Marii Freire Pereira

Todas às vezes em que a vida é essencialmente controlada pela angústia, medo, situações que nos fazem assumir um lugar de posição ou defesa, a gente sente como se a nossa inocência ( inocente é aquele ser incapaz de lesar o outro), a cerca da vida fosse diminuindo, principalmente no que se refere aos aspectos mais sublimes. Não é que não sejamos perversos, ásperos. Não, nada disso. É que o sentido da vida também parece diminuir diante do que nos atormenta. Sabes o estado de cegueira, onde a direção certa não é encontrada? É o que ocorre na maioria das vezes. As respostas ao que faz sentido a vida, simplesmentenos fogem. E aí, você sabe o que acontece? Nós voltamos a nossa inocência! Aquele estado primitivo de outrora. Todos nós, independente de sermos bons ou não, voltamos a revisitá- los em determinados períodos da vida.
A nossa luta é entre a revolta e a inocência. É natural nos sentimos solitários. As nossas questões não resolvidas, elas expelem os abusos sofridos. Em outras palavras, nos coloca diante dos nossos “ferimentos abertos” o que inclusive faz com se chore e relembre o começo da vida, não é? A gente não chora quando nasce? Sim! É um trabalho psíquico maravilhoso, e que provoca essa revitalização do ser humano, ou seja, nos coloca diante de nossas questões mais urgentes. Uma vez voltados a nossa própria projeção : lágrimas, ferimentos, conversas íntimas, a gente mesmo se oferece o analgésico que tanto se procura que é: o amor, o carinho, a compreensão, o acolhimento – nós renascemos na compaixão de si mesmos. O estado de inocência volta a ser preenchido de forma a unir os pedaços antes dilacerados.
Se reconheceu aí descrito nessas palavras? Sim. A vida, os problemas e outras situações, muitas vezes nos aparta de nós, mas (a inspiração para voltarmos a acreditar novamente, depois das dificuldades superadas) vem das nossas entranhas, da alma, e do psíquico. Assim como também de um bom coração. Parece tolo, mas todos os fins e [ re]começos precisam dessa sensação de espaço que nos afasta e aproxima de nós mesmos dentro de cada ciclo.

Marii Freire Pereira.

https://Pensamentos.me/VEM comigo!/ Via- Facebook

Santarém, Pá 11 de abril de 2022

Publicado por VEM comigo!

Bacharela em direito, Pós- graduada em Direito Penal e Processo Penal.

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