Neste mundo é mais rico, o que mais rapa;
Quem mais limpo se faz, tem mais carepa:
Com sua língua ao nobre o vil decepa:
O Velhaco maior sempre tem capa
Mostrar patife da nobreza o mapa:
Quem tem mão de agarrar, ligeiro trepa;
Quem menos falar pode, mais increpa:
Quem dinheiro tiver; pode ser Papa
A flor baixa se inculca por Tulipa;
Bengala hoje na mão, ontem garlopa;
Mais inseto se mostra, o que mais chupa,
Para a tropa do trapo vazo a tripa,
E mais não digo, porque a Musa topa.
Em apa, ela, ipa, opa, upa.
( In: Luiz Roncari. Literatura brasileira- Dos primeiros cronistas aos últimos românticos. 2.ed. São Paulo; Eduardo..1995.p.129)
Gregório de Matos. Literatura brasileira em linguagem com outras Literaturas e outras linguagens. William Cereja/ Thereza Cochar. 5 ed. reform. São Paulo: Atual, 2013
Marii Freire Pereira
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Santarém, pa 24 de novembro de 2021

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