Homem não termina a relação, ele abandona

O casal sempre começa uma relação de maneira leve, carinhosa, atenciosa, com uma compreensão melhor por ambas as partes, porque há interesse por elas em querer gerar vínculos afetivos mais sólidos. A harmonia é um traço muito presente entre o casal que deseja aprofunda relação. A fidelidade é uma espécie de “acordo selado” entre duas pessoas, porque apesar de não existir nada expresso, conscientemente, elas sabem que para que tudo aquilo funcione bem, é preciso existir percepção, cuido, valores que devem ser estendido em face do dever de cuidar um do outro. Assim como, uma série de situações que vão sendo trabalhadas no dia a dia. É pela consciência que se configura a questão do afeto, do respeito e toda particularidade que envolve uma relação.

Consequência: um casal feliz! um casal que faz daquela relação algo valioso entre a família, os amigos, a concorrência. Sim, é preciso saber lidar com o que sustenta a relação e o que corrói, ou seja, causa desgastes. As relações interpessoais para se tornarem firmes mesmo, elas precisam de laços afetivos verdadeiros. Alguém poderia questionar ” você não está falando do amor?” O amor é importante, mas por si só, ele não sustenta a relação. A sustentação, a amarração, o alicerce que sustenta uma relação não é necessariamente o amor, mas a maneira do casal em saber lidar um com o outro. Essa particularidade da relação é que configura um vínculo forte. Quem dá amor, quem cuida e gera na maior parte tudo isso é a mulher, porque culturalmente, ela aprendeu que seria a maior responsável pelo sucesso da relação. O vínculo maior de uma conduta recíproca, certamente, é da mulher. Isso faz com que ela se entregue mais ( quem se entrega mais, sofre mais), procure estabelecer a harmonia da relação, seja com os filhos, marido, bem como várias outras situações. O homem não, ele migra para várias situações, aonde muitas vezes a mulher se vê sozinha administrando uma relação.

Hoje diante de tantas mudanças é errado jogar tamanha responsabilidade sobre a mulher?

Sim. Apesar dessa perspectiva atrelada ao passado, ainda ser jogada sobre a responsabilidade do feminina, o homem também deve ter responsabilidade diante dos compromissos que assume. É ética tamanha responsabilidade. Se houver sempre essa ” invisibilidade ” dentro da relação, sempre haverá um desequilíbrio. Então se couber só a mulher a cuida da relação, enquanto esse homem não se doa, não tá certo. E não tem como ficar. Ora, você olha e logo enxerga o desequilíbrio. O amor não é um conto de fadas que tem um final feliz. Isso é “estória pra vender um punhado de ilusão ” para quem aceite. Uma relação precisa de duas pessoas trabalhando a seu favor. Ora, imagine, aonde já se viu sobrecarrega um dos parceiros, inclusive acrescentando uma responsabilidade utópica? Utópica acredite, porque é algo impossível de ser alcançado. Relações construidas nesse molde uma hora, a coisa arrebenta. O passado lucrou muito com essa inobservância, porque prendia as pessoas. E, a mulher por não ter direitos e nem papel na sociedade, foi condicionada a uma situação cruel. Isso não foi ética da parte de quem estabeleceu determinadas regras.

Relacionamento, amor, casamento, namoro tem que ter limites. Ora, é preciso passar pelo respeito, pela construção de vínculos para que haja ” consideração ” pela pessoa do outro.

Não é possível aceitar tanto prestígio a imagem masculina, ou seja, reverenciar o homem de forma a aceitar o descabido, e assim conceder a ele um prêmio pela herança do patriarcado, onde este sendo homem, tem que receber tratamento diferenciado. Se dentro de um relacionamento, a mulher se esforça, é justo que se use medidas iguais aos dois. A mulher quando é obrigada a fazer com que a relação possa ser bem sucedida, paga um preço muito caro. Ela deixa de viver a sua vida, os seus olhos para viver os sonhos do marido e dos filhos. Às vezes, nós mulheres morremos com essa sensação de fracasso, porque as claras ou não, os critérios em relação a mulher e suas obrigações sempre foram injusto.

” Os equívocos masculinos, sempre foram excessos para nós mulheres “

Você vê que às vezes, uma mulher leva anos para ter força para acabar uma relação. E, por que? Porque a sociedade ensinou que a mulher tem que fazer com que aquele casamento, aquele namoro, aquela relação der certo. Então, durante anos, dependo da situação há abusos, violência, onde ela suporta tudo na maioria das vezes caladas, outras dizendo o que não concorda. Ou de repente, percebe na imagem do, do marido ou namorado, um set frio, silencioso, porque como se sabe, o próprio silêncio já é uma forma de abuso. Então, um belo dia, essa mulher descobre que vive com um sujeito ” vegetando” dentro de casa. Entenda, independente da situação, para o homem ele não chega e diz por exemplo que não quer mais aquela relação. O homem não diz: ” Olha, a nossa relação não é a mesma, vamos nos separar”. Ele “abandona”, e ela que se vire para representar aquilo tudo. Acontece com todas as relações? Não, eu estou exemplificando algumas situações, onde o homem por pouco ter acrescento, “ele vira as costas..”. No primeiro momento, prevalece a vontade dele, e no último protesto, fica o seu silêncio […] porque é a mulher quem tem que entender a situação e procurarresolvê-la. Ou é comum, a mulher matar porque não aceitou o término da relação? Em geral, isso condiz com uma ação do homem. É uma covardia tremenda que fazem com a mulher, porque quem sente no final mesmo, é ela. Você compreende como é necessário se estabelecer algumas regras para que não prevaleça a questão de modelos arcaicos? Alguém poderia dizer, mas os mais antigos não largaram os seus casamentos. De fato, mas não é isso que aqui me refiro. Além disso, tem muitas maneiras da sociedade concordar com determinados absurdos que sempre foram vistos como responsabilidade femina. A mulher que sempre tiver um pouco mais de entendimento, ela irá concordar com as observações aqui descritas. Afinal, nso faltam motivos para dissertar sobre o tema. A verdade é que, nós mulheres, pouco vivemos para nós. Tudo o que falamos é questionado. Até o nosso choro é questionado como sinônimo de fraqueza. Nesse caso, não compreendo como fraqueza, mas como desabafo diante de tudo o que nos é imposto sem muitas vezes termos o direto de discordar.

Marii Freire Pereira

https://pensamentos.me/ VEM comigo!

Imagem: pinterest/ Site de beleza e moda.

Santarém, Pa 4 de novembro de 2021

Publicado por VEM comigo!

Bacharela em direito, Pós graduada em Direito Penal e Processo Penal.

8 comentários em “Homem não termina a relação, ele abandona

      1. A manipulação é sagrada, Silvana! A manipulação que me refiro é em referência a ” pressiona” que você coloca aqui. O sujeito desconstrói a mulher na fala dela, com o intuito de justificar as próprias falhas.

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