” Ler deve ser sempre um convite. Todo leitor ao pegar um livro, deve ter o cuidado de abri-lo como se estivesse servindo alguém, não por obrigação, mas um ato prazeroso, satisfatório, íntimo. A leitura tem essa coisa de provocar o êxtase, o tesão insaciável da descoberta genuína de estimular a imaginação. Muita gente pode pegar ou mesmo, ter um livro em casa, mas o grande desafio é essa aproximação. Por isso, que para se fazer uma boa leitura é preciso ter concentração, para aproveitar os benefícios ao máximo.
Mais do que um gesto de Amor, adotar é uma questão humanitária. De certa forma, não deixa de ser. E, Por que olho para essa questão com amplitude? Porque ela acaba tornando o gatilho da exclusão, da discriminação, das injustiças e crueldade ( maus-tratos), como algo que acontece com uma certa ” naturalidade ” digamos assim, em nossa sociedade. Sabemos que existem muitas crianças que precisam de um lar, de amor, cuidado, proteção e carinho. Mais do que tudo isso, a adoção, ela não inspira só a questão do desejo de ser “mãe e pai” de uma criança. Em regra, a adoção tem um sentido muito mais amplo do que se imagina. Sim, a medida que se tem o desejo de adotar, e buscamos compreender o real sentido da palavra adoção, entendemos que o intuito maior é promover o bem-estar do outro, ou seja, da criança ou do adolescente. Embora haja a ” romantização” da maternidade, o amor, ajuda muito nesse gesto otimista, o que uma etapa louvável. Portanto, diz-se que ” Adotar é um gesto de amor ” porque se corrige um erro a medida que apoia uma causa. Não só, você inspira através desse gesto de responsabilidade. Eu só vejo nessa atitude, coragem e resiliência. Só para se ter uma ideia do número de crianças que precisam de um lar, ” O Brasil tem mais de 30 mil crianças acolhidas” Conforme publicação da Agência Brasil. Todas variam bastante em relação a faixa etária. São meninos e meninas que precisam de um lar, do carinho, do diálogo e do cuidado dos pais. Segundo a Agência Brasil, 7.997 crianças até 6 anos de idade estão acolhidas. A maioria dos abrigados são adolescentes: 5 886 com 12 a 15 anos. Um número significativo, e que se sabe que possibilidade de adoção cai bastante, porque a maioria das pessoas que desejam adotar, desejam um criança com idademenor, até pela facilidade de adaptação. É importante para a criança ter um lar, é importante para a criança ter não só os seus valores, como também os seus direitos respeitados. Então, quando pensar em adotar, pense que essa é uma atitude, sobretudo corajosa. Finalizo esse texto dizendo uma frase pessoal, e que cabe nesta situação: ” O amor diante a vida, é mérito, não uma inspiração, pois a medida que o temos, somos capazes de dá-lo ao outro sem impor condições”.
O último dia do ano não é o último dia do tempo. Outros dias virão e novas coxas e ventres te comunicarão o calor da vida. Beijarás bocas, rasgarás papéis, farás viagens e tantas celebrações de aniversário, formaturas, promoção, glória, doce morte com [ sinfonia é coral, Que o tempo ficará repleto é não ouvirás o clamor, os irreparáveis uivos do lobo, na solidão.
O último dia do tempo não é o último dia de tudo. Fica sempre uma franja de vida onde se sentam dois homens. Um homem e seu contrário, uma mulher e seu pé, Um corpo e sua memória, Um olho e seu brilho, uma voz e seu eco, e quem sabe até se Deus…
Recebe com simplicidade este presente do acaso. Mereceste viver sempre é esgotar a barra dos séculos. Teu pai morreu, teu avô também. Em ti mesmo muita coisa já expirou, outras espreitam a [ morte, mas estás vivo. Ainda uma vez estás vivo, e de corpo na mão esperas amanhecer.
O recurso de se embriagar. O recurso da dança e do grito, o recurso da bola colorida, o recurso de Kant é da poesia, Todos eles…e nenhum resolve.
Surge a manhã de um novo ano.
As coisas estão limpas, ordenadas. O corpo gasto renovava-se em espuma. Todos os sentidos alerta funcionam.
A boca está comendo vida. A boca está entupida de vida. A vida escorre da boca, lambuza as mãos, a calçada. A vida é gorda, oleosa, mortal, sub- reptícia.
Carlos Drummond de Andrade. Passagem do ano. A Rosa Do povo. Círculo do Livro. São Paulo, 1945
Você pode perdoar quantas vezes quiser o agressor, sem compreender o porquê de sua dor, das feridas físicas e emocionais. A raiva é a não aceitação virá a medida em que conseguir olhar pra você e dizer basta!✋
Há sofrimentos desnecessários. Existem mulheres que escondem a violência que sofrem por ” n” motivos. Eu não estou dizendo que isso é errado. O problema é: como alguém consegue conviver com quem bate, faz sofrer, e não falo da dor física, mas a dor emocional. Quem bate, geralmente não muda de comportamento. Isso se percebe que é algo passado de geração para geração. Essa é uma incapacidade de manter o controle. A pessoa que bate, ela tem essa característica negativa do descontrole. E a mulher por sua vez, que sofre com a violência, vai se fazendo de forte, lidando com insultos e mágoas. A medida que ela estiver no limbo, é que vai pedir ajuda. Geralmente, por volta da terceira “surra” é que ela pede ajuda. Antes não! porque aprendeu ” perdoar” as faltas do outro/outra. E aí é que vem a grande pergunta: ” O perdão é parte desse processo?” De ignorar quem eu sou em favor do outro, ou no caso, dos ” outros” já que isso inclui os filhos? ” Acorda Alice!” Crueldade e injustiça, não podem ser perdoados.
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