Se você não conhece a dor do outro, não o julgue.

Às vezes você julga o outro sem interpretar corretamente a realidade que ele vive. É natural do ser humano, mostrar uma parte da sua vida, principalmente hoje com a facilidade das redes sociais que trás muito essa coisa da exposição, do mostrar como ” Eu estou bem” ou ” estou feliz”. Mas, a pergunta que fica é: ” Será que aquela representação é verdadeira? ” Será que não é um disfarce para mostrar justamente o contrário? Quantas pessoas que você conhece usa esse tipo de artifício para mostrar uma coisa, sendo que ele vive outra? Eu sei, certamente, você me responderia, eu conheço muitas. Pois bem, não cabe julgarmos as pessoas, mas respeitá- las por aquilo que são e que escolheram para as suas vidas.

Eu entendo que a humanidade é assim, ora você é uma coisa, ora é ou finge ser outra. Talvez, o grande erro seja você ter um julgamento apressado sobre uma visão primária das coisas. Quer um exemplo claro daquilo que estou falando? Às vezes você vê uma pessoa representando uma situação e pensa ” nossa, como fulano é feliz!”. E por trás das redes sociais, no dia a dia, a felicidade existe ou é um ato forjado? Entenda uma coisa, a maior parte daquilo que nós julgamos como verdadeiro, ou seja, a ‘felicidade genuína’ do outro, é só uma ” casca”. Isso mesmo, é representação. Claro, todos nós temos alegrias, tristezas, dor e tudo mais, só que não mostramos essa parte. Então quando você vê alguém feliz pode ser que aquilo possa ser verdadeiro ou não. A verdade é que, a ideia de felicidade, ela nem vai parar nas redes sociais. Pode parecer tolo o que estou dizendo, mas as manifestações verdadeiras que nos acontecem, digo ” os momentos de intimidade, onde se manifesta a felicidade real” você não expõe isso. Como, se o que mais vemos é pessoas expondo as suas belas vidas, mansões, iates, viagens? Isso é resultado dos seus esforços. Na verdade é uma recompensa pelo tempo de trabalho. Mas necessariamente, não se pode dizer que é ” felicidade “. Ora, imagine, a quem enganamos? Você diz para o seu filho ” Filho, você vai ganhar um presente de fim de ano se for capaz de tirar boas notas. A criança com o intuito de ganhar o ” objeto de desejo, ela se esforça. Compreendeu? Você não fotógrafa felicidade. É claro que também não posso negar que às vezes, há pessoas que fazem disso uma ponte para o que ela entende como felicidade. Todavia, há um engano em relação a isso. Felicidade ou bem-estar pessoal é algo maior, e nem sempre condiz com a imagem que você mostra a todos.

Écomum reunir com a família, com os amigos e viver “momentos prazerosos”, coisas como ” Ah, reuniu os amigos, legal! Vamos juntar todos e tirar uma foto para eternizar esse momento”. O que você julga ser verdadeiro pode está atrelada a isso, ou seja, ” um momento ” não a vida pessoal da pessoa. Não há hipocrisia nisso, todos nós vivemos esses momentos. Agora, tem pessoas que exageram? Tem. Há quem queira ” vender essa pseudo ideia de felicidade sobre si mesmo” para tapar uma falta que sobre determinado fator de sua vida.

” Só se conhece de verdade, aquele que passa por suas dificuldades sem pegar caminhos secundários “

Sabe gente grande de verdade? Essas pessoas carregam humildade dentro de si. Elas não conseguem representar aquilo que não são, e digo mais, esse tipo de pessoa tem uma dificuldade enorme de lidar com mentiras e representações diversas”. Elas vivem as suas dores, suas lutas, suas desistências, recomeços, sempre com muita autenticidade; “elas não vivem de representar um personagem “. Há pessoas que representam o tempo inteiro, você olha para aquilo e sabe que não é verdade. Mas é a vida que elas escolheram, portanto cabe respeitar, não julgar.

O único julgamento que devemos ter cuidado é com o nosso, porque se errarmos, nós vamos sofrer na pele, aquilo que por vezes, não toleramos nos outros. Portanto, tenha cautela ao se apressar para julgar aquilo que o outro vive e você pensa que ele leva vantagem sobre você.

Uma vida de representação é o que a maioria das pessoas vivem. Claro, fazem isso para impressionar, para mostrar poder. E digo mais, quem tem necessidade de mostrar muito poder, às vezes acaba numa cama de hospital querendo aquilo que um pobre tem em abundância que é ” paz de espírito “. Evidente queo pobre tem dificuldades das mais variadas espécies, mas a paz e a ideia de felicidade, como disse ” não se fotógrafa nem se compra”. Portanto, não julgue a vida do outro ou “dos outros” sem conhecer, porque no fundo, só sabe quem vive. Sim, você só imagina (…) Hoje, você pode interpretar e julgar algo com base em convicção. Amanhã, você pode fazer parte da roda de julgamentos antecipados. A vida é composta por ciclos. Então, preocupe-se em viver a sua vida, independentemente dos percalços. Nada é mais importante do que você saber que faz o seu melhor (não para impressionar ninguém) mas a você mesmo. Isso é o que importa: não pegar caminhos secundários (…) Viva por você e para você.

Marii Freire Pereira

https://pensamentos.me/ VEM comigo!

Imagem & criação: Marii Freire Pereira/ pensamentos.me/ VEM comigo!

Santarém, Pa 27 de outubro de 2021

Publicado por VEM comigo!

Bacharela em direito, Pós graduada em Direito Penal e Processo Penal.

7 comentários em “Se você não conhece a dor do outro, não o julgue.

  1. Marii conseguiu traduzir muito do que penso. Tudo passa tão rápido… é preciso viver e sentir tudo tanto coisas boas como nem tanto. Tudo faz parte do que somos. A maioria só mostra o lado bom né. Adorei o texto. Abraços

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