” O tempo traz o momento oportuno, aquele que acontece raras vezes, e que possibilita acessar novas realidades, sonhos, desejos e o mais importante, a esperança do que se contempla em silêncio. “
Deixo aqui, os votos de um dia especial a você que é mãe- filha, filha e mãe, avó e mãe, ou simplesmente ” pae “. O importante é de alguma forma, você ter conseguido suprir essa necessidade voraz de oferecer amor a si e aquele que é parte de você, que é um filho. Um filho é uma referência valiosa sua, e que fica como pagamento da vida para o dia seguinte. A verdade é que, você não seria mãe, se a a vida não tivesse a necessidade de seguir adiante. […] A maternidade é talvez, uma das ” obrigações ” que traz alguma forma de ” recompensa ” ela ” ajusta” o pagamento que você tem com a vida. A maternidade é uma espécie de contrato que nos favorece. Sim, porque se você bem observar, ainda que a vida finde, e ela finda mesmo a todos nós, você como mulher, continua viva através dos seus filhos/ filhas. É o mérito dos seus processos ao transitar de forma automática em todo tempo que vives e acumula experiência. Bem, alguém dirá, mas você fala a respeito da decência! É preciso que venha os filhos. Pode parecer, sim. Mas são situações distintas. Ser mãe é uma obrigação como disse anteriormente. Quem se nega a não deixar descendentes, é julgado como quem viola um direito. É como se, a vida não tendo continuidade, simplesmente viesse a sucumbir. E eu confesso que discordo disso. Voce até pode sucumbir em relação aos filhos legítimos. Mas existem muitas outras formas de ser mãe. E mãe ” é mãe ” em qualquer situação. Uma mulher sempre será mãe de uma criança, de um bicho de estimação, a mãe na certidão de nascimento, numa fotografia, numa memória repleta de lembranças… Seja la lá qual for a história, sem a figura da mãe, ela não existe. Mãe é um contrato celebrado, cheio de responsabilidades, com prejuízos causados pelo cliente que carrega um vínculo biológico, mas acima de tudo, com “um amor indizível…”NÃO HÁ AMOR MAIOR que o amor de mãe!❤.
” A inspiração é fugaz, violenta. Qualquer empecilho a perturba e mesmo emudece. Arte que, somada a Lirismo, dá Poesia, não consiste em prejudicar a doida carreira do estado lírico para avisá-lo das pedras e cercas de arame do caminho. Deixe que tropece, caia e se fira. A arte é mondar mais tarde o poema de repetições fastientas, de sentimentalidades românticas, de pormenores inúteis ou inexpressivos.
Mário de Andrade. Artista/ Literatura Comentada. Textos publicados sob licença de Carlos Augusto de Andrade Camargo. Editora: Nova Cultural. São Paulo, 1990
Que a violência é um problema social, isso todo mundo sabe. Da mesma forma que, se tem conhecimento que o silêncio é um logradouro de violações de direito. Situações como: ameaças, humilhações, violência psicológica e física, são bastante comum em relação a comportamentos violentos.
Falar sobre violência contra a mulher, violência doméstica por exemplo, é por em xeque certezas antigas relacionadas ao machismo. Quando você coloca situações que expõe essa violência, os ataques são certeiros. Estes podem começar de forma sutil ou simplesmente fulminante. É preciso refletir o seguinte ” Falar sobre violência não é agir com violência, é debater o problema”. É sim, antes de mais nada, trazer a situação à baila e explorar os seus mecanismos.
Na maioria dos casos que envolvem violência violência contra a mulher ou mesmo a violência doméstica, nota-se que há um comportamento violento por um dos parceiros ou até por ambas as partes. Em geral, o homem tem mais aquilo que se chama de sinal agressivo. Porque por qualquer motivo, ele se sente superior, ou seja, mostra traços que denota poder dentro da relação. Ele não quer saber se é uma relação pautada no direito. Ele é o próprio direito. Há homens que ameaçam, desdenham, agridem a companheira, ou seja, fazem isso no sentido de procurar desestabilizar a pessoa, que no caso é a vítima.
“O homem que agride é o mesmo que seduz”. Não é estranho dizer isso? Sim, mas esse homem é um sedutor social. Ele é aquela figura que todos gostam. Então, pode-se dizer que ele tem esse trunfo. É a pessoa gentil e educada que ao estar com a mulher a sós, faz ” joguinhos” manipulação, causa desconforto emocional, e ainda, faz com que ela pareça ” louca” ou culpada por uma determinadasituação. Só para você ter uma ideia, um abusador emocional por exemplo, não é alguém que chega dizendo o que pensa. Não, ele é educado, sutil nas palavras. Ora, recordo que outro dia, gravando alguns vídeos sobre violência doméstica, uma pessoa veio me dizer que não gostava de machismo, feminismo, intolerância, homofobia e uma série de situações. Eu, percebendo o que ele estava tentando pegar gancho no feminismo, para tocar no assunto relacionado a violência que eu trabava, gentilmente o respondi afirmando que não gosto da falta de respeito em relação a nenhuma das situações por ele citadas. E que todas essas questões foram criadas há séculos, e que não dependia nem do meu aval, nem do dele para que essas tudo isso fosse capaz de causar um problema enorme na vida das pessoas. E que, gostando ou não, elas se fazem presente em nosso meio. Ele voltou a citar que não gostava de “machismo e feminismo”. Eu, ” concordo “. Agora, se tem algo que podemos fazer étratar as pessoascom o devido respeitoque elas merecem. Mas essa ” desigualdade” no tratar, sempre irá existir. Só não se pode é torná-la mais delicadas.
O que se precisa fazer é buscar estratégias para se trabalhar a ruptura desde ciclo de abuso. Se eu o desse consentimento diante daquela colocação, ele fortaleceria os seus argumentos persuasivos em relação ao feminismo- o eu não estava tratando naquele momento. Mas, se eu por caso, não soubesse argumentar, ele faria com que parecesse que a minha fala estivesse ligada a pauta feminista, o que não é minha proposta. Falar sobre violência não é tecer crítica sobre os homens, mas acolher aquela situação e mostra os possíveis caminhos para diluir os seus efeitos.
“É preciso falar sobre violência para poder sensibilizar a mulher sobre o problema “
Há situações em que a fala da mulher é controlada, como a minha tentou ser. Ela é provocada, ainda que ” sutilmente ” por homens que têm um comportamentos machista. Há dificuldade de algumas mulheres perceberem essa questão émuito grande. Por isso que, é importante avaliar o que está por trás da fala de quem tenta causar desconforto ou mesmo, controlar situações que intimidam você. A questão da violência ou mesmo do abuso está relacionada ao poder psíquico que uma pessoa tem sobre a outra. Veja bem, isto, quando nos referimos a parceiros/parceiras. Entenda uma coisa: Por mais ” educado ” que essa pessoa seja na sua forma de tratar, você tem que saber identificar essa questão na fala, o que ela tenta atingir. Um agressor sempre será capaz de identificar a sua vítima.
Os homens são violentos por natureza. A forma de agir de alguns causa traumas com frequêncianas mulheres. O fato é que, o problema tem origem na própria cultural. O machismo é resquício do patriarcado. Às vezes, esse homem age por instinto. E aí, comete agressões. Um agressor sabe identificar a fragilidade de sua vítima, torno a dizer isto. E se você quer saber o porquê, eu respondo ” pelo grau de fragilidade ” que ele tem acerca daquela pessoa.
Um agressor toda vez que se sentir incomodado, ele vai reagir agredindo, nunca conversando de forma saudável. A vítima por sua vez, irá se “recolher” num canto, a procura de proteção. Talvez, é por isso que muitos homens se sintam fortes; é porque sabe que pode contar com o silêncio de quem não oferece resistência. E ter essa voz que toca no assunto é uma forma que venha desestabilizar esse homem, pode ser algo visto como uma ameaça e, isto justifique o incômodo.
Vale ressaltar que é preciso falar sobre violência, e também comportamento machista para que não abra espaço espaço ainda mais a questão da desigualdade entre homens e mulheres. É necessário vivermos num ambiente transformador, seguro a todos.
” Só é possível sensibilizar a mulher sobre os impactos da violência, falando a respeito desta. São as histórias contadas, os fatos que ocorreram em ambientes distintos, que contribuem para uma estatística triste no país que é o feminicídio. Então quanto mais você fala, mais essa mulher fica atenta ao problema.
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