Café

Um dia áspero

Fragmenta o lado frágil do ser humano.

Ele não tem tempo de olhar pra fora…

Para as riquezas ocultas.

Tudo lhe rouba a alegria

As coisas que acredita

Sucumbem ao aceso dos olhos,

A raiz do mistério, esmigalha até o pó

O lampejo da esperança.

Exausto, não tem tempo

nem para um café,

Um escape…

Diante da pesada rotina.

Que afeição pode existir

Num dia cheio de eco?

O tempo dispara

A angústia toma conta

– O medo, a raiva, o desespero!

Até quem se faz de forte

Se agasalha no silêncio.

Mas a troco de que, a vida se torna sobrecarregada?

Por acaso, o sangue que circula nas mão de um

não é o mesmo que circula nas mãos de todos?

Os sonhos

Os desejos

Aos olhos nada se perdem!

Afinal, o que torna a vida sem gosto, sem graça

Diante de tantas experiências que não múltiplas frutos?

Será que o próprio espaço nos limita?

Enquanto uns prosperam,

Outros tem no rosto

a marca da desesperança.

O jeito é aguardar

Que a sorte passe

Vagabundando na hora certa

No outro lado da rua; e sorrindo

Faça com que tudo aconteça.

Marii Freire Pereira. Café

https://Pensamentos.me/VEM comigo!

Imagem: Marii Freire Pereira

Santarém, Pá 30 de março de 2022

Publicado por VEM comigo!

Bacharela em direito, Pós- graduada em Direito Penal e Processo Penal.

3 comentários em “Café

Comentários encerrados.

%d blogueiros gostam disto: