Quem inventou essa história de dividir a vida?

Seja lá quem for, deveria está com pressa,

pressa para avisar que está vivendo.

Claro!…

Precisamos evoluir mesmo, caminhar. Mas, não podemos desaprender o valor que é o de saber saborear a vida olhando para as coisas mais simples.

Saber que [apesar], do cansaço do corpo,

Temos sonhos , e para que estes, possam ser construídos do tamanho em que gostaríamos, leva tempo. E o tempo as vezes é mais forte…

É um rival capaz de matar- nos aos poucos.

Se você não aprende a negociar com ele, toda pressa perde o sentido.

Vá devagar,

Vá com calma…Se nela tiver alma, valerá a pena!

Diga, avise, faça um movimento ao tempo. Mostre- o ” Eu estou vivendo…”

Eu preciso ser inteiro, portanto, não sei negociar com a dor. Só o amor constrói, e o ‘bocado de chão’ que preciso não pode se desfez diante de mim…

Não quero, não posso, não devo competir com sorte.

Evoluir é isso, saber que em algum momento a caminhada irá ficar difícil. Mas, nós precisamos enfrentar.

Repousar os olhos em si mesmo, nas nossas atitudes e, conseguir nos desprender da aventura de negociar com a pressa.

O sol é soberano

Não dramatiza. Mais ainda, a sua liberdade não o incrimina. Assim, devemos aprender o significado de liberdade.

Dividir pra que?

Cega é a maneira de agirmos com pressa. Pra quê? Se o simples fato, de não saber esperar nos impossibilita de muitas coisas…

Vá devagar!…

Lembre-se: depois do pôr do sol, o nosso segundo desejo é alcançar as estrelas.

Marii Freire.

E quando vi que aquilo vinha vindo Eu fui caindo como um sol caindo De declínio em declínio; e de declínio Em declínio, como a gula de uma fera, Quis ver o que era, e quando vi o que era, Vi que era pó, vi que era esterquilínio! Augusto dos Anjos

https://books.google. com.br

Marii Freire Pereira

VEM comigo!

Tecendo a manhã

Um galo sozinho não teve uma manha:

Ele precisará sempre de outros galos.

De um que apanhe esse grito que ele

e o lance a o outro; de um outro galo

que apanhe o grito que um galo antes

e o lance a outro; e de outros galos

Que com muitos outros galos se cruzem

os fios de sol de seus gritos de galo,

Para que a manhã, desde uma teia tênue,

se vá tecendo, entre todos os galos.

JOÃO CABRAL DE MELO NETO.