” Eu queria escrever. Mas, eu queria escrever algo que servisse para a mulher despertar, para trazer ela a realidade, porque a verdade é que, muitas mulheres ainda não despertaram para os seus direitos. Então, o direito tá ali, ele existe. Mas, se você não lutar, ele deixa de ter serventia pra você. A minha forma de escrever, de ajudar, é trazendo informação…”
” A instituição social que possibilitou a formação do povo brasileiro foi o cunhadismo, velho uso indígena de incorporar estranhos à sua comunidade. Consiste em lhes dar uma moça índia como esposa. Assim que ele a assumisse, estabelecia, automaticamente, mil laços que o apresentavam com todos os membros do grupo.
Isso se alcançava graças ao sistema de parentesco classificatório dos índios, que relaciona, uns com os outros, todos os membros de um povo. Assim é que, aceitando a moça, o estranho passava a ter ela sua temericó é, em todos os seus parentes da geração dos pais, outros tantos pais ou sogros. O mesmo ocorria em sua própria geração, em que todos passavam a ser seus irmãos ou cunhados. Na geração inferior eram todos seus filhos ou genros. Nesse caso, esses termos de consanguinidade ou de afinidade passavam a classificar todo o grupo como pessoas transáveis ou incestuosos . Com os primeiros devia ter relações evitativas, como convém no trato com sogros, por exemplo. Relações sexualmente abertas, gozosas, no caso dos cunhados; enquanto à geração de genros e horas ocorria o mesmo.”
Darcy Ribeiro. Criatório de gente (cunhadismo). O Povo Brasileiro. A formação e o sentido do Brasil. 3 ed. São Paulo. Global, 2015
Observa o olhar do “erickradner ” sobre essa obra de Machado de Assis que deixa uma incógnita no ar. ” Capitu traiu ou não Ventinho?” É claro que não. De fato, a história nunca foi sobre isso. O que o Machado quis, foi fazer as pessoas pensarem, ou seja, ele tocou em pontos frágeis, coisas como “valores”, paradigmas da época. Mais do que o conflito que gerou essa obra, ele quis mostrar a condição da mulher dentro de uma sociedade extremamente machista. Um trabalho fantástico. Pena que as pessoas se limitam tanto dentro de suas reformas.
Marii Freire Pereira https://pensamentos.me/ VEM comigo! Imagem. erickradnder/ Instagram Santarém, Pá 22 de 2021
A violência contra a mulher cresceu no período da Pandemia. E, apesar desse ‘crescimento ‘ houve uma queda de denuncias. Isso significa que esses registros envolvendo a agressão de gênero, ou seja, a agressão contra a mulher tem diminuído significativamente.
De acordo com dados do governo Federal, os canais Dique 100 e Ligue 180, registrou-se uma média de 105.821 denúncias de violência contra a mulher. Na prática, isso resulta numa média de 12 denúncias por horas.
É sábido que a violência contra a mulher cresceu, mas, casos como lesões corporais e estupros, assim como ações que envolvem outros tipos de violência, estas, não estão na lista dessas denúncias, ou seja, aparecem, mas de modo insignificante. Outro detalhe importante, dar-se em relação a essa diminuição. Por que que essa violência tento aumentado, o número de denúncias diminuíram? Porque a mulher fica intimidada com a presença do homem passando mais tempo dentro de casa. Além disso, há outra preocupação porque esses números em relação a violência oscila bastante. Na verdade, existe uma violência que não vira estatística, e no caso, ela é muito mais preocupante do que diz esses números. É importante ressaltar o seguinte, que mesmo essa mulher se sentido desprotegida, ela deve continuar denunciando o seu agressor.
É fundamental dizer que essa mulher não está só. E que a mesma, ainda pode ligar para esses números, além de poder ir na farmácia e denunciar. Existe a Campanha Sinal Vermelho que ajuda a mulher nesse momento tão delicado que a pandemia.
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