ANDRADE, Carlos Drummond de. Seleção de textos, notas, estudos biográfico,histórico e crítico por Rita de Cássia Barbosa. 3°. ed – São Paulo: Nova Cultural, 1990. – Literatura Comentada.
Mulheres intelectuais são apreciadoras de bons livros e cafés. Preste atenção numa mulher que se destaca na sua forma de vestir, falar, interpretar sentimentos a sua volta, sentar- se e tecer respostas. Sim, não estou falando de qualquer mulher. A mulher considerada intelectual, ela traduz a vida em gestos e humanidade. É confiante,elegante, sabe contestar, ser generosa com as palavras. Por destacar- se por muitos predicados, é fascinante não só pela postura, mas também pela comunicação e segurança que traduz essa mistura de feminilidade, lascívia e ousadia.
Apesar de ser vista com uma certa arrogância, a mulher que transmite o ar de intelectualidade é uma pessoa que luta pela aceitação de suas ideias. Claro, a sociedade não tem o bom hábito de considerar às ideias femininas. Tanto que tem homens que preferem ” as caladas” e ” prendadas” porque isso oferece uma boa expectativa de poder que esses eles tem sobre elas. Conheces aquela expressão ” não gosto de mulher que fala muito?” Quanto mais fragilizada, domesticável e questionando menos sobre ” isso ou aquilo ” melhor. Ousara, menos se voltar contra quem ditas as regras. Já a mulher que sabe se posicionar, ela tem menos chances de viver dentro de uma ” felicidade fabricada “. Definitivamente, a mulher que é dona de si, de seus ideais, ela é impactante, consciente e não se acovarda quando o intuito maior de sua vida é eliminar àqueles que tentam tirar vantagem sem o menor pudor de sua bondade. Essa mulher não vive a cegueira da avó e mãe em tempos pretéritos. Ela lança fora, gente que tem atitudes ardilosas, é sanguessuga e aproveitadora. Sabe dizer não sem esforço de impressionar.
Ser mal acolhida, é um preconceito, porque no fundo, as mulheres não foram educadas para agir dessa maneira. Não tardo a dizer ” não foram”, e não são- elas melhoram com as décadas e o aprendizado que absorvem em cada período da história. Hoje, a maior habilidade de uma mulher é pensar por ela mesma, é remodelar o cérebro e comportamento. Examente isso que você leu, a mulher contemporânea, ela se permite aprender e a não ter medo de se expressar. Afinal, deixar o castelo, e tomar uma espada na mão, ops! ( espada é maneira de falar), é também uma forma de descobrir a própria felicidade – Felicidade real, não aquela dos Contos de Fadas. Estas, nos tornam fracas e dependentes de belos príncipes. Não, a mulher segura de si, ela não precisa disso. Claro que, se tiver um homem especial ao lado, isso é bônus da vida. Mas definitivamente, essa mulher não abdica a sua felicidade a outrem, ela sabe o quanto a vida cobra caro por não trabalhar a sua confiança.
Existem muitas que ainda não experimentaram isso, digo ” essa confiança” que lhes cabe. Pena, porque há uma perversidade por trás dessa máscara social que diz que para serem belas ” precisam ser dócil “. Não é por acaso, que são ameaçadas, alvo de ataques fulminantes de seus parceiros e, quando tentam fugir, são mortas. Sem saberem se defender e desamparadas, vivem longos sofrimentos. Claro, esse não é o caso da mulher bem resolvida que eu trouxe para cá. Isso é somente um exemplo de confiança sobre ser uma mulher forte, sobretudo no que diz respeito a sua maneira de agir sem deixar rastros de culpa por aprender a se defender no seu contexto atual.
A mesma orientação que as mulheres intelectuais recebem, as outras deveriam fazer as suas considerações e refletir, porque ser uma mulher segura de si, é a melhor forma de se defender dessa condição de inferioridade em que foi colocada a mulher. Por isso, digo ” quanto mais segura de si, do que você quer e, aquilo que não deseja, melhor. Ora, se a mulher é muito mais capacitada hoje, do que antes, ela sabe ir de encontro do que quer. O título do texto fala sobre intectualidade, mas prefiro usar isso, em referência a mulher consciente, porque aí, eu consigo chamar atenção de maneira mais clara as seus movimentos. A intelectualidade que aqui coloco, chama atenção para questão do comportamento. Uma mulher quem tem todas essas qualidades é uma pessoa segura de si, ela não se molda a modelos e padrões predestinados e estabelecidos; pelo contrário, é alguém que foge logo o normal. É soberana, confiante em relação a tudo o que quer e deseja.
Cuide melhor de você
A confiança começa quando cessa certos comportamentos e cuidamos melhor de nós, inclusive, quando se altera a conduta para ser linda, confiante, objetiva e a mulher que norteia a própria vida.
A necessidade que temos de achar uma sensação de prazer depois da dor que nos causam, é absurda. Miserável e distorcida é a leve sensação de desviar os olhos dos montes que se tornam obstáculos a nossa frente, O medo, a raiva e por vezes, o ódio tornam- se sentimentos gerenorosos diante de nossas atitudes e gestos. E se agiganta à avessa realidade.
Enxugo isto e aquilo com o lenço, Não vejo nada, Nada.
Mas por um átimo de segundo, penso: que bobagem, diz- me a consciência no pouco senso que ainda me resta. O acidente da vida é continuar parado olhando o que já se foi, Corra perigos, mas ultrapasse os obstáculos; Esse é um recurso violento e doloroso da vida, porém, eficaz. Abra bem os olhos, e perceba quanto Desvaneios se pode viver em miúdos segundos.
A idade é só um detalhe a mais na vida de uma mulher. 40 anos, não nos impede de [ estudar], amar, sonhar, construir pontes para chegar aos nossos objetivos.
Lutar contra a violência e discriminação contra a mulher é fundamental para promover os seus direitos. Eu fico chocada quando vejo uma certa repulsa tanto da parte de homens, quanto a de mulheres em relação a essa causa. E aqui, tenho que ser justa nessa observação, porque a falta de conhecimento de ambas as partes, leva a isso, digo ” ainda há os que se voltam contra si mesmos”. Ora, a mulher que impõe dificuldades nessa luta, que é importante e serve para promover os seus próprios direitos, mas abraça questões que a faz sofrer, na verdade, ela precisa de tratamento. Exatamente, nós não podemos descer degraus da civilização. A nossa luta é digna, e ao mesmo tempo, tudo o que conseguimos em relação ao reconhecimento de nossos direitos, é uma conquista árdua. Em relação aos homens, ocorre o mesmo problema, mas por outro viés. Então, são essas barreiras que precisam ser modificadas para que se possa emergir dessas dificuldades que ainda temos. O homem que deveria oferecer proteção à mulher, muitas vezes, promove o seu desamparo diante de muitas questões, a violência é uma delas. Porém, resta uma faísca de esperança: contar com aqueles que se solidarizam a nossa causa.
” Para Guilherme de Sousa Nucci, o feminicídio é motivado por diversas circunstâncias tais como como traição, por conta de ciúmes, porque foi provocado pela vítima por outras razões. Vale salientar que o autor pode ser uma mulher que se sinta mais forte na relação homoafetiva contra a outra. ( 2017, p.612)
Marii Freire. Feminicídio
FREIRE, Marii. MULHER Do ostracismo à luta pelos direitos nos dias atuais. 1ª ed. – Maringá: Viseu
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