Toda mulher que passar por situação de violência tem que denunciar. Independente de ser a Ana, ou qualquer outra. A violência não escolhe classe social. Portanto, nenhuma de nós estamos isentas de um dia, não viver uma experiência traumática como essa. A lei que oferece proteção à mulher existe e é para todas. Por isso, mais do que nunca, vale ressaltar que cabe à mulher ter consciência e não se calar; de não negociar com o agressor. Se isso acontece é só ela que perde, porque ele não muda. Se precisar, ligue: 190 (como foi o caso da Ana) a ligação é gratuita. Mas se puder ir na delegacia mais próxima, vá é importante. Procure uma delegacia especializada ( DEAM ), ou qualquer outra, denuncie!
Violência não tem desculpa, tem Lei!
Marii Freire. Violência Doméstica/ Instagram/Facebook
A consciência sobre os direitos humanos é sobretudo, uma forma de garantir o direito de se ter direitos. Mas para que isso aconteça, é preciso haver humanização dentro da procura de cada movimento, de causa e das questões que nos sujeita a condição por exemplo de lutar por um direito, tê- lo ou passar pela experiênciada negação. O significado de liberdade, justiça e igualdade só podem existir numa linguagem ampla, e no sentido prático, se dentro do que nos propomos, houver humanidade dentro de nossas ações; dentro de nossos gestos. Pois neste caso, se olha para o outro, com um olhar de acolhimento e dignidade. É só assim que vemos o próximo e reconhecemos que ele é também um detentor de direitos.
” Escolher fazer o que correto é uma questão de consciência. Quando você usa essa capacidade para fazer algo a mais, em especial, opta por aquilo que condiz com os seus valores, é porque as suas atitudes certificam todas as outras. Pegar o caminho reto, é antes tudo, se reconhecer como uma parte do universo que não se deixa moldar, por coisas que procuram tirar a sua atenção do foco principal – você. Você é o próprio caminho; é também o resultado de suas escolhas. E saber caminhar lentamente desfrutando dessa forma de pensar, vale muito a pena.
Confiança pra mim, vale ouro. Apesar de conhecer o ser humano, saber do que ele é capaz […], sem estabelecer um vínculo de confiança, sinto muito, meu caro! Assim foge todo o sentido da nossa existência. Não confiar ou não ser ” confiável “, caminha para a alienação e transgressão. O sentido de vivermo em grupo, dar-se justamente pelo desejo da proteção e união. Portanto, não se pode “ser morno ou quente” em relação a isso. A verdade é que, se assim formos, somos lançados para fora de todos os círculos que pertencemos, seja ele familiar, aqueles relacionados a trabalho ou amizades.
” A confiança é essencial em qualquer tipo de relação. “
Dentro de tudo aquilo que há de ruim no homem, há de existir um grau de bondade capaz de torná- lo um ser confiável. Do contrário, não existe segurança dentro de qualquer condição que nos submeta e submeta também o outro. A regra é clara: Para que eu perca algo que é valioso para mim nesse mundo terreno, terei que receber outro de igual valor. Um exemplo do que falo são as leis. Por que o homem se submete à elas? Se ele abre mão da liberdade, certamente, a sua busca primordial entre outros interesses, a proteção. Isso vale para vida; para os relacionamentos, amizades e qualquer chão que se pise.
Sem confiança, é melhor não nos relacionarmos, ser ilha – viver isolado, o que é difícil e penoso. Evidente que. Há muitas pessoas que mesmo estabelecendo uma relação de confiança, elas transgridem as regras, e se você chama-lhes a atenção, tornam- se arredias, rebeldes, desprezam o que você fala. Sinto muito, mas neste caso, é melhor lançar fora. Se eu você nos submetemos a viver sob diversas regras, porque ” falano, não?”. Somos seres individuais, mas visamos o interesse coletivo, porque a nossa relação – uns com os outros são baseadas na troca. Isso, vem desde que ” o mundo é mundo “. O exemplo mais comum é a forma primitiva de comércio dada pelo escambo “, e aí, a coisa vai se intensificando. Isso vale pra vida. Como dito anteriormente, essa troca envolve muitos interesses e investimentos que podem ser voltados a formação de família, amor, amizade, negócios e tudo mais. Mas, em qualquer modelo de trâmites, a confiança é a maior moeda de troca que existe. Se você analisar, ninguém quer manter negócio com um sócio infiel. Eu não quero, você quer? Nem por todo dinheiro do mundo. A verdade é que não há sociedade que se mantenha dentro dessa condição.
“A confiança é a base de tudo.” Todavia, para demonstrar esse valor ao outro, eu preciso ter princípios. Claro que não falo de uma confiança cega. Isso é impossível; sem dizer que quem age dessa forma com o outro ou “com os outros” torna-se um mero transgressor. E todo transgressor cedo ou tarde, responde pelos seus excessos. Mas, falo de ser humano e agir com humanidade dentro daquilo que você se propõe. O que é bonito de nossa parte, é ser justo, é sobretudo saber usar o senso de realidade para não sucumbir diante da propria esperteza; é não querer levar vantagem sobre aquele que é igual a mim e a você. Falar de confiança, é falar sobre como agem as pessoas sadias, e não gente doente que passa por cima de tudo e todos para conseguir o que quer. A confiança é um elo que deve se encaixar perfeitamente ao outro fazendo um círculo que tem um símbolo que determina o começo e fim de tudo. – Tudo começa e tudo termina. Nada é infinito, a não ser o universo. Por isso, a palavra confiança denomina aquilo que é fiel, leal. A confiança é um crédito que você ganha e dar ao outro; do contrário, nada é gerado entre você e aquele que ela é depositada. E sob essas condições, tudo se rompe com muita facilidade, por não haver confiança. É por isso que ela é importante diante de qualquer coisa que se faça.
Não existe àquilo que se chama de ” medo bobo”. Existe uma possibilidade real para se concretizar o que você sente ou imagina. Isso, na prática, chama-se intuição. A intuição é parte da sua razão dizendo pra você: C O N S I D E R E.
“Preste atenção no que a vida tem pedido atenção. Às vezes, o motivo de suas queixas recorrentes, nada mais são do que, as verdades que você tem se negado a em enxergar. Descubra o que incomoda, faça os ajustes necessários, e tudo voltará a ser repleto de paz novamente.
Quem luta contra a violência, é a favor da vida. E não há porque se falar em vida e dignidade se a gente não considerar o fato de que, a palavra ” dignidade ” só tem sentido se respeitarmos a liberdade do outro. Neste caso, da outra ou seja, da mulher. Liberdade de escolher, de falar o que pensa, inclusive de lutar para promover direitos.
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