Violência Contra a Mulher

Há seis anos, quando eu comecei falar sozinha sobre violência contra a mulher em Santarém, isso era visto até com um certo “ sarcasmo “ de amigos e os que não acreditavam no meu trabalho. Mas, não me deixe “ apequenar “ por isso; pelo contrário, fui atrás do que queria, que era o reconhecimento do meu trabalho nessa área. “ O voto de credibilidade” dependia do grau de consciência de quem parava na minhas postagens e dizia “ certíssima “. Então, dava um “ like” . Mas a minha maior preocupação não era a curtida, era saber como Santarém conseguia reagir a isso, especialmente em relação ao “ amadurecimento “ e “ recebimento do tema”, assim como isso soava em termos de importância para a região.
“ Anos e anos… insistentemente” , eu vinha para cá, e outras redes sociais que posto alertando; chamando atenção ao problema, de modo a fazer disso, algo muito maior, mesmo que fosse com “ a cara e a coragem “ como muita gente boa vai à luta.
A princípio, quando eu postava sobre determinados temas ( relacionamento abusivo), tinha pessoas que achavam que aquilo era “ parte da minha vida pessoal “ e não. Não, tive problemas nesse sentido. Eu vivi com o pai das minhas filhas 29 anos; destes 22 deles, éramos casados na Igreja Matriz, inclusive. Eu estava sim, me colocando como uma profissional, com formação acadêmica e com respeito diante do que trazia para as pessoas. Aqui, cito “ mulheres vítimas de violência doméstica “. Todos na área do Direito, escolhem o que fazer, eu escolhi [ escrever ]. Um trabalho solo, porém, feito com muito respeito para mulheres que estavam com a vida “ arrebentada “. E acredite, tudo foi pensado, inclusive o tom da minha voz. Ninguém no estado delas, quer alguém com “ voz áspera “. Elas querem se sentir acolhidas, e isso sim, vem por uma comunicação não violenta.
A princípio, a coisa só despontou quando veio a publicação dos livros, os convites para palestrar ou eu ia nos locais onde pedia para falar sobre o tema. Nada na vida é instantâneo; nada ganha luz e força de uma hora para outra. Uma semente obedece todo o processo da natureza para germinar. Assim é construída a nossa trajetória. E a minha não foi e não é diferente.

“ Eu sei como comecei essa história, e foi ela que me trouxe até aqui”

Nada é por acaso. Tudo é resultado de muita abdicação, esforço e trabalho. E eu vou continuar, porque tenho isso como parte de mim.

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Marii Freire. Violência Contra a mulher

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Imagem: autoral

Santarém- PÁ, 1 de agosto de 2026/Amazônia.Brasil

Publicado por VEM comigo!

⚖️ Bacharela em direito, Pós - graduada em Direito Penal e Processo Penal. 📚 Autora: MULHER Do ostracismo à luta pelos direitos nos dias atuais e O Amor Verdadeiro Contesta. Ambas as obras são lançadas em parceria com a Editora Viseu/ Brasil. . Palestrante

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