Todas às vezes que um indivíduo questiona, ele faz jus sobre algo de valor, ou seja algo/ alguma coisa que lhe é importante. É esse indagar -se que amplia o diálogo consigo mesmo. Consciente ou inconsciente, todos nós formulamos diversas perguntas, de modo, a projetar sobre estas, parte de nossos sentimentos e emoções. Então, nada melhor do que numa sociedade, termos pessoas que pensam, que não se conformam com tudo que lhes dizem, porque assim, elas se tornam menos alienadas.
” TEMOS O DIREITO DE VIVER SEM VIOLÊNCIA E TEMOS UMA LEI PARA ISSO. “
– Maria da Penha
Hoje (07 de agosto de 2023) a Lei 11.340/06 completa 17 anos. Essa é uma lei importante na luta contra a violência doméstica e familiar.
“Que sejamos livres! Que tenhamos respeitados os nossos direitos, não por força da lei. Mas que a conquista de todos direitos civilizatorios, entre eles, respeito a vida Soe mais alto do que as nossas ações primitivas. “
Marii Freire.
Marii Freire. Lei Maria da Penha/ 17 anos
Imagem: Comissão de Direitos Humanos da OAB-pa #mariifreireescritora #17AnosLeiMariadaPenha #InstitutoMariadaPenha
“O Canto de um pássaro preso parece belo. Mas, o que você não sabe é que, ao soltar a sua voz, ele não fala de felicidade. Nenhum pássaro preso é feliz. O que ele canta o desejo da própria liberdade.”
” Não há vida sem livros”. Não há como aguçar o nosso sentimento e imaginação sem a leitura – sem os livros, que são essenciais a todos nós. Os livros são importantes para humanidade por muitos motivos. Mas, talvez o principal deles, seja por conseguir fazer uma costura importante dentro do contexto cultural referente a cada época.
É importante ter humor para saber conduzir a vida. Se você não consegue sorrir, mesmo em meio as adversidades é porque tem sido terrivelmente duro ( a) consigo. Eu recordo de um episódio em mimha vida, onde passei três meses sem sorrir. Mas um dia, parei e pensei ” nada, nem ninguém” vale esse distanciamento de “mim comigo mesma”. Então, como qualquer pessoa inteligente procurei trabalhar mecanismos que serviram para ultrapassar as minhas limitações e que, de certa maneira, ajudaram- me enxergar as urgencias necessárias que, naquele momento precisavam ser modificadas.
” Usar a inteligência a seu favor, é o único recurso que garante que você sobressaia aos problemas. “
Quem se declara incapaz, idiota ou coisa assim, diante das situações difíceis, é uma pessoa que precisa de conhecimento e amadurecimento. Mesmo em diferentes estados emocionais que às vezes passamos, é preciso não usar acusações contra si mesmo. Ora, são processos pelos quais todos passamos, bons ou ruins, é preciso saber lidar com eles. Agora, não podemos paralisar a vida pensando que àquilo não irá passar. Tudo passa ( momentos ricos e pobres) tem os seus prejuízos e bonanças. Compreensão e aceitação é o que nos conduz ao acerto, ao que nos faz progredir.
Como indivíduos, nós sempre estamos lutando para alcançar êxito. Mas essa palavra êxito, ela tem um preço que, justamente, vem pelo modificar do que se fala e faz. Não basta querer, é preciso fazer. É preciso mudar a direção, a maneira de agir. Como muitas pessoas são inflexíveis e perfeccionista, sofrem por muito tempo a consequência de seus atos, sem querer mudar. Às vezes, até culpam os outros. Mas o conselho que deixo é ” modifique a si mesmo, se deseja fazer o que é certo pra você”. Só assim, poderá se sentir inteiro ( a) novamente. Acredite, não há fracasso que possa se aprimorar quando você decide fazer o que é certo. Tudo melhorar, inclusive a vida.
” Você escolhe o seu caminho!”
Ninguém reescreve o que passou. Todavia, como a vida é uma ordem no imperativo: vá! Então você constrói o que deseja que aconteça. É para frente que se alonga os caminhos, assimcomo o nosdo olhar. Mas a gente só consegue ir adiante, se estivermos inteiros, se tivermos também controle das certezas que queremos pra nós. Só assim, a sorte deixa de existir para o outro como acontece na nossa imaginação e a coisa flui também para nós. Neste caso, digo que ” o êxito não se trata de presente, nem privilégio “, mas de posição, é o que você escolhe, compreende? É preciso cuidar da gente e do que agrega valor ao que não se negocia.
É preciso cuidar do que é especial; é preciso cuidar do que tem valor incomensurável em nossas vidas. É necessário prestar atenção no lado bonito do que se costuma comparar com dos outros. É preciso amar…” É preciso sorrir com a alma, sabe? Tem que deixar a felicidade sair de dentro pra fora.” É disso que somos donos: nossa felicidade.
Não censure certas coisas, mas tenha consciência do seu valor. E levar a vida com humor, ajuda alcançar algumas riquezas e os êxitos que tantos desejamos.
Marii Freire. Não censure, sorria. Nada é o mesmo, depois que você sorrir.
” Ninguém descreve o amor, porque enquanto sentimento, ele não cabe em livros. E quando transformado em ações, a língua não o adjetiva sobre o que quer que tenha feito. O amor dentre todas as alucinações, mantém a pureza do imaginário humano vivo, fecundo, como a luz que na noite negra, não se apaga.”
Nunca se discutiu tanto a respeito de violência contra a mulher. Ninguém fala, mas eu falo: estamos vivendo em tempos de debates. Sim, o momento volta-se a um olhar mais profundo sobre a importância de se falar sobre os direitos da mulher.
” A história nunca se aprofundou tanto na discussão sobre o feminino, quanto tem feito agora.”
Nunca se discutiu tanto a respeito de violência contra a mulher e protagonismo feminino como temos visto. Também podera, o Brasil tem alcançado números estáticos estarrecedores em relação a violência. Isso faz com que dentre outras coisas, se amplie o olhar sobre a necessidade de falar a respeito de certas formas de violencia, até como uma maneira de conscientizar à mulher e a sociedade sobre esse perigo.
” A importância de enfatizar essa questão, é trazer mais do que a necessidade atrelada a reflexão, é sobretudo, lutar por mudanças. “
É comum se discutir a respeito de violência no dia a dia. Ora, um homem que bate na sua esposa ou companheira, são assuntos comuns que se fala de maneira natural. Claro, apesar de não ser normal conviver com violência. Homens violentos agem por impulsos. A violência acontece também em relação a mulher. Então, se pode observar que o comportamento de parceiros agressores é visto como algo universal. Mais o meu intuito aqui é evidenciar a violência contra a mulher, e não falar dela como um todo. Embora, se saiba que a violência exista dentro de nós, de modo que, gostaríamos de eliminar o problema dentro pra fora, ou seja a nossa agressividade, de modo pacífico, nem sempre se consegue alcançar esse grande feito. Vivemos num sistema que é violento para todos, principalmente, para nós mulheres.
Ora, aqui faço questão de enfatizar sobre a necessidade de mudarmos. O sistema é opressor, a gente não pode esquecer disso. As mulheres nem sempre puderam lutar, mas aquelas que conseguiram algum resultado, fez com que isso, pudesse refletir positivamente na vida de muitas de nós hoje. Mas, não falo só de uma pequena mudança que beneficie poucas mulheres. E sim, de uma mudança coletiva para para diminuir as muitas desigualdades entre homens e mulheres.
Quando se fala em mudança, se objetiva com isso, buscar respaldo na lei. Sabemos que nem sempre a lei consegue atingir o objetivo daquilo que se propõe quando se cria uma lei por exemplo, em nossa sociedade. Eu não falo de uma realidade distante, mas do simples fato da mulher viver uma vida segura e sem violência. Mas qual é o reflexo disso, funciona na prática? Os números em relação a violência refletem isso? Obviamente que não. Muito pelo contrário, o Brasil acaba deixando muito a desejar. Anualmente, muitas mulheres são vítimas de feminicidio, o que gera um valor negativo para o país.
O amor não se traduz em dor, não converge em atos violentos. Todavia o que vimos diariamente, são notícias que falam de mortes de mulheres de forma bárbara. É por isso que precisamos nos aprofundar nessa discussão para olhar a profundidade do problema. Por que tantas mulheres morrem? Qual é a razão maior? Aonde é o erro que precisa ser visto para ser trabalhado, e dessa forma, consertado? São perguntas que precisamos fazer. O que vemos são formas de se relacionar de maneira doentia. As pessoas se apropriam das outras, de modo que matam e tentam justificar as suas ações.
” Existem momentos em que a intensidade com que uma pessoa se relaciona com outra, extrapola limites, se nota muito isso pelo controle. “
A nossa cultura de certa maneira institui, a coisa da violência. É natural por exemplo, querer ter o controle sobre o outro, justificanfo isso como amor. O amor é um ganho maravilhoso. O que não sabemos muitas vezes é, lidar com atos violentos. Ora, se tem violência, não tem amor. O amor não é abusivo, é bom que se compreenda isso. Há mulheres que justificam ter parceiros ciumentos. Não é ciúme, não é gostar. Como disse ” o amor é um ganho maravilhoso”. Se há tensão, se existe violência, não é amor. É interessante que a mulher, não confunda amor com abuso e com a coisa da proteção. É justamente nesse ponto, que o homem abusador controla as suas vítimas. Ele trata com perversidade, mas depois quando tudo se acalma, ele vai lá e trata com carinho. É nisso que o amor consegue sobreviver. É no tratar bem novamente. É esse o ponto onde a mulher pensa encontrar oxigênio para relação.
” A porta de entrada para violência contra a mulher, vem principalmente, disfarçada de carinho.
O amor não é desassossego, mas segurança, diria que “resposta aos nossos anseios”. O problema maior dentro dos relacionamentos é que, um casal se apaixona, cria laços afetivos muito forte. Mas não consegue manter isso, principalmente nos momentos de tesão, porque demonstra comportamentos ofensivos e violentos. Às vezes, um fos parceiros, fala coisas que machuca o outro, humilha ou faz ofensas verbais que é o mais comum. É bom que se fique atento isso. Amor não é fonte de dor, basta a mulher olhar para essa realidade. Se encomoda, se há coisas que não se encaixam, veja o que coopera para esse desconforto.
Segundo o Datafolha, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública por meio fo instituto Data folha, “a violência contra a mulher teve um aumento bastante significativo. Mais de 18 mil mulheres foram vítimas de violência no último ano. São mais de 50 mil vítimas por dia, um estádio de futebol lotado.” afirma Samira Bueno, diretora executiva do Fórum.
Recentemente, o Fórum Brasileiro também mostrou dados estarrecedores a respeito de violência, o maior da história. Foram 74.930 vítimas dessa barbárie.
Protagonismo feminino
Enquanto se briga por uma maior igualdade de gênero e maior autonomia da mulher em relação a seus direitos, muitas coisas acontecem. Nós estamos diante dos avanços e retrocessos que apesar, de muitos entraves, podemos constatar passos significativos para mulher. Hoje, falamos de protagonismo feminino, o que uma realidade. É a mulher lutando por seu espaço na sociedade. Cada vez mais consciente, ela segue buscando por representatividade, fala, lugar de direito. E o que é bom nisso tudo, é que o tempo vem trazendo essa maturação necessária, digo ” o mergulho necessario na história da mulher “, fazendo com que se volte ao tempo, e traga a mulher cada vez mais para perto da realidade. Antes não. Como é sabido, o afunilamento do poder era dado só ao homem, a dominação, o machismo e força, são resquício do patriarcado. A mulher, não era vista senão como a sombra do homem. Talvez, a virada de chave mais importante da história, venha dessa mudança tão significativa a todas nós. São muitas lutas que buscam por respeito e igualdade de gênero. O feminismo tem ajudado a mulher dentro dessa construção histórica. A potência desse novo olhar sobre a mulher, certamente ganha novos contornos sobre a realidade tal qual ela é. É a mulher construindo história nos mais diferentes espaços. Mais que igualdade, queremos equidade. A ideia de emancipação feminina, se concretiza em cima desse pensamento. O ganho é sempre coletivo!
A potência desse novo olhar
O novo olhar sobre a história da mulher, desde a luta por ascensão, a busca pelo reconhecimento de seus direitos, faz com que esta seja vista com respeito. Não foi fácil; não tem sido fácil. Mas é recompensador saber aonde estamos chegando e ultrapassando os nossos limites. Nós não queremos ser mortas, nem conviver com a insegurança de nossos filhos e filhas. Queremos ser reconhecidas pelo direito de ser mulher, e de fazer um muito bom para os homens também. Deles, precisamos dessa consciência e respeito pelo que somos.
” Que nada nos defina, que nada nos sujeite. Que a liberdade seja a nossa própria substância. “
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