Uma mulher é agredida a cada oito minutos no Brasil

” Uma mulher é agredida a cada oito minutos no Brasil segundo Datafolha “

Infelizmente, essa máxima é verdadeira. Muitas agressões ocorrem de forma restrita no âmbito do lar com diferentes tipos de casais. A violência contra a mulher, necessariamente, não precisa deixar marcas pelo corpo, mas o psicológico, certamente, esse fica comprometido.

Quem vive um relacionamento abusivo por exemplo, pode sentir diversos sintomas dessa agressão, que quase sempre começam de maneira sucinta e, vai aumentando a medida que existe uma permissividade para isso. Um manipulador egocêntrico, ele pode fazer com que aos poucos, a mulher crie uma confiança exacerbada nele, obviamente, nutrida por uma dependia emocional, e aí começa um jogo de manipulação. Primeiro, vem a culpa, que é uma forma de controle. O parceiro ou mesmo a parceira pode passar a controlar a outra pessoa, através de atitudes, deixando de oferecer atenção ou cobrando isso em excesso, o que não é bom, porque se a relação ocorre dessa maneira, há um forte indício de desequilíbrio entre o casal. São estes sinais que as pessoas devem ficar atentas, porque existe nesse ato, uma possibilidade maior de controle.O abuso observado em situações como essa, reside no controle que acontece por ações psicologicas, que podem inclusive progredir para ações físicas, onde de fato, essa violência consegue ser percebida que é quando essa parte da manipulação do ou até mesmo do controle passa a ser natural. Pode existir xingamentos, reprovações por conta do comportamento do outro, empurrões, tapas, gritos, ridicularização, bem como outras situações.

É importante ressaltar que a relação abusiva dar-se de várias formas. A pessoa não precisa ficar toda roxa para que isso possa ser constatado. Às vezes, a pressão acaba sendo emocional, constituída principalmente, na base da desconfiança.

Há parceiros que controlam seus parceiros por meio de limitações do direito de ir e vir. O modo dessa mulher se vestir, falar ao telefone, ou quem sabe com amigos ou familiares. Mais ainda, o homem pode controlar a mulher financeiramente. De qualquer forma, a mulher sempre fica presa a esse homem porque em algumas situações, foi ele quem a impediu de trabalhar fora de casa, ou seja, ela só devia cuidar da demanda do lar. E num momento posterior, essa mulher por não ter como arcar consigo mesma, fica presa a esse homem, muitas vezes tendo que passar por situações como essa. Quer dizer, existe um leque de limitações. A mulher só percebe isso tardiamente, que é quando ela está sozinha e isolada.

Parece sem sentido o que vou falar aqui, mas as agressões são “conscientementes permitidas”. Por que eu digo ” conscientementes ” porque essa mulher no início, ela se deixa seduzir por esse homem. Na busca dessa mulher pelo homem ou pelo parceiro ideal, ele é um ” gentleman “. Evidente, que ele também quer a convencer de que é um ” bom partido”. Com o tempo, e a mudança se desejos, assim como de ” atitudes e comportamentos ” ele perde aquela ” camada dourada”, ou seja, ” o latão ” aparece. Mas, por apego e anos de dedicação, essa mulher passa a ser fiel ou mesmo amar a ideia adotada sobre aquele homem. Necessariamente, ela só abandona, não deixa, a ideia de amor, quando a situação chega ao absurdo de sofrimento. Ele tem que ser péssimo em suas atitudes para que ela diga ” Eu não quero” ou ” Eu não mereço isso ” porque até lá, ela suportar todos os abusos e maus tratos.

É importante dizer que no que se refere a esses relacionamentos doentios, a mulher que é o ser mais vulnerável da relação, ela tem que ” despertar para a realidade”. Ela precisa acordar desse “estado de letargia ” e ser capaz de se amar em primeiro lugar. Ela precisa retornar a si, e seguir a vida se amando, se colocando como o primeiro amor ou primeira necessidade de sua vida. É importante se amar, se valorizar e reconhecer quando a relação precisa chegar ao término com saúde e dignidade para ambas as partes.

Marii Freire Pereira

https://Pensamentos.me/VEM comigo!

Fonte:

https://www.terra.com.br

Imagem ( Autoral)

Santarém, Pá 14 de janeiro de 2022

Publicado por VEM comigo!

Bacharela em direito, Pós graduada em Direito Penal e Processo Penal.

5 comentários em “Uma mulher é agredida a cada oito minutos no Brasil

    1. Magica, ontem eu tomei um susto enorme ao ouvir de uma pessoa, uma mulher obviamente, que ela imagina que essa violência acontece nesse século. Disse ter arrependimento por isso. É triste isso. Eu respondi ” Que bom estarmos sendo conhecedores dessa violência hoje”. As estatísticas nos permite acompanhar esses números, embora se saiba que na realidade esses números duplicam. A violência contra mulher sempre existiu, mas era contida ” da porta pra dentro” a violência doméstica, me refiro. Ela não é um fenômeno novo. Ao contrário. É de fato preocupante essa situação. Ainda existe muita desinformação, apesar de tantos avanços

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