” Muitas mulheres não exergam a violência que estão passando em seus relacionamentos. Elas sentem angústia. Mas esse detalhe mostra o direcionamento dessa relação. É importante saber identificar para sair, e em muitas situações, denunciar.
Nós sempre podemos escolher o melhor caminho. Para isso, basta deixar as nossas paixões e vicissitudes que tantas vezes nos causa angústia, mais do que sabedoria e ” acertar o passo ” diante do caminho certo”
Cada dia, cada escolha, cada oportunidade pode representar uma surpresa ou apresentar dificuldades. Porém, você nunca se perderá se estiver diante da razão.
Não colecione um porção de erros, para mais adiante, digo ” lá na frente…depois de muito caminhar ” descobrir que você relativizou alguns fatos e situações que deveria ter olhado com mais carinho.
O maior êxito do ser humano são as suas boas escolhas.
” Uma mulher é agredida a cada oito minutos no Brasil segundo Datafolha “
Infelizmente, essa máxima é verdadeira. Muitas agressões ocorrem de forma restrita no âmbito do lar com diferentes tipos de casais. A violência contra a mulher, necessariamente, não precisa deixar marcas pelo corpo, mas o psicológico, certamente, esse fica comprometido.
Quem vive um relacionamento abusivo por exemplo, pode sentir diversos sintomas dessa agressão, que quase sempre começam de maneira sucinta e, vai aumentando a medida que existe uma permissividade para isso. Um manipulador egocêntrico, ele pode fazer com que aos poucos, a mulher crie uma confiança exacerbada nele, obviamente, nutrida por uma dependia emocional, e aí começa um jogo de manipulação. Primeiro, vem a culpa, que é uma forma de controle. O parceiro ou mesmo a parceira pode passar a controlar a outra pessoa, através de atitudes, deixando de oferecer atenção ou cobrando isso em excesso, o que não é bom, porque se a relação ocorre dessa maneira, há um forte indício de desequilíbrio entre o casal. São estes sinais que as pessoas devem ficar atentas, porque existe nesse ato, uma possibilidade maior de controle.O abuso observado em situações como essa, reside no controle que acontece por ações psicologicas, que podem inclusive progredir para ações físicas, onde de fato, essa violência consegue ser percebida que é quando essa parte da manipulação do ou até mesmo do controle passa a ser natural. Pode existir xingamentos, reprovações por conta do comportamento do outro, empurrões, tapas, gritos, ridicularização, bem como outras situações.
É importante ressaltar que a relação abusiva dar-se de várias formas. A pessoa não precisa ficar toda roxa para que isso possa ser constatado. Às vezes, a pressão acaba sendo emocional, constituída principalmente, na base da desconfiança.
Há parceiros que controlam seus parceiros por meio de limitações do direito de ir e vir. O modo dessa mulher se vestir, falar ao telefone, ou quem sabe com amigos ou familiares. Mais ainda, o homem pode controlar a mulher financeiramente. De qualquer forma, a mulher sempre fica presa a esse homem porque em algumas situações, foi ele quem a impediu de trabalhar fora de casa, ou seja, ela só devia cuidar da demanda do lar. E num momento posterior, essa mulher por não ter como arcar consigo mesma, fica presa a esse homem, muitas vezes tendo que passar por situações como essa. Quer dizer, existe um leque de limitações. A mulher só percebe isso tardiamente, que é quando ela está sozinha e isolada.
Parece sem sentido o que vou falar aqui, mas as agressões são “conscientementes permitidas”. Por que eu digo ” conscientementes ” porque essa mulher no início, ela se deixa seduzir por esse homem. Na busca dessa mulher pelo homem ou pelo parceiro ideal, ele é um ” gentleman “. Evidente, que ele também quer a convencer de que é um ” bom partido”. Com o tempo, e a mudança se desejos, assim como de ” atitudes e comportamentos ” ele perde aquela ” camada dourada”, ou seja, ” o latão ” aparece. Mas, por apego e anos de dedicação, essa mulher passa a ser fiel ou mesmo amar a ideia adotada sobre aquele homem. Necessariamente, ela só abandona, não deixa, a ideia de amor, quando a situação chega ao absurdo de sofrimento. Ele tem que ser péssimo em suas atitudes para que ela diga ” Eu não quero” ou ” Eu não mereço isso ” porque até lá, ela suportar todos os abusos e maus tratos.
É importante dizer que no que se refere a esses relacionamentos doentios, a mulher que é o ser mais vulnerável da relação, ela tem que ” despertar para a realidade”. Ela precisa acordar desse “estado de letargia ” e ser capaz de se amar em primeiro lugar. Ela precisa retornar a si, e seguir a vida se amando, se colocando como o primeiro amor ou primeira necessidade de sua vida. É importante se amar, se valorizar e reconhecer quando a relação precisa chegar ao término com saúde e dignidade para ambas as partes.
O Lar é um lugar inseguro para as mulheres. Sim, é possível que você estranhe essa afirmação. Mas é verídica. Justamente, o lar que deveria ser um ambiente seguro e um local de proteção às mulheres, na verdade, ele acaba sem um criadouros de insegurança e incertezas.
Segundo dados do suplemento de vitimazação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio ( Pnad) referente a 2009, realizado pelo ( IPEA ) Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) cerca de 1,3 milhão de mulheres são agredidas no Brasil. Além disso, 43,1% dessa violência ocorre na residência da mulher.
A mulher vive numa situação de insegurança no lar, porque acontecem vários fatos, dentre eles a violência, que no primeiro momento, pode ser um resultado pouco notado. Porém, é um realidade. A violência praticada intralar, certamente, é um acontecimento sem testemunhas. Agressões, violência psicológica, violência física, violência sexual e outras, são raramente vistas. Em geral, quem presencia tudo isso, ou seja, ver o pai maltratando a mãe, são os filhos. Estes, nada podem fazer, senão assistir calados, pelo simples fato de serem crianças.
A violência que a mulher vivia há 40 anos atrás, é uma realidade que aos poucos vem sendo discutida e combatida. Avanços têm acontecido em relação a tal fato. O intuito maior é fazer com que essa mulher já não suporte esse sofrimento calada. Mas, que o denuncie para que anos de impunidade, diria que ” séculos ” já que esse problema sempre existiu, no mínimo, se fala em cinco mil anos de opressão feminina, possa ser visto por todos, e não mais escondidos como sempre foi para não macular o termo ” família “. Já que está sempre foi pregada como símbolo de harmonia entre os indivíduos que a compõem.
Todavia, não basta inventar uma realidade, é preciso considerar situações reais que acontecem dentro da família brasileira. É importante que, diante dessa nova mentalidade que a sociedade tem se permitido, que no caso, é da visibilidade aos casos de violência contra a mulher, mais do que nunca, não a vítima, bem como, ela mesma consiga denunciar. Ainda que haja a proteção da lei, como temos hoje, a Lei Maria da Penha, que tem sido um norte na vida da mulher que é vítima de violência doméstica, mais do que nunca todos têm que trabalhar em conjunto, porque o resultado sobre a diminuição da violência dever ser coletivo. Não adianta só incentivar essa mulher, se de fato, ela não sentir segurança em denunciar o seu agressor. Muitas mulheres deixam de denunciar, por medo do comportamento agressivo do parceiro. Então, isso significa dizer que há uma lacuna que precisa ser preenchida. Se há quarenta anos, a mulher apanhava e ficava calada, ainda hoje o medo as faz temerosas. Consequentemente, mais do que a questão desigualdade, também existe o desrespeito à essa vítima.
Perfil do agressor
1. Escolaridade baixa
2. Problemas com álcool e drogas
3. Desestrutura familiar
4. Machismo.
Perfil psicológico do agressor
1. Dependência emocional
2. Transtornos psicológicos como: bipolaridade e depressão
3. Narcisismo
4. Psicopatas
Perfil econômico
1. Desemprego
2. Desigualdade na relação – Às vezes um parceiro, ganha mais que o outro, isso significa que há brigas porque o homem ou a mulher não suporta viver numa condição de desigualdade.
Há muitos fatores que contribuem para o aumento da violência. Vale ressaltar que, muitas mulheres inclusive, elas trabalham fora. E independentemente disso, são agredidas. Ajudando a pagar as contas que esse casal contrai ou não, elas são vítimas. Uma realidade pouco tocada é que, muitas até deixam de trabalhar por conta até da violência que sofrem. Quer dizer, tendo a sua independência, sendou mulheres escolarizados ou não – é no lar que a maioria ainda é vítima.
” O amor, porém, é contagioso, com especialidade na solidão, onde a alma tem necessidade de uma companheira, e quando de todo não a encontra, divide-se ela própria para ser duas: uma, esperança; outra, saudade. “
” Todo dia, eu me assusto diante do novo. O novo nos chacoalha devido a ausência de incertezas. Mas, como ser humano, capaz, lúcida e incompleta, estou sempre a procura de novas descobertas. “
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