Porque Deus permite Que as mães vão-se embora? Mãe não tem limite É tempo sem hora Luz que não apaga Quando sopra o vento E chuva desaba Veludo escondido Na pele enrugada Água pura, ar puro Puro pensamento Morrer acontece Com o que é breve e passa Sem deixar vestígio Mãe, na sua graça ÉContinuar lendo “Carlos Drummond de Andrade”
Arquivos do autor:VEM comigo!
Danilo Caymmi
Eu guardo em mim Dois corações Um que é do mar, Um das paixões Um canto doce Um cheiro de temporal Eu guardo em mim Um deus, um louco, um santo Um bem e um mal Um guarda em mim Tantas canções Tantas canções De tanto, mar tantas manhãs Um canto doce Um cheiro deContinuar lendo “Danilo Caymmi”
Guimarães Rosa.
” Eu sou é eu mesmo. Diverjo de todo mundo… Eu que quase nada sei. Mas desconfio de muita coisa. O senhor concedendo, eu digo: para pensar longe, sou cão mestre _ o senhor solte em minha frente uma idéia ligeira, e eu rastreio essa por fundo, de todos os matos, amém “. Guimarães Rosa.Continuar lendo “Guimarães Rosa.”
Florbela Espanca
“Passei a vida a amar e esquecer… Um sol a apagar-se e outro acender Nas brumas dos atalhos por onde ando… E este amor que assim me vai fugindo É igual a outro amor que vai surgindo, Que há de partir também…nem eu sei quando…”. Florbela Espanca, Inconstância. In: O livro Sóror saudade, 1923. CulturaContinuar lendo “Florbela Espanca”
Carlos Drummond de Andrade
” Vejo- te mais longe. Ficaste pequeno. Impossível reconhecer teu rosto, mas sei que és tu. Vem da névoa, das memórias, dos baús atulhados, da monarquia, da escravidão, da tirania familiar. És bem frágil e a escola te engole. Faria de ti talvez um farmacêutico ranzinza, um doutor [ confuso.” Carlos Drummond de Andrade,Como umContinuar lendo “Carlos Drummond de Andrade”
A vida é um sopro
É inútil brigar por coisas que não tem valor. A vida é um sopro, aprenda isso. Aquilo que fomos ontem, ficou lá atrás no tempo, não volta mais. Assim acontece com o hoje. O que tiver que ser, viver, o que tiver que falar, fazer, faça agora. Esse é o momento de sermos verdadeiros, deContinuar lendo “A vida é um sopro”
Olavo Bilac
” Vendo- me exausto, pálido, cansado, E todo pelo aroma de teu beijo Escandalosamente perfumado. O amor, querida, não exclui o pejo. Espera! até que o sol desapareça, Beija-me a boca! mata-me o desejo..” Castro Alves,Tercetos II. Melhores poemas de Olavo Bilac. São Paulo, Globo, 2003 Marii Freire Pereira VEM comigo! Santarém, Pá 8 deContinuar lendo “Olavo Bilac”
Chico Buarque
” Lá não tem brisa Não tem verde- azuis Não tem frescura nem atrevimento Lá não figura no mapa No avesso da montanha, é labirinto É conta- senha, é cara a tapa Fala, Penha Fala, Irajá Fala, Olaria Fala, Acari, Vigário Geral Fala, Piedade Casas de pó, cidade Que não se pinta Que é semContinuar lendo “Chico Buarque”
Carlos Drummond de Andrade
As plantas sofrem como nós sofremos. Por que não sofreriam Se esta é a chave da unidade do mundo? A flor sofre, tocada Por mão inconsciente. Há uma queixa abafada em sua docilidade. A pedra é o sofrimento paralítico, eterno. Não temos nós, animais, Sequer o privilégio de sofrer. Carlos Drummond de Andrade. Unidade. Farewell.Continuar lendo “Carlos Drummond de Andrade”
Abandono
Os dias se consomem em palavras Palavras cujo o significado Tem na sua fibra mais íntima O desejo de sentimento nunca alcançado. Consciente Mas Incompleta Na condição de mulher Vejo que o meu legado é o vazio. Tu quando sentes, dói? Em mim dói uma dor indizível Não sei ignorar Estou sempre esbarrando nela HáContinuar lendo “Abandono”