Carnaval: diante de uma crise sanitária que o Brasil enfrentou, será possível ‘viver a maior festa brasileira ‘ diante de novas cepas?

O Carnaval é o momento mais esperado pelos brasileiros ou pelo menos, pela maioria deles. É uma de nossas manifestações culturais mais significativas que temos no país. O Carnaval, reúne não só o colorido explosivo de cores, mas também o trabalho de gente simples, sorridente e com samba no pé. A festa mais bem sucedida do país abre portas ao mundo inteiro poder celebrar a sua alegria. Mas há uma preocupação quanto a nova variante devido a aglomeração de pessoas. Por isso, há uma grande expectativa em relação a realização do Carnaval de 2022.

O Carnaval é uma festa genuinamente brasileira, disso ninguém tem dúvida. Porém, o mundo ficou surpreso com a chegada da Pandemia do Novo Coranavírus; que foi e tem sido muito desafiador não só para as emoções assim como também para a saúde do brasileiro. O país parou! De repente, nos reconhecemos como estranhos no meio de uma crise sanitária, onde se teve que aprender a importância de cuidados básicos como lavar as mãos e fazer uso, de máscaras, e álcool em gel.

Evidente que toda essa regra foi estabelecida para o mundo todo; não foi só para o Brasil que teve que enfrentar uma crise sanitária e humanitária como a que se viveu. A crise. provocada pelo Novo Coronavirus, ou todo resultado dela que foi a Covid-19, como se costuma falar, tem sido um acontecimento que desde o seu início, tem dizimado centenas de vida. Uma crise sanitária que mais do que os seus efeitos negativos, tem nos ensinado a nos readaptar o modo de vida. A situação emblemática não tem só essa coisa de ” devastar o planeta”, mas principalmente, trazer uma nova realidade quanto a forma de viver. A pandemia nos ensinou muito sobre os irresponsáveis do Brasil [Drauzio Varella]. Todo seu resultado foi desastroso a saúde. Há motivos mais que plausíveis para que não se queira o Carnaval de 2022.

Mortes

Parte de toda morte da população brasileira, poderia ter sido evitada se as regras de higienização basicas, como lavrar as mãos, usar máscaras, álcool em gel e não fazer aglomeração, tivessem sido cumpridas corretamente. Mas, não é só isso, a vacina também era um fator importante. E como foi visto, por conta de muita discussão e até negligência por parte do governo, esta, foi ofertada tardiamente a população. Esse “retardo” trouxe sérias consequências a saúde do brasileiro. Muitos morreram sem tomar nenhuma dose. A estatística contabiliza 600 mil mortes por covid. Esse número levado a sério é sensibilizante a todos nós.

Discussão

Há um debate sobre eficiência da vacina. Quem tomou a 1ª, 2ª e a 3ª dose deveria ter uma segurança quanto a imunização. Porém, A (OMS) Organização Mundial da Saúde alerta para a 4ª onda da Pandemia, esses brasileiros que vacinados estão hoje, podem contrair novamente a doença. O Brasil assim como, a Europa corre novos riscos de Pandemia, mesmo com a metade da população vacinada. Mas o problema é maior do que se imagina. Qualquer pessoa pode sofrer com as mesmas consequências anteriores diante da nova ameaça que tem se falado. E com o Carnaval à caminho, esse problema pode se tornar gigantesco, inclusive com um resultado igual ou pior do que se viu.

[Se] o Carnaval que é essa festa esperada não só pelos os seus idealizadores, assim como, pela população, vier acontecer, ‘o que não deveria’, não é novidade dizer que vamos viver o resultado do que ocorreu no início de 2020, ou seja, vai se repetir em 2002 os mesmos problemas de saúde, que no caso é muita gente de fora, irá trazer o vírus e todas as mutações do mundo todo pra cá. Depois, começa um jogo de acusações entre governo e população sobre imprudência. Você compreende como o problema é grande? Cadê a consciência necessária para dizer ” não ” a esse momento que é delicado? Como diz o Drauzio Varella: ” Não vai ter e, se tiver, está errado”.

O Brasil viveu a maior crise sanitária e hospitalar diante de tudo o que essa pandemia provocou. Fatou de tudo nos hospitais, de lugares, a oxigênio (…) profissionais sobrecarregados. Cemitérios não comportando tantas pessoas mortas. Afinal, diante de tal realidade, o que é mais importante? Compreender que ainda é cedo para arriscar a saúde novamente, já que diariamente, pessoas continuam morrendo por conta da Covid-19, ou realizar o evento, como muitos querem, e acabada a folia, começa a troca de acusações entre governo X população? É pra se pensar. Todos nós aprendemos alguma coisa com esse resultado catastrófico. Aglomeração não é bom, não no cenário atual.

É possível pensar sim, num Carnaval em outro momento da história, quando for possível se divertir com segurança. Do contrário, é melhor pensar nas consequências do que ‘as nossas ações impensadas podem trazer’. Por enquanto, pensemos na saúde de todos.

Marii Freire Pereira

https://pensamentos.me/VEM comigo!

Imagem: pinterest/ Freepik

Fonte:

https://anamaria.uol.com.br

Santarém, Pa 30 de novembro de 2021

Publicado por VEM comigo!

Bacharela em direito, Pós graduada em Direito Penal e Processo Penal.

7 comentários em “Carnaval: diante de uma crise sanitária que o Brasil enfrentou, será possível ‘viver a maior festa brasileira ‘ diante de novas cepas?

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