Relacionamento abusivo

” O lobo pode até mudar de pele” mas ele não vira cordeiro.

Marii Freire Pereira

Se ao se relacionar com um homem, a mulher deixa passar pequenas situações por entender como “inconveniente” chamar atenção da pessoa que ela gosta para tentar corrigir, ou seja, dizer que a forma desse homem agir não é algo bom, em se tratando de comportamento, é muito provável que ao estabelecer uma relação mais profunda com esse homem, a mulher venha sofrer maus-tratos.

Essa falta de percepção no início, aliás, falta de diálogo – é algo que futuramente, vá cooperar para um cenário gerador de angústia. Sim, a falta de equilíbrio emocional, afeta diretamente a boa relação do casal. É bom reafirmar que pequenos detalhes podem ser corridos no início, e não deixar que estes, virem motivos para o desgaste daquela relação futuramente.

O fato é que a maioria dos casais não veem ou não conversam sobre essa situação no início, e as incertezas é algo que sempre irá se fazer presentes naquela relação devido não se ter dado a importância necessária no momento correto. Por que estou falando isso? Porque por amor, a mulher passa a tolerar todas as coisas erradas que esse homem faz, ou seja, sabendo que é dono dele mesmo, esse homem começa a testar a capacidade dessa mulher. Ele a humilha, deprecia a sua imagem, faz comparações com outras mulheres ” busca o referencial” é cada vez mais intenso nas cobranças em relação a companheira. Ela por sua vez, não toma uma atitude contínua de corrigir a falta de respeito, e assim nascem as situações de abusos mais comuns dentro das relações.

É fácil perceber toda uma situação de abuso. Muitas vezes, quem não identifica isso é a própria mulher. É inclusive, comum ela aceitar como ” brincadeiras do marido, companheiro ou namorado. Tudo começa através de pequenas aberturas. São situações mínimas que com o tempo se avolumam. E quando a mulher desperta, já se configura como uma agressão, uma violência familiar.

A questão da violência que na maioria das veze a mulher não identifica, é algo simples que inclusive, trás referências paternas, ou seja, desde criança ela ouvia o pai, o irmão falar a respeito de outras mulheres , e que aquilo era normal, tanto que essas coisas foram se tornando comum no seu dia a dia dessa mulher. Como dito no texto, são delhes mínimos que fazem com a mulher passe a tolerar a violência, às vezes como uma situação normal. E sabemos que não é.

A questão é: devo aceitar? Não. A violência não deve ser aceita em nenhuma situação. Eu sempre gosto de dizer ” não se negocia com a violência “. A violência pode nascer em qualquer ambiente, e a única constatação que se pode observar como algo certo é que, ela sempre evolui para morte. Se ela não te deixar como uma cadeirante, certamente, o seu resultado final é a morte. Infelizmente, não se pode esperar um resultado bom. Portanto, ao entrar de cabeça num relacionamento, seja mais observadora. Digo mais, não se encante pelo cão que você acha na floresta e leva pra sua casa; um dia ele se tornará adulto. Um lobo que trocará de pele e irá uivar, porque não é um cão, é um lobo, certo? ou seja, não foge a própria natureza. Entenda, no meio das ovelhas se bem nutrido, pode até brincar com elas, porém, um dia com fome, as devora. Portanto, o desafio de saber lidar com essa realidade é um dever seu.

Marii Freire Pereira

https://Pensamentos.me/ VEM comigo!

Imagem: pinterest. Wattpad.

Santarém, Pá 25 de Agosto de 2021

Publicado por VEM comigo!

Bacharela em direito, Pós graduada em Direito Penal e Processo Penal.

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