24 de fevereiro de 1932,as brasileiras conquistaram o Direito ao Voto

24 de fevereiro de 1932, as brasileiras conquistaram o Direito ao Voto

O dia 24 de fevereiro é uma data histórica as brasileiras. Neste dia, elas conquistaram o direito ao voto. Isso significa muito a todas nós que formamos metade da população.
Nesta data que corresponde o ano de 1932, até os dia atuais, a luta por direitos é árdua, principalmente em ambientes hostis para as mulheres, pois de comentários impróprios, a assobios, vaias e violência, se observa que, mesmo no período que se vive que é o pós-moderno, a intensidade e urgência dessa luta, são necessárias para colocar a questão de direitos entre homens e mulheres, numa mesma linha de igualdade. Ora, existem questões políticas que se precisa trabalhar obviamente. Assim como também se luta por coisas básicas como respeito. É comum no dia a dia, a mulher por uma roupa que ela gosta, ou sair para praticar exercícios ao ar livre e ser importunada. Não acontece? Acontece. Às vezes chega ao extremo inclusive. Já imaginou, você chega no final da tarde, saí para caminhar ou correr, vem um homem que você nunca viu, e ele “achando que pode” e passa a mão no seu bumbum? São situações simples, mas que viola direitos.
Hoje, apesar de se desfrutar muito daquilo que já se conquistou, vemos mulheres lutando pela vida, ou pelo direito de não querer morrer nas mãos de um parceiro violento. Mas muitas morrem, infelizmente. Quando se fala em ” empoderar a mulher ” para que ela saiba dialogar de uma maneira consciente, porque o empoderamento tem essa ligação com o ” conhecimento ” e não um juízo errôneo que muitos fazem, se diz para essa mulher o seguinte: ” aprofunda a sua fala” mostra a importância de lutar pelos seus direitos. Porém, na prática, o que vemos? Vemos em algumas situações esse esforço ser visto com desprezo. Sim ‘desprezo’. Falar sobre violência, falar sobre a Lei Maria da Penha, é motivo de ser questionada, porque existe uma parcela da população que procura olhar para essa situação através de uma realidade distorcida. E, essa forma de pensar atrapalha. Só para você ter uma ideia, quando se fala de assédio, os homens ( não todos) , mas uma parcela que pratica isso, age de maneira grosseira, e com a intenção de ” coagir” a mulher, ou mesmo desvalorizar, ou ainda ” depreciar ” a imagem desta. Como? Associando o direito dela não querer aquela situação que é “incomoda” com o lesbianismo. ” Ah, você não aceita a minha ” cantada?” Então fica com as tuas ” amiguinhas de cabelo colorido”. A vítima tem que saber questionar, se posicionar inclusive. O fato do homem agir dessa maneira, é que ele não aceita ser contrariado. E, quanto a mulher, não é um direto dela dizer não? Não é ofensivo. Ofensivo é você compreender que a mulher não quer (porque ninguém é ” obrigado ” a nós querer) e não respeitar o direito da outra pessoa. Quer outro exemplo? A importunação sexual nos ônibus, também é um problema que acontecia de uma forma absurda. O assédio no ambientes de trabalho, na boate, e/ou qualquer situação com comentários impróprios, mostrando o reflexo de uma cultura machista.
Todavia, os nossos problemas vão além dessas situações trabalhadas através de exemplos nesse texto. A questão da conquista ao direito ao voto às brasileiras, na verdade, foi um norte na conquista de todos os outros direitos. A mulher só passou a ser respeitada apartir do momento em que ela tornou-se uma cidadã. A gente fala da entrada dessa mulher no mercado de trabalho, o direito ao divórcio, a participação na política, o que vai muito além de brincadeiras e piadas que alguns homens fazem. Nesta data, se lembra o nome de Bertha Lutz, Mary Wollstonecraft, além de muitas outras mulheres, que através da educação e seus conhecimentos, usaram esse instrumento ( educação), para ampliar uma série de interesses para mulheres, que é o que se coloca em prática hoje.
Que se tenha mais mulheres que inspiram, defende, e ensinam a defender os nossos direitos.

Marii Freire Pereira

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Imagem: pinterest/ Escola Educação

Santarém, Pá 24 de fevereiro de 2022

Publicado por VEM comigo!

Bacharela em direito, Pós- graduada em Direito Penal e Processo Penal.

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