Vive. Vive porque durante boa parte de sua vida, a única pessoa de quem você dependeu foi a sua mãe. E que ao nascer, essa relação de dependência sofreu uma ruptura drástica ( corte do cordão umbilical), justamente para , entre muitas coisas, provar que esse dever de cuidar de si, é seu. E que mediante esse fato, ele não pode ser delegado a outro ou aos outros, a não ser em casos extremos, onde você possa perder os movimentos e precise de uma pessoa para ajudar você comer, tomar banho, trocar de roupa, além de outras situações. O fato de dizer que não vive sem a outra pessoa, isso é conversa tola. Ora, quer um exemplo? Se essa pessoa sofre um acidente e morre, você não vai continuar vivendo? É claro que vai. Muita gente aprende a lidar com essa realidade. Agora, no que se trata a relacionamentos abusivos ou no próprio caso relacionado à violência doméstica, a pessoa é que acaba se sujeitando às regras do parceiro manipulador para não perder a quem diz amar. Mas aí, quem arca com as consequências é você. Relacionamento que não tem acordo e flexibilidade não é bom, porque uma das partes sobrecarrega a outra, e assim as duas pessoas adoecem.
A mentira é o contraste ideal utilizado por algumas pessoas que, diante de um fato, o indivíduo lança uma nuance qualquer sobre a realidade e “perfeito “. Não, não é isso. A mentira não traduz a verdade, mas cria um estereótipo para aquele que a utiliza, possa se sentir confortável.
(Fernando Pessoa. Obra poética. Rio de Janeiro: Aguilar, 1965. p. 89)
Literatura Brasileira em diálogo com outras literaturas e outras linguagens. William Roberto Cereja, Thereza Cochar Magalhães. 5 ed reform. São Paulo: Atual, 2013
Escrever é um ato prazeroso que pratico todos os dias. O desenvolver dessa atividade é algo muito íntimo, aliás, o que se constrói, na verdade, são histórias verídicas, coisas que até que se conversa com as pessoas. Eu não acho interessante por exemplo, tecer pensamentos prontos. Claro, temos muito material didático por aí. Mas ouvir o que as pessoas falam também alarga o leque de conhecimento que temos. Enfim, tenho uma preguiça danada em agradar. Gosto de me agradar. Escrevo a minha maneira. Evidente que a minha escrita não é excepcional. Mas faço isso com respeito ao meu público. Todos sabem que amo Direito e Literatura. Então, o clássico é comigo, rsrs! O segredo da escrita é fazê- lá com amor. Não invente situações, trabalhe com o que você tem. Escreva como quem serve a alguém, não como quem toma algo. Eu falo de uma realidade geralmente dolorosa a respeito da mulher, mas ali no finalzinho, trago um pouco de esperança onde mais aperta as dificuldades. Esperança, acho essa palavra linda. Se costuma dizer que “quem tem esperança, mantem a trama dos sonhos viva”. Eu sou dessas que se você tem que chorar, chore. Mas no dia seguinte decida o que fazer. O ideal é colocar força na alma, minha e na dos outros e seguir… – interrompeu algo aqui? Seja grato e prossiga. Na escrita não é diferente, o que você precisa compreender que nós enquanto consciência que somos, enxergamos o externo de muitas maneiras. Sabendo disso, façamos o melhor. Isso é a melhor marca do ser humano. Fazer algo bom, inspirar!
Uma mulher refinada inclina o seu olhar para dois grandes prazeres na vida: Café e livros. Tem as que gostam de vinho. – Eu prefiro um bom livro, acompanhado de uma xícara de café. Isto me mantém acordado diante de todas as paixões e seus mistérios.
Eu sou completamente contra essa máxima que diz ” Eu não espero nada de ninguém! “. Espera; espera e espera no mínimo o tanto que você investe. Somos seres individuais, mas vivem em grupos. E o preço de vivermos em grupos é muito caro. Equilíbrio e proteção é o que mais objetivamos perante essa convivência. Afinal, abrir mão da liberdade, tem que render algum benefício próprio. A vida é uma troca. E nós enquanto indivíduos, estamos o tempo todo negociando. Negócios é o que fazemos desde, a época das trocas comerciais do Brasil. Um exemplo? O escambo. De lá pra cá, muita coisa rola nesse meio. Mas o que quero dizer com tudo isso? Que o indivíduo negocia o tempo todo. O casamento sempre foi um exemplo de negócio entre as famílias; sempre houveram muitos interesses envolvidos entre as partes. A verdade é que, “ninguém se casava por amor”. Hoje sim, por conta dessa ideia atrelada ao ” amor romântico “, mesmo assim, ainda existe interesses referentesa essa questão ( tirando a parte romântica da coisa, o casamento é um contrato), sim! Mesmo existindo amor, é preciso haver garantias. Então, dizer que não fazemos as coisas por interesse, é mentira. Há sempre algo/ alguma coisa que se busca. Agora, é preciso compreender que ” nem sempre o que se busca, de fato, se acha”. É como você ir ao comércio: Às vezes o que procura não encontra ou se encontra, não é do seu gosto. Neste caso, certamente, você vai procurar outra via de acesso para lograr êxito quanto a sua procura. Você consegue compreender que tudo o que fazemos na vida gira entorno em prol de algo? Evidente que em situações excepcionais, você faz algo por alguém, mas não quer nada em troca; faz porque se disponibiliza ajudar somente. Mas no geral, vivemos a vida toda fazendo trocas. Eu faço alguma coisa pra você e em troca, recebo algo que tenha igual valor ou compro e você faz a entrega e, recebe por conta disso. Ao dizer: Eu não espero nada de ninguém “, é só uma maneira de dizer que no geral, não espera do mundo, mas no particular, sim. Se você se relaciona com uma pessoa, você espera receber dela o que a oferta. Menos do que isso, você vai reclamar nos “procons da vida”. Outro exemplo, é o cuidado entre pai e filho, mãe e filha. Você cuida da prole para no final da vida, ter alguém que cuide de você. – A vida inteira vivemos fazendo trocas. E a verdade é que ” porção pequena ” sempre gera desconforto e confrontos entre indivíduos. Quem faz…espera receber. Veja, não é regra. Quem faz pelo ingrato, não recebe nem ” muito obrigada “.
Pense nisso!
Marii Freire. Eu não espero nada de ninguém. Via Facebook
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