Carlos Drummond de Andrade

Até hoje perplexo

ante o que murchou

e não eram pétalas.

De como este banco

não reteve forma,

cor ou lembrança.

Nem esta árvore

balança o galho

que balançava.

Tudo foi breve

e fefinitivo.

Eis está gravado

não no ar, em mim,

que por minha vez

escrevo, dissipo.

Carlos Drummond de Andrade. Ontem

Carlos Drummond de Andrade. A ROSA do Povo. Círculo do Livro. São Paulo, 1945

Marii Freire Pereira

https://Pensamentos.me/VEM comigo!

Imagem: pinterest/ Rachel Rocha

Santarém, Pá 18 de março de 2022

Publicado por VEM comigo!

Bacharela em direito, Pós- graduada em Direito Penal e Processo Penal.

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