O Lar é um lugar inseguro para as mulheres viverem

O Lar é um lugar inseguro para as mulheres. Sim, é possível que você estranhe essa afirmação. Mas é verídica. Justamente, o lar que deveria ser um ambiente seguro e um local de proteção às mulheres, na verdade, ele acaba sem um criadouros de insegurança e incertezas.

Segundo dados do suplemento de vitimazação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio ( Pnad) referente a 2009, realizado pelo ( IPEA ) Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) cerca de 1,3 milhão de mulheres são agredidas no Brasil. Além disso, 43,1% dessa violência ocorre na residência da mulher.

A mulher vive numa situação de insegurança no lar, porque acontecem vários fatos, dentre eles a violência, que no primeiro momento, pode ser um resultado pouco notado. Porém, é um realidade. A violência praticada intralar, certamente, é um acontecimento sem testemunhas. Agressões, violência psicológica, violência física, violência sexual e outras, são raramente vistas. Em geral, quem presencia tudo isso, ou seja, ver o pai maltratando a mãe, são os filhos. Estes, nada podem fazer, senão assistir calados, pelo simples fato de serem crianças.

A violência que a mulher vivia há 40 anos atrás, é uma realidade que aos poucos vem sendo discutida e combatida. Avanços têm acontecido em relação a tal fato. O intuito maior é fazer com que essa mulher já não suporte esse sofrimento calada. Mas, que o denuncie para que anos de impunidade, diria que ” séculos ” já que esse problema sempre existiu, no mínimo, se fala em cinco mil anos de opressão feminina, possa ser visto por todos, e não mais escondidos como sempre foi para não macular o termo ” família “. Já que está sempre foi pregada como símbolo de harmonia entre os indivíduos que a compõem.

Todavia, não basta inventar uma realidade, é preciso considerar situações reais que acontecem dentro da família brasileira. É importante que, diante dessa nova mentalidade que a sociedade tem se permitido, que no caso, é da visibilidade aos casos de violência contra a mulher, mais do que nunca, não a vítima, bem como, ela mesma consiga denunciar. Ainda que haja a proteção da lei, como temos hoje, a Lei Maria da Penha, que tem sido um norte na vida da mulher que é vítima de violência doméstica, mais do que nunca todos têm que trabalhar em conjunto, porque o resultado sobre a diminuição da violência dever ser coletivo. Não adianta só incentivar essa mulher, se de fato, ela não sentir segurança em denunciar o seu agressor. Muitas mulheres deixam de denunciar, por medo do comportamento agressivo do parceiro. Então, isso significa dizer que há uma lacuna que precisa ser preenchida. Se há quarenta anos, a mulher apanhava e ficava calada, ainda hoje o medo as faz temerosas. Consequentemente, mais do que a questão desigualdade, também existe o desrespeito à essa vítima.

Perfil do agressor

1. Escolaridade baixa

2. Problemas com álcool e drogas

3. Desestrutura familiar

4. Machismo.

Perfil psicológico do agressor

1. Dependência emocional

2. Transtornos psicológicos como: bipolaridade e depressão

3. Narcisismo

4. Psicopatas

Perfil econômico

1. Desemprego

2. Desigualdade na relação – Às vezes um parceiro, ganha mais que o outro, isso significa que há brigas porque o homem ou a mulher não suporta viver numa condição de desigualdade.

Há muitos fatores que contribuem para o aumento da violência. Vale ressaltar que, muitas mulheres inclusive, elas trabalham fora. E independentemente disso, são agredidas. Ajudando a pagar as contas que esse casal contrai ou não, elas são vítimas. Uma realidade pouco tocada é que, muitas até deixam de trabalhar por conta até da violência que sofrem. Quer dizer, tendo a sua independência, sendou mulheres escolarizados ou não – é no lar que a maioria ainda é vítima.

Marii Freire Pereira

https://pensamentos.me/VEM comigo!

Imagem: pinterest/ Ashley Wurzel

https://www.ipea.gov.br

Santarém, Pá 12 de janeiro de 2022

Publicado por VEM comigo!

Bacharela em direito, Pós- graduada em Direito Penal e Processo Penal.

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