Violência Contra a Mulher

Que a violência contra a mulher é um problema social e de saúde pública, isso todos nós sabemos. Mas o que pouco se leva em consideração, é o fato da mulher que sofre violência “ser ouvida”, detalhe: ser ouvida sem julgamento carregado de adjetivos pejorativos. Mais do que isso, é essa mulher ser ” ouvida e não ter a sua fala desqualificada ” como ainda acontece em relação a muitos casos.

É sabido que, muitas mulheres ao sofrer violência, elas passam por outro tipo de sofrimento que é a tortura psicológica. A maioria dessas mulheres têm um grande medo de ter que se expor, ou virar motivo de ” piadinhas”. Então, esse é ‘um’ dos motivos que “faz com muitas vítimas desistam ” de falar. Uma vez isso acontecendo, elas se recolhem no interior de si mesmas. É uma forma de se preservar, não de fazer Justiça. Todavia, ao agirem dessa maneira, elas vão adoecendo lentamente. E por que isso acontece? Porque é uma espécie de sofrimento represado, é um acontecimento não verbalizado e que também se torna fonte de muitos males. Pode se dizer que, a mulher, mesmo as digamos mais ” atualizadas, empoderadas, as de classe média, escolarizados, ou não, elas sofrem caladas ( na maioria dos casos) com a violência. As que podem pagar um bom, psicológo, ainda usa desse subterfúgio para lidar melhor com a realidade cotidiana. Tanto que os consultórios estão sempre cheios. Porém, as ditas obras, estas não têm como se proteger e não adoecer.

É clássica a frase de que ” a violência não escolhe classe social” e nãoescolhe mesmo. Qualquer mulher, seja lá em que idade for, pode se tornar uma vítima desse problema que é um retrocesso social, ao menos no que se refere a seus direitos. Definitivamente, a violência anda na contramão do direito, e faz de suas vítimas, parceiras/ parceiros), porque os homens também sofrem com o problema, só que a proporção é menor. Em relação ao fato, digo que estas pessoas, são ” vítimas perfeitas”, porque grande parte delas, ainda preferem o silêncio. Já em relação aquelas mulheres que tem condições psicológicas melhores de lidar com essa realidade, vão a luta, muitas denunciam mesmo, principalmente, se essas vítimas são negras e pobres, diferente da mulher branca e rica por exemplo. Como não tem medo de se expor, a denúncia é vista com mais frequência.

Todavia, é no meio das mulheres pobres que se percebe um percentual maior de denuncia, como dito a cima. Isso é muito importante, porque é de denúncia em denúncia que, a mulher vai procurando modificar esse cenário triste, muitas vezes devastador. Por trabalhar essa realidade sei que, mesmo no meio em que muitas que não falam a respeito do problema, essas vítimas têm vontade de transformar essa realidade, ou seja, falar a respeito do problema. Então, essas mulheres muitas vezes, até me agradecem por dar voz à luta pelos seus direitos, por falar o que elas gostariam.

” A parte mais recompensadora do meu trabalho, é quando Muitas mulheres me agradecem por dar voz a outras mulheres. Mas, não dou só voz, eu também as ouço!”

Sim! Eu as ouço porque sei o quanto isso é importante para elas, e como de certa forma, esse detalhe de saber ouvi-las, ameniza o sofrimento, e as faz ter algum resquício de esperança.

” Eu Marii, sonho com o dia em que nenhuma mulher sofra por causa da violência. Creio que é possível! Desde que [ se queira], se avança nessa causa. De fato, esse pensamento não é utópico. Falta sim, pessoas comprometidas de uma forma seria com a causa. Assim como também, com muitas outras que temos em nosso país.

Precisamos de muitas vozes lutando pelo fim da Violência.

Finalizando esse pensamento, o que posso dizer ainda mais a todas as mulheres é: “lutem por vocês, não desistam. É uma realidade desafiadora, mas vale a pena. Lembre-se: ninguém ama mais vocês do que cada uma. É observando o contexto da própria história e tendo consciência de que é preciso mudar que se modifica o que é necessário.

Estamos juntas nessa causa!

Marii Freire. Violência Contra a Mulher

https://Pensamentos.me/VEM comigo!

Imagem & criação: Marii Freire/violência Contra a Mulher

Santarém, Pá 2 de janeiro de 2023

Publicado por VEM comigo!

Bacharela em direito, Pós- graduada em Direito Penal e Processo Penal.

5 comentários em “Violência Contra a Mulher

      1. É verdade, Silvana!
        A mulher ainda não tem segurança de terminar um relacionamento ( o que é direito dela) e sair ilesa. A maioria das mortes de mulheres ( feminicídio) no Brasil, ocorrem principalmente, quando a mulher tenta terminar. O que é diferente do homem. Há situações que ele nunca nem se sentou e esclareceu a questão porque não é possível continuar a relação, e já constrói outra sem você ter certeza disso. Como vítima daquela situação, você como mulher, só é comunicada quando o parceiro tem 100% de segurança na nova relação. E aí você não mata, mas os homens, sim…É com muita frequência. Infelizmente…É uma realidade.

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