O Amor Não Pode Ser Uma Gorjeta

Vamos combinar uma coisa entre nós? Amar é bom. Agora, Ser amado ( a) é maravilhoso. O amor sempre chega de uma forma inesperada. Na verdade, ninguém planeja amar o outro. Se ama porque se encontra razões para que isso aconteça.

A nossa capacidade de amar, ela está atrelada a uma série de fatores. Um dia, você acorda, sai e conhece uma pessoa onde cria uma conexão muito forte. É algo que transcende a realidade, você não sabe descrever, simplesmente acontece. De repente, quando você percebe, o brilho do olho, o sorriso nos lábios, as frases clichês estão tudo infiltrados no cérebro. Parabéns! O amor é certo. Logo o sentimento se agiganta, o desassossego chega, assim como, necessidade de estar com o outro. O amor é rico, educado e fino. Às vezes, ele carrega consigo uma certa dose de inocência, plenitude e magia talvez. Sem explicação, você faz promessas, se rende ao justo para que toda relação se torne um acontecimento memorável.

Nos primeiros encontros, quando a paixão arde, meio que sem jeito, você atropela tudo. Busca ser inclusive ser gentil diante dos pequenos defeitos. Disfarça a bipolaridade, bem ou mal, mas o que você quer é amar. E ama sem compreender aquela novidade toda. Ama como se fosse o único momento da sua vida.

” Ama a segurança, a cerimônia que rege cada sentimento ”

Ama como o amor que recebeu na sua infância ( amor materno). O único modelo de amor que nos faz verdadeiramente aceitos e acolhidos. A pessoa que ama ela se deixa envolver pelo amor, é como se estivesse blindada, cristalizada naquele momento da sua vida. E mesmo que outra pessoa tente entrar naquele meio, não dá em nada, porque o ser humano abandona o voo para se sentir seguro no pouso, ou seja, com quem escolheu estar .

É como se o amor e a sua resiliência, tivesse a capacidade de regenerar cada um de nós. Quem ama de verdade, escolhe ser íntegro com o outro. Eu diria mais, diria que duas pessoas juntas, elas se encaixam perfeitamente num único sonho. Diferente de quem, mesmo estando com você, age de modo a confundir, de tentar distorcer a realidade, ou seja, tem um pé ali, e o outro no mundo.

O amor é bom. O amor nos reposicionar dentro da nossa própria órbita. A arte de atender as suas demandas é que ao serem colocadas em práticas, causam desgastes na relação. Tem que ame e não poupe esforços. Agora, tem quem também ande na contratação do amor. Pessoas que ao invés de serem generosas, revelam mesquinharia, cooperam para um caminho de fracasso amoroso. Neste caso, sempre aparecerá na relação as desconfianças, situações vexatórias, grosserias, cobranças neuróticas, falcatruas. Quer dizer, tudo isso empobrece o amor. Atitudes não verdadeiras acabam tornando toda relação dolorosa

O amor só se danoso quando os seus deleites dão lugar às possibilidades que não o permitem crescer. Às vezes um ama, o outro não. Um se entrega, a oura pessoa não consegue despertar algo a mais, e fica ali por comodismo esperando que apareça aquela pessoa que vai fazer o coração pulsar. Tudo isso tem que ser considerado no amor, porque apesar de ser descrito de forma bonita, o amor também tem os seus solos inférteis.

Alguns campos do amor são solos inférteis! E quanto a isso, nada se pode fazer. O bom mesmo é o encaixe, mas quando o relacionamento não alavanca ou alavanca, mas com o tempo se esfarela (…), o amor se torna dolorido. E uma vez que isso acontece, as rupturas são essenciais, ainda que provoque desconforto. A verdade é que ninguém merece viver onde não há Amor. Há quem se permita, mas convenhamos, o amor não pode ser uma gorjeta. Não é um valor barato que você acrescenta na vida do outro. O amor é benéfico, mas quando desperta sentimentos bons, quando nos torna pessoas melhores. Do contrário, se traz sofrimento, é importante observar o quanto de ingenuidade estamos alimentando em nós mesmos. Não se pode conter as rachaduras de sentimentos que nos adoece. Às vezes, o melhor a fazer é romper com o que provoca desamor.

” A visão sobre a ruptura do amor não precisa ser dramática. O que você precisa é rebobinar as alegrias e as perdas de forma consciente. A idea acerca do amor deve ir além do conforto e dos hábitos”.

Há quem se apegue aos velhos hábitos, aos vícios, as manias do outro por carência. Mas vive cansado ( a) de desperdiçar tempo. Neste caso, é importante usar a prudência e não se prender a sentimentos contraditórios. O amor nunca será uma incerteza. Se há espaço para dúvida, a relação se perdeu de alguma forma. E aí é preciso avaliar o que precisa de atenção, mas de uma forma madura.

Perder a ilusão da eternidade, é uma forma de ser uma pessoa madura, generosa consigo e com o outro. Saber que nada na vida é eterno, nem a própria vida.

Depois de descobrir que ainda existe uma possibilidade de ser feliz, não precisa fazer drama, termina de vez, o que já vinha terminando aos poucos, dias, meses, anos. Sim, tem ex-namorados, maridos, que já terminaram a relação há anos e só uma pessoa ficou tentando. Talvez, pelo desejo de tudo voltar a ser como antes. Que surpresa! Não volta. O que se precisa é ter coragem de encarar a realidade, manter a sanidade e desatar o laço. Mágoas? Não. O que acaba precisa ser despido de qualquer ilusão. Diante de qualquer situação de término é preciso haver racionalidade. A vida continua, assim como nos oferece infinitas possibilidades de sermos felizes novamente.

Marii Freire Pereira

https://Pensamentos.me/VEM comigo!

Imagem ( Autoral)/ Pensamentos.me/ VEM comigo!

Santarém, Pá 26 de março de 2022

Publicado por VEM comigo!

Bacharela em direito, Pós- graduada em Direito Penal e Processo Penal.

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