou usar essa expressão, espero ser compreendida. A arte é a maneira de dessas pessoas expressarem a sua liberdade de modo, a comunicar ao outro, aquilo que precisa ser visto, ser conhecido. Então como se consegue isso? Através das formas criativas. A arte, ela tem essa missão que é assegurar as necessidade de vivificar, protestar, escandalizar. De repente, sei lá, até mostrar uma radicalidade que o mundo precisa voltar os olhos para aquilo que nem todos estão enxergando.

Acredito que a grande finalidade da arte é isso, é mostrar de forma grosseira ou suave a sua real necessidade. E aí, vem a pergunta mais importante que é: ‘Pra quê’ ou por que tudo isso? É para alargar o nosso conhecimento, bem como a forma de viver os nossos próprios problemas. Com isso, vamos estreitando o tempo e nos conduzindo ruma a geração seguinte, porque vem mais informação a seguir. O bacana é isso, é as pessoas poderem sentir, ouvir e perceber a verdade que há nela.

Marii Freire Pereira

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Imagem: Pinterest. Candido Portinari ” Os despejados “/ clock51.com.

Santarém, Pá 12 de janeiro de 2021

Carlos Drummond de Andrade

[…]

Em verdade temos medo.

Nascemos escuro.

As existências são poucas:

Carteiro, ditador, soldado.

Nosso destino, incompleto.

Carlos Drummond de Andrade.

Literatura brasileira. William Cereja e Thereza Cochar. 5 ed.reform. Atual editora. São Paulo, 2013

Marii Freire Pereira

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Imagem:Pinterest. nessacarrer.tumblr.com

Santarém, Pá 12 de janeiro de 2021

– Violência: o diálogo está sempre aberto, só falta você participar-

” Nem culpa, nem medo. A mulher precisa ter coragem para denunciar a violência que sofrem diariamente “.

Marii Freire Pereira

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Imagem: google/m.brasilescola.uol.com.br/ Maria da Penha.

Criação/ frase: Marii Freire Pereira

Santarém, Pá 11 de janeiro de 2021

Eduardo Galeano

” A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar.”

Eduardo Galeano.

frasesfamosas.com.br

Marii Freire Pereira

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Imagem: Pinterest. veja.abril.com/ cultura

Santarém, Pá 11 de janeiro de 2021

Vida e livros: o que nos ensinam?

Tem uma frase do Machado de Assis que diz o seguinte: ” Nem tudo é claro na vida e nos livros “. Sensacional, um gênio. Os livros mais que a vida, talvez, sirvam para nos ajudar um pouco nessa coisa de refletir a palavra. Todavia, são nas ações de outras que buscamos refletir a própria vida. É com base nos exemplos delas, que vamos melhorando os nosso erros. Pena que o raciocínio tardio, só chega na hora desnecessária. Logo, todo aprendizado acaba sendo lento. É claro que tanto a vida quanto os livros, eles nos dão prazer. Mas como medir isso? Refletindo sobre os aborrecimentos. O que tiramos de bom é saldo.

Existe uma régua em que posso medir o que entendo como prazer e aborrecimento? Momentos felizes, e dor? Sim. É através da consciência, essa régua fininha que podemos notar, aonde damos mais ênfase, em que situações atribuímos valor e aquelas, onde não se daria nada. Um exemplo disso? As escolhas. Se felizes nos sentimos seguros. Agora, se por vezes, estamos diante de situações que nos aflige, resta-nos ficar mais atentos para não incorrer nos mesmos erros.

O interessante da vida é que ela nos pede sempre para não nos intimidar diante daquilo que ainda continua seguindo o seu percurso. Isso vale pra você, viu?! Não se deixe intimidar por nada, pois ainda estamos vencendo o mundo. Naturalmente, vamos insistir, porque o que nos leva para frente é essa teimosia honesta de não arredar o pé, de não desistir daquilo que queremos.

Marii Freire Pereira

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Imagem ( Arquivo pessoal)/ VEM comigo

Santarém, Pá 11 de janeiro de 2021

Faça ao outro aquilo que você gostaria que ele fizesse por você

Você já deve ter ouvido falar de fazer o bem as pessoas. Mas, o bem que se faz em silêncio, é aquele gesto, onde generosidade ofertada volta pra você, a autoconfiança, o prazer e muita coisa boa. Isso significa dizer que essa é uma atitude de saber se colocar no lugar do outr, e fazer bem sem teatro, ou caridade para se beneficiar de alguma forma. Em outras palavras, querer aparecer, fazer política, marketing ou coisa parecida.

Quando se fala em fazer o bem, algumas pessoas têm uma certa dificuldade para entender o significado de fazer o bem sem levar crédito. Ah, mas se fizer algo pensando em crédito, ou seja, obter vantagens, então nem bem é. Ora, por que você acha que tem tanta gente que gosta de holofote? Prática. Há pessoas que por fazer qualquer ação, elas gostam de enaltecer os seus gestos. E em boa parte é possível encontrar gente assim.

Já ouviu falar em pessoas notáveis por seu potencial? É, tem muita gente que bate recorde em querer aparecer. Mas, a reflexão que deixo a você aqui, é a de que sejas capaz de fazer pelo o outro, o que gostaria que ele fizesse por você. Esse é um gesto nobre, uma coisa que tem ligação mais com as suas atitudes íntimas do que ligação com as suas ambições. Fazer o bem é um ato ligado a sua consciência, com o gesto afetivo que você tem pelo outro. Agora é importante também saber o que o outro realmente precisa para não ocorrer de você fazer por ele, e no final tudo isso, digo os seus gestos serem transformados em ingratidão. Quando se fala em fazer o bem, tem muito aquela coisa de não jogar ” pérolas aos porcos “, porque às vezes você faz muito pela outra pessoa, sendo que no final, ela é incapaz de decifrar a autenticidade dos seus gestos.

Fazer o bem é como amar a si mesmo. É ter essa capacidade de fazer o melhor que pode pela outra pessoa porque, o que você deseja é que ela fique bem. Às vezes, a recompensa não é nem do outro, mas sua. Fazer o bem, requer atitudes de um coração bom. A consciência ajuda claro, porém, esse gesto de construir, na verdade, de transformação pensamentos em ação é o que nos humaniza. Fazer o bem é acreditar que um dia, quando menos esperamos, esse gesto se volta a nós novamente.

Existe um ditado que diz ” é fácil ser bom, difícil é ser justo”. Bons, nós somos para os outros E, na maioria das vezes, injustos para conosco. Mas, independentemente de qualquer coisa, se puder, faça bem porque você não imagina como isso, acaba sendo gratificante a você mesmo.

Marii Freire Pereira

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Imagem: Pinterest. Wattpad

Santarém, Pá 11 de janeiro de 2021

Ferreira Gullar

” A Arte existe porque a vida não basta”.

Ferreira Gullar. G1. Globo.com

Marii Freire Pereira

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Imagem & criação: Marii Freire Pereira

Santarém, Pá 11 de janeiro de 2021

– Violência: o diálogo que está sempre aberto, só falta você-

” Muitas vezes, a violência começa na mesa. É no café da manhã que a mulher recebe tratamentos que envolve o ciclo da violência, como palavras de ameaças “

Marii Freire Pereira

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Imagem & criação: Marii Freire Pereira/ VEM comigo!

Santarém, Pá 11 de janeiro de 2021