Por que as pessoas boas morrem?

Começo esse texto afirmando que ” as pessoas morrem!”. Quem vive, em algum momento, deixa de viver. Portanto, morrer também é uma condição de quem não é imortal. Que bom seria se vivêssemos pra sempre, mas o mundo seria pequeno para comportar tanta gente. E, o nosso propósito aqui é “nascer, deixar a nossa descendência e partir”. ” “Chegasse num instante, e num instante também se parte” sem avisar muitas vezes, aqueles que amamos para não assustar.

Sim, um dia, se nasce.. e no outro, como diz a letra da canção, ” a gente vai embora”. E vai de uma forma que deixa o coração apertado para os que aqui ficam. Um ar de soluço, aquela sensação de vazio em meio a olhos cobiçosos. ” Olhos cobiçosos de saudades! de sinceridade, de silêncio, ou do que nem se precisou falar. Acrefite: apesar de algumas cicatrizes abertas que a morte nos deixa, porque toda partida deixa dor, resta-nos uma lareira acesa de saudade, onde vez ou outra, queima um sentimento delicado que tem nome doce: mãe! Avó, irmão, amigo, pai. Saudade tem nome? Qual é o nome da sua? A minha é Alice. Uma senhora de olhos claros, sorriso alegre. Um ser humano lindo! Pena, por que as pessoas boas morrem? Por que as lágrimas caem dos olhos, por que a boca deixa de sorrir? Porque no final, é melhor que se possa rezar por essas pessoas do que criar nojo delas. A morte tem algo bom que é fazer com nos aproximemos mais dessas pessoas.

A morte é um fato surpreendente. Quem vai para o seu aposento derradeiro, vai porque sabe que essa é, uma das condições humanas inegociáveis. Claro, se possível fosse não morrer, as pessoas fariam todo tipo de acordo para viver mais alguns anos, dias, segundos a mais. Mas, essa é uma alternativa inadmissível. A vida é um ciclo, e como tal, o seu último protesto derrama os sentimentos humanos mais escondidos. Ir dói! Dói para aquele que parte e para, quem fica. A morte não é um fenômeno único, onde a sua passagem acaba com qualquer nexo de relação. Você nota por exemplo, que a morte limita algumas situações. Ela torna impossível o contato físico, não o emocional. Quem morre, em geral, acaba levando muito tempo para ser esquecido. Como se sabe, “quem morre, finda a sua trajetória nesse plano terreno, mas permanece vivo em nós”. Então, a morte neste caso, é uma reticência impetuosa..que protesta vez ou outra, fazendo com que, dentre outras coisas, se encha os olhos de saudade, ou fiquemos com os estes umedecidos, por conta de boas lembranças.

A morte não separa os que morrem dos que vivos estão. Ao contrário, ela nos aproxima do nosso próprio destino final. Um dia, logo após o almoço, ou tarde da noite, simplesmente chegamos ao outro lado. É uma forma cruel de partir? Não sei, mas a morte é o único processo da vida que nos faz sacudir a poeira de qualquer pretensão humana. O único horizonte garantido de toda pessoa é mirar fixamente para a morte sabendo que ela é a única certeza. O resto todo você modifica, só não a morte. Ninguém foge desse espetáculo que torno findo a vida; por mais ambicioso que o ser humano possa ser, não existe nenhuma possibilidade de negociar um dia a mais com o próprio destino .

Viver é um gozo. Portanto, saiba fazer desse tempo que permanece aqui, um instante prazeroso. Se tiver que amar, ame. Se quiser dizer que alguém vale muito, faça isso enquanto estiver vivo. O amor só pode ser demonstrado através de gestos, palavras e ações. O que vejo em relação a essa situação é que as pessoas só descobrem que amam, depois que perdem. Amor reconhecido tardiamente, não é senão, remorso represado. Não espere ficar desolado dentro do seu próprio silêncio para demonstrar humildade pelo outro. Só tem um tempo que não podemos fazer nada na vida, é o ontem. Portanto, abrace, diga que ama, diga que as pessoas são importantes pra você enquanto ainda há tempo, pois assim, elas podem desfrutar da sensação boa que é se sentir verdadeiramente amado ( a) por você.

Pense nisso!..

Marii Freire Pereira

https://pensamentos.me/ VEM comigo!

Imagem: pinterest/ Twitter/ Charlie Change/ Twitter

Santarém, Pa 2 de novembro de 2021

Publicado por VEM comigo!

Bacharela em direito, Pós graduada em Direito Penal e Processo Penal.

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