“A diferença entre pessoas inteligentes e aquelas que estão aprendendo é simples: Imagine que você é um peixe, certo? Ok. Se te chamarem para andar de bicicleta, a prenda a pedalar.
Não negocie os seus valores, crenças e virtudes. Não se anule para caber no mundo do outro. Aprenda a se valorizar. Lembre-se: Quem nos ama, não faz exigência absurdas em nome do amor.
Herói de si mesmo é aquela pessoa que não espera do outro, não oferta as outras pessoas o mais importante daquilo que tem, ou seja seu tempo. Não no sentido de perdê-lo. O herói de si mesmo, é alguém que é um gênio solitário, pelo menos, naquilo que os outros imaginam, não é? Não. O herói de si mesmo, é aquela pessoa que faz uso do tempo a seu favor. Ela não sucumbe em meio aos dilemas, não faz destes, tragédias. Mas usa como instrumento para contemplar a vida com fascínio singular.
Ora, a vida também é feita de momentos difíceis; momentos solitários. Quem nunca os teve? Imagino que todos. Estes, podem chegar a qualquer momento sem avisar. Estando preparados ou não, os vivemos. Entenda que, para compreendê-los, é necessário diluir os seus efeitos através de processo internos. Então, nada melhor do que descobrir o significado da própria companhia, você precisa trabalhar no silêncio. Sim, é preciso que se fique ladeado de assistentes como atenção e colaboradores que não façam nenhum esforço à palavra. Criar é imaginar. Você acha mesmo que Michelangelo era solitário? “Em silêncio se pinta um universo a sua volta” Sim, tudo pode ser transformado num campo sutil, num momento único, íntimo, onde você é capaz de ouvir a voz da consciência.
Trocando em miúdos: pode parecer um absurdo, mas a vida, ou as coisas mais importantes dela, nascem exatamente desse confronto entre o mundo real, e o silêncio absoluto. Claro, o problema é o impacto que isso causa em nós. É a própria leitura do que fazemos, é o que serve para agregamos ou jogarmos fora, o fino ouro do que extraímos dessa relação de ( diferença de conhecer o novo) na sua totalidade.
Até mesmo para trabalhar o que precisamos em nós, é necessário que encontremo-nos e perdemos-nos nesse universo isolado e tão necessário, para que o amor revista os nossos olhos de humanidade sobre nós mesmos. É necessário, torno a dizer que, o herói de si mesmo, é aquele que aprendeu sozinho como falar, expor seus medos, ou que aprendeu a dialogar com a própria solidão sem desespero, sem enlouquecer na nata do desamparo. Convém salientar que, a grandeza minha e sua, se faz no herói que você elege todos os dias para trazer brilho e esperança as histórias que nascem diariamente, através de nossos desejos.
O Homem perfeito existe? Quem é esse homem na sua concepção? É um homem dono de uma bela aparência, ou um homem que seja companheiro, amigo, cúmplice em tudo? O homem que faz você mulher, se sentir especial? É um protótipo de ” receita de bolo”, algo que vem prontinho? Difícil achar esse homem, não? Na prática, ele não existe. E, não existe por uma razão muito simples: os homens não foram criados para atender as necessidades femininas. As mulheres sim, desde a fase de criança, são educadas para ” caber num modelo de exigência masculina”. Já os homens, desde cedo são criados para o prazer, para serem controladores, para centralizar o seu poder sobre uma, ou várias mulheres.
Parece estranho o que estou falando, mas décadas atrás, essa realidade era muito mais rígida. A mulher devia obediência ao pai. Se quisesse se casar, tinha que pedir permissão a ele, porque sozinha não podia decidir absolutamente nada. Se casada fosse, não podia se divorciar, e até para ir para o mercado de trabalho, precisava do aval do marido. Claro: tudo isso, dentre muitas coisas, têm se transformado ao longo dos séculos em grandes mudanças. Mas à exceção de bons homens, bons companheiros, parceiros e amigos tem sido um visão, ainda a ser alcançado. Evidente que, não se pode generalizar a situação. Mas as mudanças culturais e sociais, têm contribuído com um modelo menos rígido no controle das mulheres por exemplo. Já no que se refere ao masculino. A riqueza da mulher na busca do amor, da realização pessoal quanto a esse parceiro, tem sido pouco feliz, porque o sorriso feminino não chega a ser exibido quandose trata do tema. A mulher tem um homem viril para acordar ao lado, mas, o cara bacana e compreensível, não. O homem perfeito, na verdade, vive nos desejos dela, digo ” da mulher ” não nos seus.
O homem perfeito é um incômodo. E, o incômodo é porque, às vezes, algumas mulheres preferem estar sozinhas e felizes, do que com alguém e infeliz. Alguém que pouco acrescentar no quesito prazer por exemplo, esse detalhe é pouco observado. O prazer não se refere a cama, mas a companhia. A retribuição masculina deixa a desejar nesse quesito, porque a cláusula pétrea entre a vida do casa é a felicidade, a realização mútua. Todavia, o que se observa é a vontadedo homem querendo ser absoluta em vários espaçoda relação. O imperativo absoluto, ainda dar-se através da vontade masculina, é o homem que tenta dizer o que é melhor para os dois. Ele atropela muitas vezes, a vontade da parceira, o que causa desconforto, pois elimina a visão positiva que a mulher nutri no dia a dia sobre esse parceiro.
É sabido que diante dos novos arranjos e até mesmo, a maneira do casal se relacionar, a vida a dois traz muitos questionamentos que torna possível o sucesso dessa relação. A verdade é que no que tange, essa linha tênue de afeto que é o que verdadeiramente, une duas pessoas, a paixão entre o casal, tende a sucumbir, por contas de situações que interliga algo negativo a outro. Mesmo trabalhando o fator mais importante de uma vida a dois, ou seja, felicidade.
A felicidade na vida a dois é o que deve ser alcançado. Vemos isso em filmes, livros, vídeos. Mas a pergunta é o que o casal tem feito para conseguir isso. Na verdade, o que que o homem tem agregado ao conceito de felicidade relacionado a vida a dois? Será que ele tem sido esse parceiro excepcional? Tem sido um bom amante, amigo, bom pai, ou o cara compreensivo? Veja, eu não trabalho o quesito beleza aqui? A mulher ainda consente muita coisa para ter a certeza de que tem alguém ao lado, ou seja, um homem que durma com ela. É um risco que ela corre em assumir que é feliz dessa maneira, por abdica muito de si em prol de tão pouco.
A visão de homem perfeito é utópica. Talvez, uma visão isolada em uma maneira decadente de sofrer, e ao mesmo tempo, é um alento que maqueia o horror de ter a obrigação de ser feliz à qualquer custo como nos determina a sociedade.
Como mulher, confesso que esse detalhe ajuda muitas a alimentar o mito da própria fraqueza (…), de fechar a boca[…], e tolerar qualquer situação para não fatiar a tristeza que alimentar a sua própria fragilidade, nem deixar isso transparecer de forma genuína.
O homem perfeito não existe?
A mulher mesmo tempo conquistado o seu espaço na sociedade, e principalmente, ter se tornado a figura empoderada que é, ela ainda, se sujeita a muita coisa, digo ” viver relacionamentos ruins, para de alguma forma, obter o tão sonhado ” ganho real”. Mas é uma forma de ganho que pouco soma em sua vida. Infelizmente, a mulher ainda não conhece o seu valor e potencial.
É compreensível que para fugir da solidão, mesmo sonhando com esse modelo de homem, que não existe, mas é uma projeção do que a mulher se permite, muitas passam viver situações desagradáveis em prol dos sonhos que não são acalentados, a penas desejados. Amor e amizade são bons, mas não quando causa a impressão de que estamos a sós com nós mesmos.
Seria possível ter esse parceiro excepcional, “o homem perfeito ” se o ganho do amor não fosse conquistado pelo sacrifício, mas pela igualdade e equidade de tratamento e cuidado mútuo. Só damos amor se o tivermos.
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