Os avanços que a mulher teve – e continua tendo, além da maternidade é algo muito significativo. Hoje, a ideia que se tem a respeito da mulher, é que ela não vive mais “ trancafiada” e tendo um único papel na sociedade, que é a procriar . Esse, ao meu entender também era um tipo de violência que a gente precisa combater, porque a função da mulher não era apenas “ parir” como muito se dizia. A verdade é que, mulher tem direito a liberdade, ao fato de sonhar e ser livre para fazer o que ela quiser.
Hoje as mulheres estão mais seguras para fazerem as suas escolhas
Dentro de todo esse processo de luta por direitos, as mulheres encontram muita força. As ditas “ problemáticas” de outrora, descobriram que reivindicar seus direitos era também poder “ se defender” desse tipo de “ qualificação “ . Ora, uma sociedade desigual e tendo que lidar com o medo de serem julgadas; onde a mulher já vivia esse tipo de experiência o tempo todo; digo “ sofrendo todo tipo de violência” e que é pior, tendo que esconder as suas angustias, essa era uma realidade dolorosa e injusta. As mulheres eram vistas como “ exageradas “, mas não era. Era sim, a situação em si que era complexa.
Foi preciso reeducar a sociedade para desconstruir práticas machistas
A mudança como sempre, ela acontece pela educação; pela forma de como falamos e desprezamos modelos ou formas de tratamentos ultrapassados, de lidar com as pessoas seja, seja a mulher, seja o negro ou a pessoa idosa. Enfim, eu poderia descrever tantos exemplos que despertam essa consciência. Mas, na prática, o que se procura é respeitar as diferenças para gerar ainda mais a ideia de igualdade. E aqui, vale ressaltar o seguinte: o papel dessa responsabilidade é sua e minha. E que, apesar de vivermos numa sociedade patriarcal, nós precisamos sim, desconstruir falas machistas , comportamentos violentos de modo, a chamar todos a responsabilidade por atitudes que não nossas obrigações.
Porém, quando falo da mulher especificamente, observando essas mudanças ainda relacionadas ao desafio as suas escolhas, sobre o fato de serem livres principalmente isso, para fazer o que elas entendem como “ o melhor” para si mesmas, eu falo sobre um direito que cabe a ela ou seja, cabe à mulher. Temos inúmeras exemplos de mulheres ocupando vários espaços, ainda que mínimos, mas não se restringe o papel da mulher à cozinha e ao berço como funções primárias. Isso é importante porque, são escolhas feitas de forma sábias ou seja, é uma escolha legítima, onde ficou comprovado que a nossa luta não era motivo para ser tratada como exagero, mas com a urgência de pautas importantes que precisavam ser organizadas e vistas como uma necessidade da mulher .
Até aqui, se conseguiu o necessário. Mas dentro da realidade total, sabemos que nem todas ainda estão resguardadas e protegida. E para isso, é necessário fazer mais barulho para encarar outras questões e auxiliar aquelas que precisam de ajudar para lutar por seus direitos e assim, poderem sonhar igualmente livres a própria liberdade.
Marii Freire. Escolha Femininas
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Imagem: autoral
Santarém- PÁ, 8 de junho de 2026/ Amazônia/Brasil
