Iniciado em 1907, o movimento cubista teve início na França, com o quadro Les demosiselles d’Avignon ( Pablo Picasso). A partir dessa época juntou-se um grupo de artistas que cultivaram a técnica cubista, até ali, por volta de 1918.
A convivência, bem como, a troca de idéias entre esse grupo de pessoas, fez com que surgisse novos pensamentos, formas poéticas, idéias que aos poucos foram criando novas maneiras de ir contra a concrpção renascentista e realista das quais não simpatizavam. Foram através de novas descobertas, eles conseguiram montar projetos em diferentes planos, formas, ângulos é tudo mais que tinham a necessidade de traduzir. Esses artistas, criam uma arte que representava uma visão própria. As técnicas introduzidas pelo cubismo eram as mais variadas. Usava-se coisas como, jornais, madeira, figuras e outros .
Na literatura, essa técnica correspondeu a fragmentação da realidade. Um exemplo, foi o que o Apollinaire fez na disposição espacial e gráfica do poema. Isso tudo, digo essa novidade despertou grande interesses. Aqui no Brasil, entre as décadas 50 e 60, essa técnica acabou influenciando o Concretismo.
Vale dizer o seguinte em relação ao Cusbismo, que tanto a parte da literatura, a linguagem, as expressões e outros, assim como na pintura, o que podemos notar nisso tudo, é a questão da riqueza referente a forma livre de criar. Isso é bom, porque quanto mais você agrega de maneiras diferentes, mais esse processo se criação é valorizado devido os efeitos que ultrapassam limites.
William Cereja e Thereza Cochar. Literatura brasileira. 5ed.reform. Atual. São Paulo, 2021
Les demosiselles d’Avignon ( 1907), de Pablo Picasso. As mulheres da esquerda identificam-se a cultura ibérica e as da direita revelam influencia da arte negra.
Eu costumo dizer que Picasso, foi um homem de muitas mulheres. Essa é uma cena de um filme Os amores de Picasso de (1996), de James Ivory. A história baseia-se no livro ” Minha vida com Picasso “, de Françoise Gilot. Com quem ele teve um relacionamento duradouro. O ator que interpreta o pintor espanhol nessas cenas é o Anthony Hopkins, muito bem interpretado por sinal.
Uma coisa mais interessante no filme, é que ele é contado pelo ponto de vista da mulher. Aos 60 anos e no auge da da carreira, Picasso vive uma história de amor com um jovem de 23. É uma história muito rica porque fala dos amores e do trabalho deste grande pintor cubista.
Vale a pena conferir!
Marii Freire Pereira
Literatura brasileira em diálogo com outra literaturas. William Cereja e Thereza Cochar. 5 ed.reform. Atual, São Paulo, 2013
Bolsonaro abandonara o discurso cheio de moralismo de combate à corrupção para ostentar o “Herói da Moça “. Se bem que essa moça, assim como, a vaca, não dá leite. A não ser ilusoriamente na concepção de algumas pessoas. Você acha exagero o que estou falando? Exagero só nas palavras. É engano pensarmos que os esforços para combater a corrupção, não fosse justamente de encontro ao insucesso, ou seja, revelar novos escândalos. As várias histórias, de outros países que fizeram do combate a corrupção, um grande espetáculo, nos mostra claramente, que esta, se revela muito mais forte, digo na sua forma inescrupulosa de se apresentar, do que no discurso de seus heróis… combatentes. […] O Brasil é mesmo uma fragmentação de Shakespeare. Em alguns casos, diria fragmentação, porque em outros são crônicas de vários escritores. Você arriscaria um Victor Hugo? Estamos entre o abismo ou o drama? Sofre aquele que continua encaixando as histórias de um Brasil de muitos episódios, de muitas caras, e pouca vontade. A realidade mostra que a experiência do combate a corrupção vem sendo um acontecimento fracassado. Veja, não estou dizendo que não temos que lutar, devemos. Todavia, só temos que tomar mais cuidado para não cair em abismos maiores do que aqueles que julgamos. Essa relação estreita e umbilical do brasileiro com com a pobreza, talvez…a maior delas, que é a falta de conhecimento, nos faz migrar de uma situação a outra sem sucesso.
” Onde a mente é maior, o coração, os sentimentos, a magnanimidade, a caridade, a tolerância, a bondade e o resto do delas dificilmente consegue respirar. ”
Carlos Drummond de Andrade. Elegia. Literatura Comentada. Nova Cultural. Textos publicados sob licença de Pedro Augusto Grãna Drummond. São Paulo, 1990
Morar num país como o Brasil, onde se sabe que o consumo de livros é pouco, é sem dúvida uma realidade muito triste. A taxa de analfabestismo por exemplo, é bastante significativa. Em meio a tanta miséria e injustiça social, se você não tiver a preocupação de buscar o conhecimento que precisa para lidar com uma série de problemas, pergunto eu: ” como você irá resolvê-los?” Vai esperar que a resposta venha em sua direção?
Segunda a pesquisa Nacional por Amostra em Domicílios ( Pnad), a taxa de analfabestismo no Brasil passou de 6, 8 em 2018 para 6, 6vem 2019. Tivemos uma queda de 200 mil pessoas. Mas, ainda há 11 milhões de analfabetos. Você entende a dificuldade que é trabalhar isso num país? Os problemas que vivemos são numerosos. Haja humor para superar todos eles. Caso contrário, o sofrimento nos sufoca.
Há tantos problemas graves como, saúde, educação, moradia e falta de consumo de livros. Isso sem falar em ( falta de alimentos) que sufoca parte o sonho do brasileiro de ter uma mesa farta. Além de tantas experiências negativas que nos deixam viver numa situação de desvantagens, temos que conviver com um gigante chamado desigualdade. Essa realidade é latente, porque mais do que o analfabestismo, temos inúmeras situações que certificam como é difícil supera a injustiça secular que vivemos. A lei por si só, ela não resolve os nossos problemas. As pessoas também precisam estudar para não serem vítimas de atrocidades humanas, da ganância e do poder absoluto daqueles que dizem fazer muito pelo povo, mas deste, se afastam.
Eu levanto a bandeira dos livros? Levanto porque sei que a deseducação tem feito muitas vítimas. O poder leva muita gente a miséria. Não adianta você ter uma Constituição, quando não sabes lutar pelos os seus direitos. Infelizmente, uma parcela da população vive dessa forma. Se falta conhecimento, a sua postura será sempre a de uma pessoa submissa. No direito, se costuma dizer uma frase que faz bastante sentido ” direito que não se luta, vira letra morta”. Você precisa ser um cidadão consciente, atualizado para não passar por ” leso”.
Quem tem conhecimento e usa isso, para ajudar as outras pessoas a lutarem por seus direitos, eu digo que é um cidadão que tem atitudes louváveis. O conhecimento é bom quando agrega, não quando é usado para manipular as pessoas. Quanto menos iludidas forem, elas se dispersam e têm coragem para não silenciar .
[…]
O ponto alto do conhecimento é esse, o de ajudar as outras pessoas a se libertarem da ignorância que muitos querem que elas vivam, porque se são capazes de enxergar as suas carências e necessidades, elas deixam de ser manipuladas. Há de haver sempre uma classe de pessoas que serão governada, seja por quem tenha força, poder econômico, conhecimento e outros. Mas, não deixemos de lutar, porque quando se deixamos, os prejuízos são muitos.
” Não devemos os livros só para a escola, mas para toda vida “.
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