Michael Foucault

” Essa necessidade de um castigo sem Suplício é formulada primeiro como um grito do coração ou da natureza indignada: no pior dos assassinos, uma coisa pelo menos deve ser respeitada quando punimos: sua ” humanidade “. Chegará o dia, no século XIX, que esse ” homem “, decoberto no criminoso, se tornará o alvo da intervenção penal, o objeto que ela pretende corrigir e transformar, o domínio de uma série de ciências e de práticas estranhas – ” penitenciárias “, ” criminológicas “. Mas, nessa época das Luzes, não é como tema de um saber punitivo que o homem é posto como objeção contra a barbárie dos suplicios, mas como limite de direito, como fronteira legítima do poder de punir…”

Michael Foucault. A PUNIÇÃO GENERALIZADA. VIGIAR E PUNIR: nascimento da prisão; tradução de Raquel Ramalhete. 42.ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2014

Marii Freire Pereira

https://Pensamentos.me/ VEM comigo!

Imagem: ( Arquivo pessoal)

Santarém, Pá 23 de Agosto de 2021

Publicado por VEM comigo!

Bacharela em direito, Pós graduada em Direito Penal e Processo Penal.

%d blogueiros gostam disto: