” Dá- me a esperança com que o ser mantive! Volve ao amante os olhos por piedade, Olhos por quem viveu quem já vive!” (AZEVEDO, A. Soneto. Nova Aguilar, 2000) Literatura brasileira: William Cereja e Thereza Cochar, 2013 VEM comigo! Marii Freire Pereira Santarém, Pá 17 de abril de 2020
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Olavo Bilac
Cheguei. Chegaste. Vinhas fatigada E triste, e triste e fatigado eu vinha. Tinhas a alma fé sonhos povoada, E a alma de sonhos povoada eu tinha… E pararmos v de súbito na estrada Da vida:longos anos, presa à minha A tua mão, a vista deslumbrada, Tive da luz que teu olhar cantinha. Hoje, segues deContinuar lendo “Olavo Bilac”
João Cabral de Melo Neto
Um galo sozinho não tece uma manhã: ele precisará sempre de outros galos. De um que apanhe esse grito que ele e o lance a outro; de um outro galo que apanhe o grito que um galo antes e o lance a outro; e de outros galos que com muitos outros galos se cruzem osContinuar lendo “João Cabral de Melo Neto”
Paz interior
Há quem pouco se identifique com a calmaria que o final do dia nos trás. Tem pessoas que naturalmente gostam de barulho, eu não. Gosto do silêncio que dentre outras coisas, possibilita retornar-me ao encontro do meu próprio eu. Há quem venha contestar, alegando que tardes tristonhas, é motivo para sentir solidão. Claro, a solidãoContinuar lendo “Paz interior”
O Mundo do Sertão
“Diante de mim, as malhas amarelas do mundo, Onça castanha e destemida. No campo rubro, a Asma azul da vida à cruz do Azul, o Mal se desmantela. Mas a Prata sem sol destas moedas perturba a Cruz e as Rosas mal perdidas; e a Marca negra esquerda inesquecida corta a Prata das folhas eContinuar lendo “O Mundo do Sertão”
Aqui morava um rei
Aqui morava um rei quando eu era menino Vestia ouro e castanho no gibão, Pedra da Sorte meu Destino, Pulsava junto ao meu, seu coração. Para mim, o seu cantar era Divino. Quando ao som da viola e do bordão Cantava com rouca, o Desatino, O Sangue, o riso e as mortes do Sertão. MasContinuar lendo “Aqui morava um rei”
Ariano no Exílio
Bem, após a morte de seu pai, a família de Ariano foi morar no interior do Nordeste. Lá Suassuna, acabou recebendo uma influência muito forte daquele lugar, tanto que em todo o seu trabalho, nota-se que ele explora a questão ligada a Tradição popular Brasileira, ou seja, Ariano demonstra muito esse “carinho “, pelo Sertão.Continuar lendo “Ariano no Exílio”
Clarles Baudelaire
” Eis que alcancei o outono de meu pensamento “ Baudelaire, via Facebook VEM comigo! Marii Freire Pereira Santarém, Pá 17 de abril 2020
Pablo Neruda
Se você me esquecer Eu quero que você saiba uma coisa Você sabe como é isso Se eu olhar para lua cristalina No ramo vermelho do outono chegando Se eu tocar perto do fogo A cinza impalpável ou o corpo enrugado do ramo Tudo me leva a você Como se tudo o que existe Aromas,Continuar lendo “Pablo Neruda”
Edgar Allan Poe
Nunca fui, na infância, Como os outros e nunca vi como os outros viam. Minhas paixões eu não podia tirar das fontes igual a eles; e o coração de alegria Tudo o que amei, amei sozinho. Assim, na minha infância, na alba da tormentosa vida, ergueu-se no bem, no mal, de cada abismo e encadear-meContinuar lendo “Edgar Allan Poe”