26 de agosto- Dia Internacional da Igualdade Feminina. A data lembra dentre outras coisas, a luta das mulheres pela equidade de gênero.
Por que lutar por equidade?
É preciso lutar pelo óbvio: Homens e mulheres têm os mesmos direitos e oportunidades. Ora, peguemos como exemplo, o caso da mulher. Veja, ela trabalha fora, cuida da casa, dos filhos, marido, ou seja exerce tripla função e muitas vezes esse esforço todo, não é reconhecido. O trabalho doméstico é quase invisível por todos. Isso sem falar que é extremamente cansativo. Mas a gente sabe que essa história é de longa data, e mesmo hoje, apesar dos muitos avanços, a mulher ainda tem que continuar a sua luta, pois essa é incessante.
É sabido que hoje, a mulher ocupa vários espaços na sociedade, mas nem sempre foi assim. Como dito, a mulher sempre foi um ser visto atreladado ao lar, alguém representatividade, sem voz, ou reconhecimento. Pode-se que, foram séculos de exclusão de direitos e reconhecimento. Todavia, a sua história só começa mudar quando a mulher passa a votar e ser reconhecida como cidadã.
Direito ao voto
Foi com a Constituição de 1932 que a mulher, no governo de Getúlio Vargas, passou a votar. Mas somente anos mais tarde, em 1965 que o voto igualou entre homens e mulheres. A partir de então, ela passou a ser reconhecida como cidadã. Já que antes, não havia qualquer referência nesse sentido. Após o direito ao voto e a sua inserção no mercado de trabalho, a mulher passou a ter mais autonomia. Mas o problemas não param por aí, pois ainda que, exercendo as mesmas funções dos homem, ela ganhava e ganha menos que estes. A luta contra a desigualdade salarial é uma realidade. Essa é uma maneira clara de desvalorizar a mulher? Sem dúvida, as muitas dificuldades que a mulher tem que enfrentar, esbarra nesse tipo de situação. Por isso que devemos é reflexo das nossas muitas desigualdades.
É possível se dizer que, com a conquista do voto feminino, e a inserção da mulher no mercado de trabalho, e muitas outras lutas, facilitaram diminuir as desigualdades, pelo menos, as mais latentes. Porém, no que se refere a briga por reconhecimento de sua capacidade, devemos compreender que o caminho para ganhar espaço, respeito e reconhecimento, é longo. Mas também é preciso lembrar que essa igualdade tão desejada, irá acontecer aos poucos, porque os desafios são imensos. É obvio que nessa pirâmide de poder, se observa que o protagonismo feminino tem sido maravilhoso. Mas enquanto muitas estão no topo, a base que sustenta todos ganhos, ainda assim se alarga, porque grandes desafios são vistos, como impossíveis. A violência violência contra a mulher é um deles.
É sabido que os casos de violência doméstica só ganham de fato, visibilidade, graças a Lei Maria da Penha, sancionada no governo do então Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Essa lei representa um norte na vida da mulher que sofre violência. Como se sabe, os índices de notificações de violência contra a mulher são alarmantes, assim como os casos de feminicídio, que é algo lamentável. Ora, imagine, o Brasil ocupar o 5° lugar no ranking mundial de mortes de mulheres, o é que preocupante, você imagina como é lidar com essa realidade, quando se sabe que a mulher independenteda, da idade, sexo ou religião morre com facilidade pelas mãos de seus algozes? Então, viver com dignidade também é um direito. A gente sabe que, aonde existe ganhos, também impera a questão do retrocesso. Todavia, vale ressaltar que, após de 16 anos da criação dessa lei, a mulher mesmo com toda resistência, ela tem denunciado mais o seu agressor. Isso é bom, porque mostra que ela vem se tornando cada vez mais consciente do seu papel de cidadã que, é continuar lutando para viver uma vida digna…” uma vida sem violência “. Por mais respeito e consideração a nossa história.
– Salve 26 de agosto- Dia Internacional da Igualdade Feminina
Marii Freire. Dia Internacional da Igualdade Feminina.
Fonte: O Voto Feminino no Brasil. Teresa Cristina de Novaes Marques. 2ed. Brasília: Câmara dos Deputados. Edição Câmara, 2019
MULHER Do ostracismo à luta pelos direitos nos dias atuais/ Marii Freire Pereira
” Ser no mundo” reconhecida como protagonista de sua própria história, é a mulher que se lança rumo ao que acredita, especialmente, quando ela toma consciência de seu valor, e passa a intervir na construção da própria realidade. “
A Simone tem uma frase que eu acho bárbara: “NÃO SE NASCE MULHER: TORNA-SE MULHER .” A verdade é que, ao nascermos, já temos que nos encaixar num padrão definido do que é ser mulher, do que é por exemplo, viver e ocupar um lugar de subalterno. Todavia, a mulher desenvolve um comportamento de vanguarda, ela “é um ser que vai além…”. Diz-se que essa mulher é uma pessoa que estar à frente do seu tempo, porque rompe padrões já definidos e expressa as suas ideias. É uma mulher confiante, vou usar essa palavra ” confiante” porque para ser ousado dentro de uma sociedade, é necessário primeiro, o ser humano ter a capacidade de acreditar que ele é capaz. E pautado nisso, neste momento, eu recordo de uma outra frase, agora de Gabriela Manssur que diz o seguinte: ” LUGAR DE MULHER É ONDE ELA QUISER “. A Gabriela vive repetindo essa frase no Instagram. Aproveitem para conhecer o trabalho dela, os que não conhecem. Fico feliz que tantas mulheres tenham tido coragem de ousar, para que outras mulheres pudessem ter oportunidade de construir suas histórias.
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