Resistimos para que todas as outras mulheres soubessem que somos capazes. E que apesar dos muitos desafios, dos julgamentos apressados – e todas as evidências machistas, de falas que sempre tentaram tornar o nosso propósito menor, resistimos.
A nossa trajetória, não é pauta. É sim, sobretudo, direito. Por isso, nos recusamos a desistir. E mesmo cansadas, feridas e sobrevivendo ao discurso de ódio; nos tornando vítimas de uma violência letal, algumas pobres e com pouco saber ou letradas na sua maioria, todas sofrem injustiças diárias. Mas o curioso é que independente disso, somos capazes de questionar as nossas próprias verdades.
Quando uma mulher escreve o seu nome na história, isso reflete a luta de muitas outras. Portanto, lutar pelos nossos direitos; lutar pelos nossos lugares de fala e poder, traduz a nossa força e as contribuições através de ações de homens que sabem que democracia também tem face feminina; tem voz de mulher e ( mulheres!) que inspiram e encoraja muitas outras.
Marii Freire. Resistimos
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Santarém-PÁ, 2 de agosto de 2026/Amazônia.Brasil
