Se um livro só é bom, tente imaginar uma coletânea! Certamente, uma coletânea é a maior recompensa para cérebro. Quanto maior for o número de emoções que tivermos, mais o cérebro reage à aspectos positivos.
” É preciso ressaltar que a violência doméstica é um fenômeno que atinge todas as mulheres, independentemente de classe social, idade, raça, etnia, renda, religião, nível cultural e escolaridade. “
Se você não tiver cuido com o poder de persuasão do outro, você deixa que ele te convença do contrário. Hoje, um colega questionou-me sobre o dados da VIOLÊNCIA CONTRA AMULHER. Disse inclusive, que nem sempre essas fontes ligadas ao tema, expressam a verdade. Tudo bem! Admite-se que há muitos homens que não sabem VALORIZAR a mulher, e que ao invés de procurarem promover um debate sadio, eles tentam distorcer a verdade com outras maneiras de tirar o foco da notícia. É claro que essas fontes trabalham com dados. Todavia, esses dados nem sempre correspondem a situação real, até porque a violência silenciada é maior do que aquela que vira estatística. Na verdade, ele como homem, entenda “não estou generalizando a situação” não admite que a mulher possa de fato, viver e “pagar” esse preço de ser refém de uma situação de impunidade que a gente sabe que existe na pratica, que é a violência. Atrocidades são cometidas contra a mulher durante séculos. E eu vos pergunto: ” será que em todo decorrer de desse tempo, esses números não aumentam, ou ” as fontes ” estão querendo ” vender notícias? Sem se preocupar com o teor da verdade que há em relação ao fato? Menos! Não se trata de sensacionalismo. Se fala a respeito de um problema sério. A violência contra a mulher é um problema social grave. E quem não simpatiza com essa realidade, certamente, vai sempre levantar a bandeira contraria. É o inconformiso aliado a resquício de traços pertencentes ao modelo patriarcal que questiona, porque não se conforma com uma situação que extrapola o limite do que é tolerável dentro de uma sociedade que convive com o problema de maneira natural. Quando trabalhei dados do Datafolha, eu usei uma fonte, e coloquei aqui, afirmando qual era o lugar de onde havia trabalhado a notícia. Mas, além dessa fonte existem muitas outras que qualquer cidadão pode pesquisar a respeito desses dados. O que posso garantir é que uma informação vai variar em relação a outra, até porque esses dados oscilam constantemente, mas é interessante avaliar o período em que ela foi trabalhada, e juntar a isso, os semestres seguintes para confirmar ou não se houve essa variação referente a confirmação desses dados. Ora, o Brasil ocupa o 5° lugar no ranking mundial de mortes de mulheres ( feminicídio), e não querer olhar para essa realidade como algo preocupante, é querer maquiar a verdade para fingir que nada do que se diz é vive, é verdade. Infelizmente, a violência contra a mulher é uma realidade. Os profissionais do direito que trabalham com esse problema, por exemplo advogados, defensores, delegados e outros, sabem que na prática, essa violência é muito maior. Há situações que não vão parar nessa estatística, como dito lá em cima. Agora, não saber valorizar a mulher, ou não querer reconhecer tal realidade é outra situação. Mas nem por isso, vamos deixar de fazer a nossa parte. Eu vou continuar falando porque acredito que é importante trabalhar essa realidade para num futuro próximo, querer transformar a nossa sociedade num lugar mais seguro para vivermos. Viverem uma vida digna e sem violência. Esse é um direito de todas nós!
O olhar entrega tudo, O olhar entrega alegria, a celebração, a tristeza, o silêncio não escandalizado, a eurofia, O encanto da paixão, O amor capanga, a violência sofrida, As cantadas recebidas, O desejo não manifestado. O olhar entrega o estado da alma, A alegria do Espírito O devaneio em fuga, O desejo de duas bocas entre abertas, O encontro entre dois pensamentos que se alinham. Não fala alto, Nem concorda com nada, Mas um olhar manda recado. Quanto mais lascivo Mais olha, Sente, Se afirma, é feminino Pulsa que nem poesia e deixa transparecer a sexualidade através da retina.
” O primeiro brasileiro consciente de si foi, talvez, o mameluco, esse brasilíndio mestiço na carne e no espírito, que não podendo identificar-se com os que foram seus ancestrais americanos – que ele desprezava- , nem com os europeus- que o desprezavam-, e sendo objeto de mofa dos reinóis e dos lusonativos, via-se condenados à pretensão de ser o que era nem existia: o brasileiro.
Darcy Ribeiro. Os brasileiros.
RIBEIRO, Darcy. O Povo Brasileiro e o sentido do Brasil. 3 3d. São Paulo: Global, 2015
” Se tivéssemos a capacidade de saber o que se passa na alma das pessoas, não se ficaria tentando adivinhar. Muitas tem beleza, outras vazio e carência. Já tem aquelas que são pura maldade. Porém, sem muito esforço para exprimir pureza, tem aquelas que revela o rústico, a originalidade da beleza verossímil de maneira cortante, é como se deixasse na nossa pele, o registro do particular, do inconfessável, e o que não se desvenda.”
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