” A grande luta contra a violência, é sobretudo, contra o medo. No dia em que todas as mulheres se conscientizarem de olhar não só para si, mas aprofundar essa preocupação, bem como a responsabilidade em não reprimir, nem “justificar” o comportamento agressivo à maldade do homem que amam, certamente, elas compreenderão que, puni-los cabe a Justiça, não à elas. O grande problema da mulher ainda é a desinformação. Enquanto elas calarem, essa violência vai invalidando a lei. Muitas vezes, essa mulher que sofre sozinha, só tem a sua causa vista quando o criminoso a mata.”
Antes da violência chegar na sua fase, mais “comprometedora” vou dizer dessa forma, ela já atingiu todos os estágios que deveriam ser observados. O estranhamento é um deles. Veja, estranhamento, distância, frieza, é constrangedor numa relação, e devem ser ” considerados” pela vítima, antes que ela se veja entregue a total maldade do parceiro/parceira. Então, quando você não considera esses pequenos alertas, certamente, vai transformando essas “pequenas ações” vivenciadas no dias a dia, em algo maior; algo que mais tarde, justifica a forma violenta pela qual você é tratada pelo outro.
“Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, os casos se violência doméstica vêm aumentando ano a ano. Estes casos tem aumento, assim como, também temos visto a mulher denunciado mais”.
Ora, sabemos que uma das formas de coibir a violência é a medida protetiva. Então todas as vezes que, a mulher tem coragem de denunciar, ela sai daquela situação de vulnerabilidade, e compreende que a medida protetiva é uma forma de proteção que ela deve fazer uso sempre que precisar. A medida protetiva de urgência é fundamental para a vítima não sofra mais violência. E, não se fala numa violência em casa, mas no trabalho. Às vezes, esse homem espera ess mulher sair do trabalho para agredi-la. Hoje, a mulher tem estado mais segura, porque tem buscado auxílio da justiça para pode ter segurança.
Sabemos que o aumento da violência doméstica é algo que requer atenção, pois dentre outras coisas, isso pode aumentar o número de feminicídio no nosso país. Neste caso, ações para coibir o problema é importante, porque é uma forma de garantir proteção a vida dessas vítimas.
Segundo a Juíza Teresa Cabral, integrante do Coordenadoria da Mulher em São Paulo ( Comesp), “os casos têm aumentado”. Um fator importante que contribui com isso, é a falta de conhecimento, que infelizmente, colobora para que os números em relação a violência sejam tão expressivos. Mais de 12% foi o aumento em comparação ao ano passado. Isso requer cuidado, pois denota que há falhas que precisam ser corrigidas para evitar que esses números cresçam cada vez mais.
Na pandemia, vimos como a violência aumentou de modo bastante significativo. Essas mulheres ficaram presas a seus lares na maioria das vezes, sob constante vigilância de seus agressores. Vale ressaltar que elas não sofreram só agressão, sofreram abusos psicológicos, estupros na maioria das vezes. Em geral, essas mulheres eram submetidas a maus tratos e outros tipos de violência.
É importante assegurar à vítima a condição mínima a vida. É necessário dizer a essa mulher que o acesso à Justiça, apesar de complexo, é o que lhes garante a segurança. Não tenham medo. Denuncie.
Nunca ache que as suas lágrimas representem algum tipo de maravilha, a não ser que estas sirvam de alguma forma, para justificar a sua alegria. É natural estarmos felizes por um motivo, uma graça especial, uma conquista, a garantia de um progresso, não sei, um emprego, ou uma viagem dos sonhos por exemplo. Mas em relação a dor e sofrimento, nunca. Se isso acontecer, primeiro, certifique-se de procurar compreender qual é a causa. Não acate às cegas, determinadas justificativas. Às vezes, acúmulo de intolerância nos fazem chorar. Todavia, de modo respeitoso consigo mesmo, sugiro que nunca aceite provocações e insultos de pessoas que agem de má-fé com você, e fazem cair dos seus olhos, uma lágrima. É melhor sempre- de maneira respeitosa- promover um diálogo com você e verificar se a falta de respeito e consideração do outro, ou “dos outros” não tem sido fonte de desprazer. Por fim, ressalto que questione fatos e situações e promova a mudança, assim como a postura diante do que você deseja que mude. Lembre-se: você é responsável pelo que necessita transformar; não é pelo lixo ( injusticas) que cometem com você. Mas por gerar resultados positivos e que causem flexibilidade, e a partir disso, a lucidez diante do essencial.
Carlos Drummond de Andrade. Literatura Comentada. Seleção de textos, notas, estudos biográficos, histórico e crítico por Rita de Cássia Barbosa. 3ed. Edição. São Paulo: Nova Cultural, 1990
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