Eu irei fazer desta, uma campanha de combate à violência contra a mulher. O intuito é ajudar as vítimas. Se você veste essa camisa, ajude-me a multiplicar essa ideia.
O amor é a única força capaz de nos manter conectados com as suas manifestações enobrecedoras. Ele é o vínculo vital da conexão da amizade, companheiro e justiça. Quem ama, respeita, compreende, acolhe e dentro das próprias falhas, se permite, ou diria ” possibilita separar o real do fantasioso”. Ainda que em meio aos desgastes, o amor não se torna escasso; uma vez que, se alimenta de sua própria condição. Portanto, é impossível um indivíduo dá-lo ao outro, aquilo que não tem.
O amor enquanto sentimento e comportamento, parte da compreensão que, eu como criatura, só tenho a possibilidade de dar a alguém, aquilo que transborda em mim. A compreensão sobre essa questão, é que o amor nutre o sentimento de pertencimento (…). Dou porque compreendo que ele é do outro. Então, eu consigo dividir por igual na sua totalidade, fico com uma parte, e a outra, entrego como algo que é do direito da outra pessoa. Essa pessoa por sua vez, se compartilha do mesmo pensamento e sentimento que eu tenho por ela, recebe, reparte e obedece o mesmo processo. Dessa forma, se observa que há uma resposta precisa no amor. A conexão dar-se pelo encaixe perfeito. O amor precisa de autoaceitação, ou seja, o indivíduo precisa ir se dando permissão para devagar, ir aceitando o que é bom e perfeito, assim como também aquilo que precisa corrigir para ser capaz de superar os próprios desafios.
O ser humano tem admiração pela palavra amor, ele sempre procura vê-lo como algo gigante e belo. Porém, sabe que existe, não funciona na prática, se tomado somente pela força de contemplação. Sabe que, além do próprio desejo de tê-lo, é preciso saber administrar a propria vida, bem como, os desígnios. A consciência acerca do amor deve ser maior do que o simples desejo de querê-lo. Ele tem que se esforçar para tornar esse desejo real. Quem ama de verdade, aprende que algumas coisas para darem certo no amor precisa fazer sentido. Do contrário, tudo se torna desconectado. A nobreza do amor vem daquilo que se consegue enxergar verdadeiramente. O amor é luz, não individual, mas que me conduz ao outro.
Marii Freire Pereira. O amor se alimenta da sua própria condição.
“Existem momentos na vida onde questão de saber se se pode pensar diferentemente do que se pensa, e perceber diferentemente do que se vê, é indispensável para continuar a olhar ou refletir. “
A violência contra a mulher se manifesta de diversas formas. A mulher simplesmente, se sente intimidada no seu direito de ” ir e vir” bem como agir, quando percebe que é sim, vítima de violência. Se o seu parceiro te bate, se ele age com violência e falta de respeito, você não deve tolerar. Violência não tem desculpas.
Parceiros abusivos costumas usar de vários meios para fazer com que as suas vítimas, em geral, esposas ou companheiras, vivam de acordo com a vontade deles. Esse homem que tem a característica de dominador, ele pode deixar de ser grntil e atencioso em um dado momento, e se transformar em um sujeito manipulador, controlador e radical, quando a mulher não for capaz de fazer as suas vontades. Inclusive, ele pode a proibí-la de conversar com outras pessoas que não sejam do seu rol de amizades. É possível perceber também que num segundo momento, esse homem pode convencer essa mulher de que tudo o que acontece de errado na relação, a culpa é dela. Ele não quer que ela converse com outras pessoas como dito, o que pode ser amigos ou familiares porque isso não fica bem pra ela. Além disso, num momento de raiva, ele pode batê-la, e dizer que ” perdeu a cabeça ” porque ela foi ” a culpada” por tudo. Ela por sua vez, irá reafirmar essa mentira para si mesma, dizendo: ” Ele me bateu porque estava nervoso”. Portanto, não vou provocar isso novamente. Quer dizer, ela começa a negar a si própria.
Há casos onde, a mulher age de acordo com todas as coordenadas do parceiro abusador. Ela perde até a referência de quem é dentro da relação. A mulher quer tanto agradar, se fazer ” querida” que passa a representar um papel degradante na tentativa de salvar a relação com aquele homem em que ela tem tão pouco, mas que ao mesmo tempo se sente acolhida. A mulher que vive essa situação, ela simplesmente, adota resquícios do patriarcado, onde tinha como característica maior o escravismo. É o que essa mulher se torna uma espécie de ” escrava” desse homem porque deixa de ter vida própria, para agradar e assim, ser “acolhida” dentro da relação.
A mulher passa a viver de forma desigual dentro daquela relação, ou seja, ela não tem voz, não pode negociar, dizer ” não ” para não desagradar o marido ou parceiro, compreende? Ela não tem escolha porque o poder é do parceiro íntimo, ou seja, alguém que ela ama, respeita e faz todas as suas vontades. Essa mulher pode viver desde, constrangimentos, chantagens, a violência sexual, patrimonial, que como se sabe é uma forma de controle. Quanto mais dependente emocional e financeiramente, mais obediente será essa mulher.
A violência contra a mulher ganhou uma visibilidade maior em 2006 com Lei Maria da Penha. Houve uma preocupação com relação a penas mais duras aos agressores como a questão de medidas protetivas. Mas, como sempre costumo falar, é preciso denunciar. A eficácia de uma lei só é maior, quando as pessoas fazem bom uso desta. Do contrário, é só uma lei a mais no Brasil. Então, eis a importância de falar, de encorajar essa mulher para que ela não seja um número a mais na estatística do feminicídio no Brasil.
Esse tema: ” Você veste essa camisa ” é um alerta a todas as mulheres. Você mulher, não tem que vestir a camisa da violência e ” justificar ” as atrocidades do seu parceiro. Você não é culpada pelo descontrole do seu parceiro. Entenda, você é uma vítima. Portanto, deve denunciar.
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