Gregório de Matos

Neste mundo é mais rico, o que mais rapa;

Quem mais limpo se faz, tem mais carepa:

Com sua língua ao nobre o vil decepa:

O Velhaco maior sempre tem capa

Mostrar patife da nobreza o mapa:

Quem tem mão de agarrar, ligeiro trepa;

Quem menos falar pode, mais increpa:

Quem dinheiro tiver; pode ser Papa

A flor baixa se inculca por Tulipa;

Bengala hoje na mão, ontem garlopa;

Mais inseto se mostra, o que mais chupa,

Para a tropa do trapo vazo a tripa,

E mais não digo, porque a Musa topa.

Em apa, ela, ipa, opa, upa.

( In: Luiz Roncari. Literatura brasileira- Dos primeiros cronistas aos últimos românticos. 2.ed. São Paulo; Eduardo..1995.p.129)

Gregório de Matos. Literatura brasileira em linguagem com outras Literaturas e outras linguagens. William Cereja/ Thereza Cochar. 5 ed. reform. São Paulo: Atual, 2013

Marii Freire Pereira

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Santarém, pa 24 de novembro de 2021

Publicado por VEM comigo!

Bacharela em direito, Pós- graduada em Direito Penal e Processo Penal.

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