Ontem, 18 de novembro, eu fui a (DEAM) -Delegacia da Mulher em Santarém para entregar o meu livro: MULHER Do ostracismo à luta pelos direitos nos dias atuais a delegada AndrezaAlves. Ela me recebeu de maneira muito educada, e aproveitamos a ocasião para registrar esse momento importante. Andreza é delegada titular da Delegacia Especializada no Antendimento à Mulher em Santarém; e ninguém melhor do que ela conhece essa realidade comprometedora que é a violência. Infelizmente, é necessário dizer que nenhuma de nós, estamos isentas ao problema.
A violência Contra a Mulher é um problema que atinge todas as camadas sociais. Isso inclue a mulher escolarizada, a advogada, a médica, juíza, a mulher que mora no campo. Na verdade, todas em algum momento da vida pode sofrer violência. Sabemos como os números desse problema cresce diariamente. O feminicidio é um exemplo do que estou falando. A violência doméstica é algo bastante complexo, porque se compreende que, apesar de hoje, a mulher ter mais acesso a informação, nem todas têm coragem para denunciar os seus agressores. Isso, seja pela questão atrelada ao emocional ou mesmo a parte financeira, que faz com que a mulher ainda se cale.
O silêncio é um inimigo
O silêncio é um inimigo- um inimigo que favorece o agressor. Muitas mulheres como diz a Andreza em suas entrevistas, “chegam machucadas a delegacia, mas não querem proceder com a denúncia “. E por que? Por vários motivos já citados e outros, como vergonha, ou porque mesmo apanhando, a mulher ama o parceiro.
É importante dizer a mulher que é vítima de violência que “não se cale”. O enfrentaremos a violência precisa ser levado a sério. No meu livro, eu sempre incentivo que essa mulher denuncie. O livro trabalha temas importantes, dentre eles a questão da violência. No que se refere, aos nossos muitos direitos, viver uma vida livre e sem violência, é um deles. O Mulher do ostracismo à luta pelos direitos nos dias atuais, é um livro que ajuda a mulher identificar sinais de violência, e ao mesmo tempo, provoca conscientização na sociedade, porque discuteum tema atual. Eu espero que ele ajude muitas mulheres.
Quanto a delegada Andreza Alves, eu só tenho a agradecê-la pela feliz oportunidade, e dizer que precisamos muito de seu trabalho nesta cidade. Precisamos cada vez mais reunir força para tentar diluir os números dessa violência.
Muitas mulheres não sabem que sofrem violência. Isso é tão verdadeiro que, na maioria das vezes que sofrem agressões, elas mesmas se culpam. Porém, não compreendem que são vitimas de violência doméstica por parte de seus parceiros.
” A mulher ainda morre por conta da condição do sexo, pelo machismo, pela discriminação, pelo ódio de séculos, pela misoginia e tantas outras outras coisas. Às vezes, a mulher morre por motivo fútil…”
Marii Freire Pereira. Mulher do ostracismo à luta pelos direitos nos dias atuais.
Marii Freire Pereira. Mulher do ostracismo à luta pelos direitos nos dias atuais. 1ª ed. Mar: Viseu, 2022
” A nossa memória é constituída de uma sabedoria ímpar. Somos resultado da cultura, das normas e grandes esforços para melhorar a humanidade . Mais do que isso: a nossa essência é revestida de valores genuínos em constante ascensão. Graças estes, não nos tornamos miseráveis diante de nossas convicções superficiais. Mas seres autênticos perante ao que a vida não viola, mata, ou asfixia aos poucos. Somos antes de tudo, o resultado contínuo de um episódio de força e beleza, que emana essência e liberdade consciente.
Você precisa fazer login para comentar.